sexta-feira, 31 de maio de 2019

UM DEDO NA PENA O OUTRO NO GATILHO.



Assim como um pai precisa ser muito esperto para saber o que estão fazendo com seu filho, hoje um estudante universitário totalmente preso nas mãos de comunistas; filho este que pode acabar servindo de “Bucha de Canhão”, como aconteceu com aquele estudante, também lá de Belém do Pará, o Edson Luís, durante um “confronto” no restaurante Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, que serviu de estopim para “Generais” detonarem o milagroso AI-5, Ato que tanta falta está nos fazendo agora. Todo mundo sabe que a Rede Globo é a mais interessada que “se crie” um outro Edson Luís, pois é só olhar para a carinha da Sandrinha, aquela que se mexe toda quando fala, e que fala com as mãos e até   pelos cotovelos, pior do que naqueles tempos quando era parceira do Evaristo, lembram, que pareciam dois pombinhos alegremente sorrindo um para o outro. Ora, me telefona o Spíndola se balançando na sua rede estendida entre dois troncos de Cupuaçu: ou o Bolsonaro detona logo outro AI-5, botando toda essa putada de comunistas pra correr, ou então haveremos de ser, mesmo velhos pilotos hangarados, aqueles ainda capazes de botar o dedo na pena, às vezes  melhor que botar  o dedo no gatilho... 
Coronel Maciel. 

VOANDO NO PAU E BOLA.



Nos meus tempos de Cadete do Terceiro Ano, em 1962, quando aprendíamos a voar o melhor avião do mundo, o NA-T6, havia, juntamente com o Voo Visual -- quando aprendíamos pousos, decolagens, manobras, acrobacias e outros bichos, – havia o treinamento de Voo por Instrumentos, que era um verdadeiro parto;  era o voo “Sob Capota”, com o instrutor na frente, e o cadete atrás, sofrendo mais que Cristo na cruz; e quando eram desligados o “Giro e Horizonte”, ficando somente o chamado “Pau e Bola”, aí sim, o sofrimento era pior que o fogo dos infernos; mas quando voltávamos  voar com todos os instrumentos legais ligados, era como se saíssemos do inferno e voltássemos voar no paraíso; tudo ficava muito mais fácil. No T-6 não havia nem sombra desses instrumentos altamente sofisticados que havia no avião da Air-France, o AF 447, que há dez anos caiu no Atlântico, pertinho de Fernão de Noronha, matando 228. Os instrumentos de voo no T-6 funcionavam na base do “giroscópio”, aquele movimento que mantem o pião -- aquele nosso velho brinquedo de criança (em Belém, nos meus tempos de “pau e bola”, eu pegava pião na unha) -- enquanto gira em alta velocidade, está sempre em pé, por mais que a gente tente derrubá-lo. Não sei se esses aviões modernos que andam caindo por aí, possuem instrumentos giroscópicos tão simples como nos nossos T-6’s; nem sei se os “cadetes” de hoje, bem mais modernos e sofisticados, praticam o voo somente no “pau e bola”, o que poderia muito ter ajudado os pilotos franceses naqueles momentos  tão estressantes., que não gosto nem de pensar.
Coronel Maciel.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O MAIOR ABRAÇO DO MUNDO!



