Sempre fui muito mais
aviador que oficial. Nunca fui de muitos estudos. Nem sei como cheguei a coronel!
E todas as promoções por merecimento... Vejam só que coisa louca... Entrava no
quadro de acesso por antiguidade, recorria e ganhava... Durante as aulas, eu
fazia de tudo para prestar o máximo de atenção; mas sempre me surpreendia com
os pensamentos voltados para a cabine dos meus T-6’s, meus primeiros aviões;
para os livros que eu mais gostava de ler, ou bem longe, lá nas ruas da minha
doce cidade morena, Belém do Pará, empinando meus papagaios, jogando petecas,
ou peladas com bolas de meias roubadas das minhas irmãs... A mesma coisa
acontece quando converso com alguém; se o assunto não me interessa, eu
permaneço olhando para o meu “interlocutor”, mas meus pensamentos estão longe,
muito longe do que estão querendo me dizer; ou mais ligado, não no que me dizem,
mas desconfiado do que estão querendo me dizer...
Um grande amigo meu, durante
o curso na Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, ECEMAR, tremia de
medo só em pensar numa aula que todos nós teríamos que dar, no fim do curso,
para uma plateia atenta, crítica e severa de coronéis e instrutores. A ECEMAR é
um dos degraus mais importantes para se chegar às “estrelas”. Cobra engolindo
cobra. Pois bem, esse meu amigo “decorou
a sua aula”; por inteiro... Eu lhe dizia que aquilo era um perigo; no primeiro
vacilo, ele iria se perder tudo. E foi o que aconteceu: na primeira pergunta
que lhe fizeram, não conseguiu mais ir em frente; foi uma pena... A minha aula
foi sobre astronomia, meu “robe” preferido; sabia tudo sobre as estrelas; como
navegar pelas estrelas... Ninguém acreditava no tema da minha aula. Subi “no
palco”, com uma única ajuda de instrução: uma carta celeste. Subi no palco, vi e venci...
A mesma coisa que
aconteceu com o meu amigo na ECEMAR, aconteceu com o meu “inimigo” Barack
Obama, no confronto com o “meu candidato”, o Mitt Ronney. Sempre achei o Obama
um enganador; uma espécie um pouco mais sofisticada do seu amigão Lula, outro
grande enganador. Mas o Lula é bom de bico; embora só diga besteiras, mas é
sempre muito aplaudido, porque só fala para plateias de militantes, pagas, para
aplaudi-lo.
O Barack também decora
suas frases de efeito; mas não pode nunca ser interrompido. Prestem bem atenção
quando ele fala. Diz uma frase, depois fica com aquele olhar “inteligente”,
todo misterioso, enquanto fica procurando se lembrar do que decorou; se for
interrompido, vai tudo por água abaixo... Foi o que aconteceu nesse último “combate”,
quando levou a maior surra do Mitt Romney.
Quem está gozando muito
é a Marta Suplicy, substituída na marra pelo Haddad, pela vontade única do
Lula. Marta, a que relaxa e goza, teria grandes chances de ganhar a prefeitura de
São Paulo. Na final teremos Zé Serra, o picolé de leite de magnésia, o que não
gosta nem de nordestinos, nem de nós, militares, e o Russomano, que dizem ser o
retrato fiel do Paulo Salim, duas vezes prefeito; o que rouba, mas faz;
diferente dos que roubam, e nada fazem...
Votem em mim...
kkkkkkk.
Coronel Maciel.