quarta-feira, 14 de agosto de 2019

BRASIL X ARGENTINA.


Brasil, Parnaíba e Argentina.
Berenaldo era Sargento Radiotelegrafista servindo no Destacamento de Proteção ao Voo, em Parnaíba, lá do Piauí. Berenaldo sonhava, assim como todos nós sonhamos, acertar na Loteria. Naqueles bons tempos não havia a “Mega-Sena”; só a recém-criada Loteria Esportiva; e foi num Domingo à tardinha, ouvindo, sozinho, esperançoso, o resultado dos jogos no seu radinho de pilha, numa das belas praias de Parnaíba; olhando lá longe as paredes do céu se encontrando com as ondas verdes dos mares Atlânticos; e foi acertando, acertando, acertando e quando viu, estava rico! Riquíssimo! Na época eu servia no Serviço Regional de Proteção ao Voo, SRPV-2, em Recife, a minha querida “Veneza Brasileira”. Berenaldo quando se viu assim tão rico, “ensandeceu” -- como diria o nosso Machado de Assis no seu “Mosca Azul”. “Zerou” as dívidas de todos os seus amigos que serviam no Destacamento, e sumiu; entrou em "Destrefa”; desertou. Resolveu se apresentar depois de várias semanas, na sede do SRPV, que ficava numa área dentro da Base Aérea de Recife. Berenaldo não veio fardado; veio todo nos "trinques”; vestido à caráter: -- Paletó branco todo engomado, sapatos pretos de verniz, unhas bem tratadas, um perfeito turista internacional; convidei-o para um cafezinho, e fiquei admirando uma pessoa que, de repente, ficou multimilionário, me dizendo, rindo, alegre, sorridente que veio pedir as contas da FAB. Ora, eu, que era seu amigo, e visando facilitar sua nova vida de homem rico, contei o caso ao Brigadeiro Comandante do COMAR, e foi então autorizado que ele entrasse em gozo de Licença Especial, a partir do dia da deserção; e durante a nossa conversa, fiz-lhe ver  que esta era a sua melhor opção; passar seis meses estudando a melhor maneira de aplicar tanto dinheiro. Mas de nada adiantou “os meus conselhos”, e Berenaldo nos disse adeus e partiu... -- Partiu, mas parece que não foi feliz. -- Afeito a só "martelar" nos aparelhos de telegrafia perdeu tudo. Assim fiquei sabendo, pois nunca mais o vi. Faço esse arrodeio todo, pensando no nosso corajoso mito B-17, que acaba de dar motor e  dizer, alto, para o mundo inteiro ouvir:--Bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder na Argentina, agora a caminho de se tornar uma outra “Venezuela”; ao que o “Alberto”, uma espécie de Lula de lá, que tem como vice a “Kirchner”, outra espécie de “Dilma” de lá, ficou com raiva e disse que o Bolsonaro é “misógino” kkkk; esses argentinos não criam vergonha mesmo; levaram um pontapé na bunda (conforme prometido, eu agora só uso “eufemismos”) dos ingleses nas Malvinas, e, como sabemos, eles se “borram” de medo do chilenos, e precisam respeitar  o nosso grande mito, pois, como ele mesmo diz:-- Respeito é bom e eu gosto...
Coronel Maciel.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

DESCULPE O AUÊ..


Quem sou eu para duvidar das forças dos Deuses, sejam os pré-históricos, ou os atuais; mas estou achando que nem a força do cão, e nem mais a dos canhões, possa dar um fim no comunismo e, consequentemente, na corrupção, que vai continuar imperando no Brasil; ainda mais agora com a Força Total da volta do comunismo, da demagogia, na infeliz Argentina, unidos na desgraceira. Tentamos acabar uma vez, mas, covardemente, para muitos, demos com os burros n’água. Para mim, que ajudei, tão pouco, nesta tentativa, só me resta assistir, impotente, o avião Brasil, as hélices embandeiradas, num parafuso chato, caindo, desgovernado, rumo ao desconhecido. Só me resta pensar no como será o amanhã deles, os nossos filhos e netos. “Tem dias que a gente se sente como que partiu ou morreu...”
Coronel Maciel.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

SOMOS IGUAIS AOS "AMERICANOS".