Nossa, nunca tinha ouvido falar nesse cantor, o GD, coitado, manda me dizer o Spíndola; pra você ver, seu velho piloto “hangarado”, como nós vivemos por fora de tudo por aqui; mas não me venha agora culpar o piloto, nem botar a culpa no avião, que, apesar de velho, estava legal, embora fazendo um  voo ilegal, como  “Taxi Aéreo”, embora isso, na minha santa  ignorância, não tenha nada a ver com o acidente; quantos e quantos pilotos, amigos teus, que, indisciplinados como você, davam  rasantes por cima das cabeças das namoradinhas, hein? Quantos outros apesar de “bracinhos”, voando os melhores aviões; alguns até “caçadores”, quando, num vacilo qualquer, acabam morrendo? Por exemplo: você pode fazer dez mil pousos “manteigas”, aqueles que os passageiros batem palmas com vontade, dando vivas ao comandante, mas, no primeiro vacilo, varam a pista, matando todos os passageiros, como aquele avião da TAM. Por isso que agora eu peço e te digo:-- Lembrem-se, ó ninfas, em tuas orações, das barbaridades que fizestes pilotando os aviões da tua querida Força Aérea, os quais, na maior sorte, nunca arranhastes nenhum deles,  e  fostes até apelidado pelo teu amigo, o Camarão, de “Fura Bola”, tantas foram as leãozadas que fazias; e, mesmo quando  na “reserva”, voando  num “Bandeirante”, decolavas diariamente de Recife para Natal como avião tão “abarrotado” de SEDEX, Jornais e revistas, que era preciso primeiramente você entrar no avião, pois era impossível fazê-lo, com o avião totalmente carregado; aliás, lembra daquele teu último voo, quando, em cima de João Pessoa, uma das turbinas pegou fogo, voando de baixo de chuvas, trovoadas e relâmpagos, num instrumento pesado, o teu “copila” desmaiou dizendo que ia morrer, e “bolastes” um procedimento de descida, como se estivesses em Natal, e, na maior sorte do mundo, numa final curtíssima, conseguistes  ver a pista, e efetuastes teu último “pouso manteiga”, e o coitado do teu copila, quem sabe até envergonhado, pedia para você “lhe dar uma porrada”, e você, em vez de porrada, lhe deu o maior abraço do mundo! 
Coronel Maciel. 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

UM Cardeal e um Cadete.


Um Cadete e um Cardeal.
Gostei, manda me dizer o Spindola, lá do seu Igarapé das Almas; gostei; mesmo sabendo que nada vai mudar; nem essa porra do STF, nem essa merda do Centrão; assim como não acredito que nenhuma dessas nossas “Caboquinhas”, de olhares enviesados, como a Capitu, do Machado, possam ser belas e honestas, ao mesmo tempo; mas, peraí, lhe digo eu, mais revoltado que passarinho quando está com raiva: e a nossa, ou melhor, e a tua Raimundinha, que eu conheci muito antes que você, não é bela e honesta, e di menor ao mesmo tempo? É; parece que sim; mas ninguém sabe o dia de amanhã, e hoje só me interessa o lado trágico do amor, me diz o nosso ousado filósofo: assim como um Cardeal aos 80, repete a mesma coisa que aprendeu quando nos seus 18, eu também continuo repetindo perto dos meus 80, as mesmas coisas que aprendi quando Cadete, quando nos meus 18: não acredito nesta tal “democracia”,  palavrinha difícil de se entender, e que ainda precisa ser muito bem definida nos dicionários da vida, pois, como eu já te disse e repito, só houve democracia no Brasil naqueles nossos belos tempos, tempos daqueles velhos generais, quando a gente podia dormir nu, de bunda pra lua, todo ensaboado, relógio de ouro no pulso, num banco da Praça da República, que ninguém encostava; hoje vivo aqui feliz,  olhando esse meu  Pôr do Sol, mais lindo e muito mais bonito que todas as poesias e filosofias do mundo.
Coronel Maciel.

domingo, 26 de maio de 2019

FÉ DEMAIS OU FÉ DE MENOS?



Hoje, de manhã bem cedo, liguei  pro  Spíndola, perguntando  se ele exercia  algum tipo de fé; mesmo que fosse só um pouquinho dessa tal fé que “remove montanhas”, e ele então me respondeu: -- Coronel, não brinque  comigo; não  me venha com provocações; o senhor sabe muito bem que a minha fé é pior que a fé de uma formiga; e tem mais; eu acho que é muito mais fácil uma formiga remover montanhas, que um camelo entrar no buraco de uma agulha, quando então fui obrigado a lhe dar a maior das gargalhadas; e assim mesmo ele prossegue: só quem é capaz de remover montanhas, seu velho piloto hangarado, são essas máquinas poderosas que estão removendo todas  essas minhas  árvores centenárias,  todas  “madeiras de lei”, que circundam este meu paraíso, e que estão sendo remetidas para o “primeiro mundo”, esses países que hipocritamente estão reclamando do desmatamento aqui do meu Pará, para não dizer de toda minha querida  Amazônia, a qual logo-logo vai virar o maior dos desertos; e vocês continuam aí dentro dos seus tanques, navios e aviões sem fazer porra nenhuma, com cara de viado que viu caxinguelê, como diria o Raulzito. Desliguei o meu “uotzap”, dei partida no meu Fiatizinho, a saí por aí, no meu velho calção de banho, fazendo com toda fé que ainda me resta as minhas costumeiras blitz domingueiras, atrás de lagostas grelhadas, transando com louras geladas; quem for podre que se quebre; besta morra triste, já dizia minha querida vovozinha.
Coronel Maciel.

sábado, 25 de maio de 2019

POMBA GIRA.


