segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Vou-me embora pra "Redinha".

É pra lá que estou indo agora; para o Bar e Restaurante “Casa Azul”, da dona Cilândria!  -- Cilândria com circunflexo no “a” para não ficar Cilandria, me diz sorrindo a dona do “Azul da Cor do Mar”. Como é doce e lindo e bom ir à Redinha nas segundas, quando não há quase ninguém por lá; quando só alguns velhos pescadores recordam distantes tempos “pilotando” suas jangadas nas ondas verdes dos mares.  
“Me acompanha” um plangente violão, apto para qualquer emergência! Chego e fico debaixo da ponte recém-construída que atravessa o “Potengi”, de mãos dadas com os grandes ventos lavados de areia e de espuma, ventos que não se cansam de soprar desgarradas nuvens que passam ligeiras, soltas dos braços da minha santa preferida, Yemanjá, parindo  peixes.
Paro e fico olhando aquilo tudo -- pálido de espanto, como ficava o “Olavo”, olhando suas estrelas. Depois vou chegando devagarinho, subo uma escadinha branca e encontro dona Cilândria, quase dormindo, quase sonhando, ouvindo a “Tânia Alves” cantando lindas melodias, daquelas muito bem antigas.
 Peço licença, e dona Cilândria – feito São Pedro à Irene do Manuel Bandeira: – “você não precisa pedir licença”. Sento quase deitado numa velha cadeira de balanço e vou puxando conversa, mais ouvindo que falando. Gosto de ouvir pessoas humildes conversando, falando, contando suas lendas, suas histórias, suas vidas.
Escrito na parede, o cardápio:- - Porco, carneiro, galinha caipira, peixe assado na macaxeira, carne de sol, “ginga” na tapioca. Peço uma “Guaiuba” no capricho. -- Tem de cinco e tem de dez “real”. -- Veja uma de dez, dona Cilândria. – Traga também uma dose bem cheia da sua festejada batida de Pitanga!
Eis que, como num sonho, chega Mariazinha, afilhada da Cilândria, que entra toda faceira imitando a Tânia Alves. -- Que linda “voz” a Mariazinha tem! -- Não resisto a tantos sonhos reunidos, peço outra dose, mais outra, crio coragem, pego meu violão e ficamos todos juntos cantando aquela antiga canção  de ninar...
“Praieira dos meus amores,
Encanto do meu olhar!
Quero contar-te os rigores
Sofridos a pensar
Em ti sobre o alto mar.
Ai! Não sabes quantas saudades
Padece o nauta ao partir.”
(Vou ficando por aqui...)

Coronel Maciel.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Começaria tudo outra vez...

Menino ainda, na minha doce e morena Belém do Pará, eu ficava horas esquecidas olhando os céus do quintal de casa, imaginado coisas, sonhando coisas, sonhando, sonhando. São tantos os sonhos e devaneios quando somos crianças.  Naqueles idos 50’, eu ficava olhando o voo dos “Catalinas” da FAB lá no alto, lá no céu, beijando as nuvens, em voos de treinamento de estóis, monomotor simulado, velocidade reduzida, arremetidas no ar e tantas outras manobras necessárias para tornar os pilotos aptos para os perigosos voos sobre o “Inferno Verde”, outro nome da majestosa floresta amazônica. 
Em frente de casa ficava a “reta final curta” para pouso no aeroporto internacional de “Val-de-Cans”. Os aviões da época eram os Douglas DC-3, os Curtiss C-46, os garbosos “Constelations” das antigas companhias de aviação: -- Cruzeiro do Sul, Lóide Aéreo, NAB, PANAIR. Vez em quando chegavam aviões americanos da PANAM, vindo dos Estados Unidos, para pousos técnicos em Belém. Chegavam de tardezinha vindos do Rio, São Paulo, Manaus, Santarém, Miami, para pernoite em Belém.
 Passavam tão baixos, com seus trens e flaps baixados, quase roçando as linhas enceradas dos meus papagaios guinadores! Já naqueles tempos os meus sonhos se resumiam em ser piloto daqueles “enormes” aviões! Não deu outra: com 16anos, 1957, ingressei na EPC do Ar, em Barbacena, “a cidade das rosas e do melhor clima do Brasil”, de onde “decolei” para grandes e saudosas missões nos aviões da nossa querida Força Aérea Brasileira!
Coronel Maciel.









sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Aviação, o mais belo de todos os ideais!