Lá pelos anos 80, quando eu servia como Major-Aviador no Primeiro Comando Aéreo Regional, em Belém, do meu Estadão do Pará, fui “escalado” para ver de perto o que os americanos estavam querendo descobrir na foz do Rio Amazonas. A missão ia ser realizada em uma aeronave do mesmo tipo que a FAB comprou para substituir os P-15 baseados em Salvador, o “P3-AM Orion”; e a minha “função a bordo” era a de “tentar descobrir” o que pilotos americanos, técnicos altamente especializados, estavam tão interessados em saber o que havia na foz do nosso grande rio: -- botos e jacarés eu tinha certeza que não; e fui “ver de perto”, atendendo gentil convite das autoridades americanas. Mas, apesar de ter sido muito bem recebido pela tripulação, e poder fazer as perguntas que quisesse, eu estava intrigado com o convite. O que eu ia realmente fazer à borda daquela tão bem equipada aeronave, pertencente à mais poderosa força aérea do mundo, anos luz na frente da nossa? – Mas ao mesmo tempo eu me dizia que em termos “materiais” eles podiam estar muito a nossa frente; mas não em  termos “humanos”.  Nesse ponto e naquela hora eu me sentia igualzinho a eles; só não podia ostentar as mesmas medalhas que eles ostentavam, tão somente porque eu não participara de tantas guerras que eles mesmos criam ao redor do mundo; tanto guerras em defesa da “democracia”, e taí uma palavrinha que, meu ver, ainda precisa ser muito bem definida; como guerras em defesa dos seus interesses ao redor do mundo. E, em sendo assim, não temos as mesmas oportunidades de mostrar os nossos valores; aquelas mesmas oportunidades que tiveram os nossos pilotos nos céus da Itália, na segunda mundial. A missão dos pilotos americanos era a de pesquisar as variações da temperatura das águas na foz do nosso grande rio, desde a superfície, até o fundo do mar. Era um voo muito preciso, muito bem planejado e controlado. Muito parecido com as pernas de voo de aerofotogrametria que nós fazíamos nos “Gordos” Hércules C-130 do 1/6 GAV, em Recife. De dez em dez minutos era lançado um cilindro com a finalidade de verificar as variações da temperatura das águas, de dez em dez metros, informações que eram recebidas pelos sofisticados instrumentos de recepção abordo do avião. Saber as variações dessas temperaturas era única maneira de se saber se um submarino nuclear havia passado por ali, no caso de uma guerra, quando seriam lançados cilindros semelhantes e, se houvesse diferença das temperaturas das águas profundas, era porque por ali havia passado um submarino nuclear. Só não consegui saber se havia algum submarino nuclear, lá embaixo, fazendo parte das pesquisas... Estas missões estavam também sendo realizados em todas as “bocas” dos principais rios do mundo, pontos de escoamento de materiais estratégicos no caso de uma guerra global, bem como em outras áreas, como campos de explorações petrolíferas nos mares do mundo inteiro. Não sei, e duvido muito, se esses “P3-AM” que recebemos, versão militar dos “Electras” parecidos com aqueles utilizados pela VARIG na ponte aérea RIO-São Paulo, entre 1975/92, venham equipados com instrumentos de última geração para caça de submarinos atômicos. O Brasil tem condições de fabricar armamento nuclear, à semelhança da Índia e do Paquistão. Mas são muitos os que alegam que isto provocaria uma perigosa corrida armamentista na América do Sul. Até onde vai nossa “independência”, ou nossa “dependência” da tecnologia dos americanos, ou de qualquer desses países considerados “primeiro mundo” ou mesmo “dependência” deles, são coisas que não sei quando saberemos. Tecnologias avançadas; caças supersônicos; armamento nuclear; VLS (Veículos Lançadores de Satélites), prêmios “Nobel” e outras “coisinhas assim” -- não são como bananas que plantando dá. Mas acredito que, em termos “humanos”, os nossos “recursos humanos” são iguais aos melhores do mundo!
Coronel Maciel.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

ADEUS< ADEUS< ADEUS.


“Com um lenço branco, dou adeus aos meus ditosos palavrões”
Não sei, e sei, a razão do Lula ter esse medo todo de ficar preso, mesmo em São Paolo, pertinho do seu Triplex, junto com bandidos da sua laia, onde dizem que ladrões assim como ele, em lá chegando, mesmo sendo ex Presidente, entra logo “na dança”. Não vou mais descrever cenas de sexo explícito, nem vou mais dizer palavrões, atendendo a pedidos dos meus e de outros amigos meus, que pedem “p’ra mim” parar de uma vez por todas com esses medonhos palavrões, pois não pega bem, “em sendo eu um Coronel”, ficar falando coisas assim. Tudo bem. Mas vocês precisam ler, para crer, os livros do Plínio Marcos; livros mesmos, premiados, e não como o lixo “O Pasquim”, dos saudosos tempos da “Ditadura”. Os livros do Plínio descrevem cenas de “meter medo”; de “arrepiar” qualquer cidadão,  por mais corajoso que ele seja, na hora  quando um novato qualquer, assim tipo o Lula, chega nessas prisões, sob os olhares, assovios, desejos, ansiedades de verdadeiros tarados (me parece que tarado  não é palavrão) que estão há  meses “sem fazer nada”; razão pela qual o STF acaba de proibir, pela placar se não me engano de dez a um (e aproveito a deixa para dizer que os seus Ministros também estão “com medo” de ir parar nessas prisões) a transferência do Lula do conforto da prisão da Lava Jato, em Curitiba; para as prisões do “João Doria” em São Paulo, onde, além de “outras coisas”, pode também trabalhar, coisa que, segundo o João, o Lula nunca fez na vida. 
Coronel Maciel.   