Um cara com medo vê tudo; acredita em tudo; uma vez, lá ia eu sozinho no meu T-6, era alta madrugada, bem no meio do mar de dona Janaína, entre Ilhéus e a Bahia, de baixo do maior toró, acompanhado de muito mais de mil relâmpagos e trovões, quando o meu único motor deu aquela “tussida”; olho pra ponta da minha asa esquerda, e eis que vejo o diabinho Exú, acenado o rabinho e sorrindo pra mim; juro pela alma de Nossa Senhora Rainha de Nazaré que vi e vivi! Mas graças a Ogun, meu santo protetor, era tudo medo! Ora, quem é que não tem medo, me pergunta o Spíndola.  Tem muita gente boa por aí que acredita em milagres. Hoje, lá pela meia noite, perdido o sono, liguei meu radinho de pilha, quando ouvi numa dessas rádios “milagrosas” um pastor contando a história de “Jairo”, cuja filha foi ressuscitada por Jesus: -- Levanta-te e anda, disse Jesus. Uma vez, quando servia em Belém, um baita de um “criolão” Taifeiro-Mor veio me pedir ajuda para dar uma surra num paidégua de “Pai-de-Santo”, que morava no populoso bairro da Pedreira, o qual, na promessa de curar sua filha, uma linda “caboquinha” de uns 15 pra 16 anos, dessas bem danadinhas, portadora de uma doença misteriosa que médico nenhum da FAB conseguia  dar um  jeito, acabou sendo comida pelo tal pai de santo; ora, o Taifeiro-Mor  ficou muito puto da vida comigo só porque eu lhe disse que quem devia levar uma surra era ele. Ora porra, me diz o “Spíndola” lá de Belém; veja esse caso do “João de Deus”, acusado de haver papado, abusado ou comido muitas mais de mil mulheres belas, merece meus sinceros parabéns por ter chifrado os babacas dos maridos, dos pais e outros imbecis que deixam suas mulheres, filhos e filhas nas mãos desses médiuns curandeiros milagrosos, desses muitos que hoje andam estuprando com o Brasil.
Coronel Maciel.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

NÃO SOMOS SOLDADINHOS DE CHUMBO.


Não somos soldadinhos de chumbo.
Não estou entendendo o Bolsonaro, acaba de telefonar lá do “Veropeso” o  meu amigo e conselheiro, o Raimundo Spíndola, filósofo aposentado, que vive pescando nas margens do Igarapé das Almas, sempre ao lado da sua Raimundinha, coitadinha, ainda “di menor”; ora porra, me diz ele, sempre meio bêbado e totalmente desbocado; quando todo mundo quer o fechamento do STF, e do Congresso Nacional, ele agora, depois da facada, se mostra contra; assim como, ainda segundo o Spíndola, ele deveria se ajoelhar e pedir perdão à “Mariazinha do Rosário”, coitadinha,  e dizer que ela, bonita, boa, gostosa e sensual,  merece sim ser muito bem estuprada;  outra coisa, continua o Spindola, esses europeus são mesmo uns babacas, depois de caírem na conversa dos comunistas de “socializar” a Europa, colocaram todos no mesmo saco, numa colcha de retalhos toda melada de teses e de fezes, sendo que,  agora, quem está dentro, não sai, a não ser que pague multi bilionárias multas; não dou mais de dez anos para a Europa se transformar num prolongamento do Oriente Médio, nas mãos dos muçulmanos; assim como se o General Heleno e outros do mesmo naipe continuarem aceitando serem esculhambados, avacalhados, desmoralizados pela Globo News, o Brasil logo logo vai cair novamente nas mãos do Lula, ou de algum outro comunista qualquer; parabéns aos “Generais” do STM, que acabam de libertar os nossos soldadinhos,  os quais, por azar do  músico que  estava na hora errada e no lugar errado, foi morto, por cruel desengano; ora, os soldadinhos não são assassinos porra  nenhuma, me confirma o Spíndola; assassinos são esses comunistas que transformaram o Brasil neste inferno, ingovernável, igualzinho um avião em parafuso chato, voando rumo ao desconhecido; e desligou o telefone, dizendo que ia pescar tucunarés para o almoço.
Coronel Maciel.