Completamente rudes, ou completamente sábios, são as pessoas
que gosto de conversar. Gosto de “bater um papo” com os pescadores do “Canto do
Mangue”, aqui em Natal. Dia destes, eu perguntei a um deles se é o Sol que gira
em torno da Terra, ou se é a Terra que gira... Um deles ficou me olhando, me
olhando, pensando com certeza que eu mangava deles, e me respondeu em cima da
bucha:- - Meu amigo, não tem força no mundo capaz mexer com a Terra! -- É o
Sol! – “É o sol que gira, e gira e gira sem parar...” E fiquei pensando
naqueles tempos do grande mestre Galileu Galilei, quando os Cardeais da época também
pensavam igual ao nosso rude, mas inteligente pescador...
Li, não me lembro
quando, nem onde, uma frase que nunca mais esqueci; mas primeiramente gostaria
de “lembrar” que antes de me tornar um verdadeiro “ás da aviação”...
rsrsr, fui um santo “coroinha”! -- Ajudei
muitos padres a rezar suas missas... A tal frase me dizia assim: -- Aqueles que
aprendem teologia, aprendem como enganar a Deus, e podem facilmente enganar os
homens...
São muitos; são milhões, são bilhões, quase a humanidade
inteira acreditando na ilusão da vida eterna... Infelizmente até hoje São Pedro
não autorizou ninguém – nem mesmo à Irene preta, a Irene boa -- descer à
terrinha para nos consolar, tirando-nos desta eterna dúvida... (A não ser o
espectro do pai que Hamlet, o príncipe da Dinamarca, viu um dia sobre as
muralhas do castelo de Elsinor...). -- Serei o único errado no meio de tantos
certos? – Não sei, não sei. -- Só sei que, para mim, grande pecador que sou, esta
felicidade eterna pregada pela ortodoxia religiosa, nada mais é que uma maneira
cômoda e inteligente de manter presos bilhões de inocentes sempre prontos a manter,
com generosas “mesadas”, os palácios suntuosos onde se abrigam os líderes das mais ricas e prósperas religiões do mundo.
Sempre gostei de astronomia. E quanto mais eu pilotava os
“meus aviões” -- olhando as estrelas, pálido de espanto, como dizia o Olavo
Bilac --, mais eu me apaixonava pelos mistérios do além; pelos mistérios
daquele céu deslumbrante, com noites acesas pelas infinitas estrelas. E me
surpreendia dizendo a mim mesmo: se eu não consigo compreender a Deus, nas suas
coisas visíveis, nas suas distantes galáxias, no maravilhoso por do sol, no
cantar dos passarinhos, como querer penetrar em seus pensamentos? -- Inútil
querer saber, ó piloto cara pálida, como tudo começou; como tudo vai terminar...
Cheguei assim à conclusão que o melhor mesmo é viver como os pilotos - poetas: sempre
sonhando, sempre amantes apaixonados nesta vida tão curta e sem estrelas para
nos guiar...
Mal comparando, me parece que coisas semelhantes acontecem
neste tão traído Brasil, onde meia dúzia de “ortodoxos” comunistas tupiniquins consegue
manter milhões e milhões de inocentes brasileirinhos -- grande boiada -- nas
mãos dos vaqueiros e vaqueiras do PT. Como aceitar que uma terrorista arrependida
(?) seja a presidente desta república de bananas, republiqueta onde a loucura
acerta, onde a mentira certa, a roubalheira acerta... Um país onde o bom senso
e a razão não alcançam a felicidade que os criminosos alcançam. Um país onde os
nossos líderes, sejam eles civis ou militares, se deixam facilmente enganar
pelas artimanhas de políticos inescrupulosos, numa espécie de tirania dos fracos
sobre os fortes, que os fazem abandonar os nossos heróis do passado à sanha de
antigos inimigos, hoje transformados em heróis, ricos, medalhados, condecorados,
ocupando os mais altos postos no governo...
(Às vezes julgo ver aqueles velhos generais de 64, me olhando
e aplaudindo... rsrsr.)
Coronel Maciel.