Esse caso da estagiária
que injetou café com leite nas veias de uma senhora idosa, me fez lembrar de
uma vez que eu ia de Belém para Brasília; no pouso em Marabá uma alegre
senhorita veio me perguntar “que horas nós íamos chegar em Manaus”... -- Mas
minha senhora (parece até que era uma “loura”... rsrs) este avião não vai pra
Manaus... A senhora pegou o “bonde errado”... O avião que está indo agora pra Manaus
é aquele outro que estava ao lado do meu, na hora do embarque...
Há uns oito anos, fui
submetido a uma delicada operação para retirar mais ou menos um palmo do ramo
ascendente do meu intestino grosso, que pensavam que era câncer... Eu estava
numa enfermaria do SUS, no meio de vários enfermos pobrezinhos como eu. A Base
Aérea queria me mandar para ser operado no Hospital da Força Aérea do Galeão,
um dos melhores lugares para se morrer com certa “elegância” na FAB... Mas eu disse, reconheço, muito mal
educadamente para o muito bem educado diretor do nosso Esquadrão de Saúde, que
morrer por morrer eu preferia morrer aqui em Natal mesmo... E disse mais: que o
problema não é o avião; o problema é o piloto: o piloto sendo bom, tudo bem...
rsrs ). Assinei um documento livrando a cara da “Base”. Fui operado; não era câncer, e estou aqui “com
a boca escancarada esperando a morte chegar, como dizia o Raulzito Seixas”...
Mas, para não fugir do
tema, de manhã a enfermeira que veio fazer as raspagens das minhas partes
íntimas (quantas cócegas eu sentia... Meu Deus... Cheguei a ficar “nervoso”...)
eu vi que ela estava fazendo as coisas erradas: -- Minha senhora, eu disse, eu não
vou ser operado da próstata não... --- Não? – Não... -- Espere aí que eu vou
ver direito... Na sala de operações eu ainda lembrei ao médico operador o
motivo da minha operação... O olho do dono é que engorda a porca... rsrsr.
Uma vez um Bandeirante
da FAB decolou da pista que aproa o morro do Pão de Açúcar; a decolagem estava
sendo feita “por instrumentos”; mas, talvez na pressa, “a inimiga da perfeição”,
os pilotos pegaram a carta de procedimento para decolagem por instrumentos
errada; da outra pista; e foram bater de frente no morro...
Outra vez, faz tempo,
não se pensava ainda em radares de auxílio para pousos e decolagens, um avião
lotado de passageiros, se não me engano europeus, foi “esquecido” pelos controladores
de voo na proa de um daqueles morros que circundam o Rio; também entrou “voando”
morro adentro...
Em aviação só o
perfeito é aceitável, já dizia o Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac,
inventor dos “avião” rsrsrs .
Coronel Maciel.