Afrodite: a
deusa do amor, da beleza e da sexualidade na mitologia grega. Dizem que Noronha
é uma ilha afrodisíaca. Aqui no nordeste muitos acreditam -- principalmente
aqueles velhos mais “enxeridos” -- que ovos de codorna são afrodisíacos:
“Eu quero ovo de codorna pra comer... O meu problema ele tem que resolver...”
rsrsr.
Quando fui
gozar as delícias oferecidas pela minha santa reserva remunerada, eu ainda não
havia perdido o vício de voar; voar, voar, voar, era um dos meus maiores
vícios; um deles... Hoje já não posso mais... Fui então voar num “Bandeirante”,
ora transportando cartas, jornais, revistas, Sedex dos correios, nos trechos
Natal/Recife/Natal, ora transportando turistas de Natal pra Noronha. A minha
vida era um vidão!
Um belo dia,
era um sábado, dia da nossa folga, quando fui acionado para transportar sete
turistas Italianos que haviam fretado o Bandeirante. Eu estava em plena praia,
comendo uns belos camarões dourados, acompanhado de “louras geladíssimas”...
Mesmo assim, lá fui eu para o aeroporto cumprir com minhas obrigações...
Na hora do embarque, uma grande surpresa: sete
lindíssimas garotas, também “fretadas”, os acompanhavam. Perguntei para o despachante
se o embarque das “meninas” estava previsto. Ele disse que não... Mas como o
avião estava mesmo fretado, e as garotas eram as coisinhas mais lindas do
mundo, autorizei logo o embarque...
Sempre
gostei de tocar violão; gosto de cantar uma canção muito orquestrada
interpretada pelo Frank Sinatra, “New York, New York”. Outra: “My Way”... Gosto
muito também daquelas músicas do fabuloso Nelson Cavaquinho; do Lupicínio; só
não gosto de pagodeiras, mesmo esses pagodes metidos a românticos...
Mas voltando
ao assunto; durante o voo, (parece que voo não tem mais acento...) com o avião
já bem nivelado, voando calmamente em cima das nuvens, quando vem uma das
meninas, completamente “à vontade”, com aquele perfume de mulher, me perguntar
se elas poderiam fazer um desfile pelo corredor do Bandeirante... Ora, o
corredor do Bandeirante vocês sabem o tamanho que ele é...
Aprovei de
imediato a grande ideia; mas nas seguintes condições: desde que elas viessem
até bem pertinho das manetes, para que eu pudesse avaliar melhor seus
desempenhos na passarela... Elas riram e
iniciaram o desfile... Que beleza... Os italianos deliravam... Voavam...
Passamos uma
noite e tanto em Noronha; arranjei logo um violão e nos divertimos muito. “Amore,
amore”, cantavam os Italianos. -- New York, New York cantávamos nós. Nunca vi
tantas latinhas de cerveja na minha vida. No auge da brincadeira, uma das
meninas sentada ao meu lado gritava alto:- - Acaba agora não, mundo bom!!!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Na volta,
domingo à tardinha, voando num topo bem definido, eu mostrava às meninas o sol
se pondo lá na frente, dourando as nuvens, antes que a noite transformasse
aquele "ouro azul" em "carvão"...
Que tempo
bom!