PREGUIÇA E CORAGEM.


Coragem e Preguiça.
Acordo, ligo a TV, e vejo o “Chico” da Globo e seus Chicos e Chicas “revoltados” com tantos “negros” sendo injustamente presos, outros mortos,  por erro de falsos, e outros por  apressados julgamentos; e fico pensando até quando os nossos velhos Generais continuarão sendo acusados injustamente, segundo “eu”, e justamente, segundo “eles”; está aí o Bolsonaro, coitado, apesar da força que tem, em sendo Presidente, tentando inutilmente corrigir os erros dessa falsa Comissão da Verdade, que vai continuar -- até quando, “Catilina”? – contando mentiras. Só depois de muitos e muitos anos é que algum pesquisador menos apressado consegue corrigir erros históricos. Nossos velhos Generais, mortos, “não sabem” se defender; quantos de “seus filhos” tem coragem de fazer?  -- Meu filho, coragem não é como preguiça, que todo mundo tem, dizia minha antiga vovozinha...
Coronel Maciel.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

UM CABO; UM SOLDADO; E UM CORONEL.


Nos meus “velhos tempos” fiz não sei quantas missões de “Aerofotogrametria” nos Hércules C-130, pela Amazônia, e pelo Brasil inteiro; hoje é tudo feito por satélites. Em Recife, Base dos aviões, havia, não sei se ainda, um “Laboratório Foto” muito bem equipado, tanto de Material, como de Pessoal, que bem poderia tirar todas as dúvidas sobre se são verdadeiras ou mentirosas essa polêmica sobre índices de desmatamento na nossa querida Amazônia, que culminou com a queda do diretor do INPE, substituído por um Coronel da FAB, não sei se da turma ou amigo de confiança do nosso Astronauta e Ministro Pontes, pois estou de há muito afastado da minha querida Força Aérea, onde só vou, obrigado,  uma vez por ano, para dizer que ainda estou vivo, e por achar que hoje um Cabo na ativa  manda muito mais que qualquer Coronel na reserva, haja vista que basta um Cabo e um Soldado para fechar as portas, e com muita razão, desse tão desmoralizado STF. Se o ex-diretor “mentiu”, deveria, além da demissão, ser preso, para o bem de todos e felicidade geral do tal Instituto. Agora, se verdadeiras, aí são outros “Quinhentos”...
Coronel Maciel.

COISAS DE DOIDO.


E aí eu comecei a cometer loucuras...
Minha avó, e muitos lá de casa, onde todos eram “católicos praticantes” -- todos não; todos menos eu -- queriam que eu fosse ser padre; já pensaram? Bem; o meu nome ajudava: José Agostinho, nome mais p’ra padre, do que para coronel. Para um colega meu de turma, muito amigo meu, Felicíssimo é o seu nome, eu dizia brincando: -- Com esse nome você nunca vai chegar a Brigadeiro; ele: -- E com o teu “José Agostinho”, e caíamos na maior das gargalhadas; assim como, e me apresso logo a dizer que estou brincando, qualquer Cadete do Ar que tivesse um nome “estrangeirado”, era automaticamente mandado fazer o Curso de Caça. Outra coisa que não se discute é se o fulano é ou não é louco, maluco, ou doido varrido. Esse cara que deu uma facada na barriga do Bolsonaro, é ou não é maluco? E esses “caras” do STF, são ou não são?  O meu amigo “Trump” -- em quem eu “votei”, e sei que tem muita gente por aqui que nunca votaria nele, preferindo o Obama, amigão do Lula, ambos malucos – anda dizendo que esses tiroteios, com não sei quantas mortes, lá nos seus Estados Unidos, é coisa de loucos e suas loucuras. O meu amigo Brigadeiro Camarão, me chamava de “Fura Bolo”, só por causa das “loucuras” que eu fazia, pilotando os meus loucos T6’s, por entre as montanhas azuis que cercam a minha querida e inesquecível Escola Preparatória de Cadetes do Ar.
Coronel Maciel.