Estou cansado de dizer que avião não cai! Avião é derrubado! Todos esses grandes e pequenos acidentes aeronáuticos ocorridos ultimamente no Brasil e no mundo, causas de tantas dores e sofrimentos aos familiares de passageiros e tripulantes, foram causados por “erro dos pilotos”. Em aviação só o perfeito é aceitável. Em aviação errar é “desumano”!
Graças ao meu bom Deus, o meu melhor copiloto, e muita sorte, muita sorte mesmo, pois não foram poucas as “leãozadas”; os perigosos voos rasantes; forçando “ponto críticos” debaixo de chuvas e trovoadas, e tantas e tantas outras “indisciplinas de voo”, que não sei como foi que consegui voar mais de treze mil horas, sem nunca haver provocado o mais leve arranhão em nenhum dos “meus aviões”. E olha que voei aqueles aviões dos saudosos tempos da “aviação romântica”; aviação “arco e flecha”; sobrevoando a imensa floresta amazônica, impressionante “Inferno Verde”; pousando em pistas curtas, curtíssimas, em tribos de índios; nos heroicos “Pelotões de Fronteiras”, nos distantes “oestes do Brasil”; pelas missões missionárias situadas ao longo do majestoso “Rio Negro”, tudo sem contar com a ajuda de GPS e de tantos outros fabulosos “avionics” que equipam esses modernos aviões desses novos tempos da  “aviação eletrônica”.  O único avião um pouco mais moderno que voei foi o Hércules C-130.
Mas é com muito orgulho que digo que o meio de vida que escolhi para viver, a aviação, é o meio de transporte mais seguro que ainda existe neste mundo dito civilizado!
Coronel Maciel.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Inverno ou inferno em Paris?

Até dona Dilma é a favor da “liberdade de imprensa”.  Ela sabe muito bem que podem falar o que quiserem dos seus roubos e falcatruas que nada poderá abalar sua enorme “credibilidade”. (Não há mal que sempre dure, nem paixão que nunca acabe...)
Mas, porém, contudo, todavia são poucos os “franceses” favoráveis à liberdade de uma imprensa livre, mas “responsável”!  Já falei mais de mil vezes que o Islã, como religião, não é ameaça as frágeis democracias do mundo ocidental. Mas seus militantes, sim! Eles são mais de um milhão, chegando a quase dois milhões de “homens bombas”; de “mulheres bombas”; de “meninos bombas”; de “meninas bombas” espalhados pelo mundo e decididos a vingar as ofensas irresponsavelmente dirigidas pelos chargistas franceses, que continuam a ofender o profeta Maomé.
Eu ainda acho, e fico sujeito à  chuvas, pedradas e trovoadas, que a multidão de franceses que desfilaram a pé pelas ruas de Paris dando vivas ao “Charlie Hebdô” deveriam ter feito a grande passeata de joelhos, batendo no peito e pedindo perdão aos dois bilhões de seguidores de Maomé, pelas ofensas dirigidas ao velho profeta.
Notei a falta do Papa Francisco no grande evento, que preferiu ficar rezando e olhando de longe a multidão, preocupado com a segurança do seu palácio encantado e dourado do Vaticano. Notei também a falta do macaco orangotango presidente americano (que cabra medroso!) que preferiu ficar fazendo macaquices nos galhos da Casa Branca. Ele, assim como seus milhões de eleitores, que sofreram na pele a queda das torres gêmeas de Nova York, sabem que outras centenas de “torres gêmeas” estão na mira dos homens bombas islâmicos, os homens mais poderosos do mundo!
Os americanos, que também se julgam os mais poderosos homens do mundo, ajudaram a puxar o laço que enforcou o Sadam Hussein, laço que ajudou a provocar a ira dos seus milhões de seguidores, no Iraque. Serão eles criminosos sanguinários, ou vingadores cheios de razões?
Coronel Maciel.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Je suis "Charles Baudelaire"!

Sou Baudelaire, sou “Flores do Mal”, sou aquele viveu uma vida desregrada, sempre na companhia de drogas, de álcool; aquele sempre acusado de ultrajar a moral pública; aquele que (ainda bem!) nunca conseguiu ingressar na “Academia Francesa”; aquele que morreu de sífilis, essa doença francesa.
Sou Baudelaire; sou aquele que dizia:- - “Embriague-se sempre se não quiseres sentir o terrível peso do tempo, te maltratando os ombros! -- E se por vezes, quando nas escadarias de um palácio, ou nas bordas de um vale verdejante; ou na desolada solidão de um quarto acordas e sentes que a embriaguez se dissipou, pergunta então que horas são ao vento, às ondas, às estrelas, aos pássaros, ao relógio; a tudo o que voa, que suspira, que se move, canta, baila! -- E o vento, a onda, a estrela, o pássaro e o relógio responderão: -- É hora de embriagar-se! Embriague-se; embriaguem-se todos se não quiserem ser os escravos martirizados do tempo! Embriaguem-se sem cessar! Com vinho, com poesias, com vidas, com mulheres, com  virtudes... -- Je suis “Charles Baudelaire”!

Coronel Maciel.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Coisas da vida.

Anton Tchekhov, grande escritor russo que descrevia as pequeninas “coisas da vida”, “coisas de amor”, “brincadeiras de amor”-- causadoras de grandes tragédias!
Aproveitando esses temas preferidos do Anton, historiadores de meia tigela como esse piloto sem asas aqui ousam afirmar que Hitler, o “Cabo Hitler”, aquele cabo velho cheio de malícias que foi subindo, subindo, subindo até se tornar chanceler e depois ditador alemão. Hitler, na sua luta para reerguer a Alemanha depois das humilhações sofridas após a derrota na primeira mundial, pediu uma “pequenina ajuda” aos judeus, os donos das finanças e das fábricas de equipamentos pesados na Alemanha da época.  Os judeus se negaram, e além desse e de outros “pequeninos motivos”, Hitler, para se vingar, ordenou uma das maiores matanças em massa já ocorrida neste mundo dito civilizado, o “Holocausto”, quando, dizem, seis milhões de judeus foram torturados, queimados, sufocados em câmaras de gás.
Poderia citar outros pequenos casos, como por exemplo, a vingança dos americanos em cima dos japoneses, após “Pearl Harbour”, quando duas cidades japonesas foram praticamente riscadas do mapa por duas hoje consideradas pequeninas bombas atômicas.
Esses jornais tipo “O Pasquim” da época da nossa ingênua ditadura; assim como esse tal “Charlie Hebdô”, podem ser considerados, como Tchekhov bem dizia, pequeninas coisas que podem causar grandes tragédias.
No Brasil, ajudaram a derrubar a nossa “Redentora”, para instaurar essa ditadura “Dilma-Lula-comuno-petista” que está provocando o “holocausto” de duzentos milhões de ingênuos brasileirinhos, que não se cansam de apanhar.
Coronel Maciel.

PS: -- Aproveitando a deixa, hoje, segunda-feira, um bom dia para quem não tem mais nada para fazer na vida, vou pegar minha viola, vou sair por aí, pelos bares da vida da nossa orla marítima,  aproveitando esse sol maravilhoso que não se cansa de beijar e bronzear as mais  lindas turistas encantadas com os verdes mares das lindas praias potiguares...

domingo, 11 de janeiro de 2015

C'est si bon...

História de um autor desconhecido.
Era uma vez um ceguinho que estava sentado numa calçada qualquer de Paris, com um boné a seus pés e um cartaz que dizia:- - Por favor, ajude-me! -- Sou cego.
Um garoto estudante parisiense que passava, parou, olhou e viu poucas moedas no boné. Pegou o cartaz, virou-o, e escreveu:- - Hoje é primavera em Paris e eu... não posso ver...
Ao cair da tarde, o garoto voltou.  Voltou e viu que o boné estava cheio de notas e moedas. O cego nunca soube quem era o garoto, mas soube o que o novo cartaz dizia.
Sempre é bom mudarmos de estratégia, quando nada de bom acontece...

Coronel Maciel.