segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Velha Águia - Coronel Maciel: Pato no Tucupi.
Velha Águia - Coronel Maciel: Pato no Tucupi.: Pato no Tucupi... Como os nossos “inimigos” nos conhecem tão pouco e tão mal! E como se torna cada vez mais difícil mostrar aos nossos f...
Pato no Tucupi.
Pato no Tucupi...
Como os nossos “inimigos”
nos conhecem tão pouco e tão mal! E como se torna cada vez mais difícil mostrar
aos nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos, como era aqueles nossos
velhos tempos! É que os nossos “inimigos” tomaram conta de tudo; tomaram conta das
nossas Escolas; das nossas Universidades, e como nossos filhos e netos se
tornam cada vez mais presas fáceis de professores, mestres, doutores, “reitores”,
refiro-me agora àqueles que se tornaram especialistas em “Lavagem cerebral”.
Tomaram conta também da “mídia”, da imprensa, “o mais poderoso de todos os exércitos”,
movedores que são das massas ignaras! Mesmo assim continuarei, mesmo já velhos,
cansados, desiludidos, continuaremos tentando mostrar como naqueles nossos
velhos tempos tudo era diferente! Às vezes eu me pergunto se os militares
americanos, por exemplo, são também chamados de gorilas, assassinos,
torturadores, como nós, brasileiros. Ora, com certeza que não! Com certeza
muito pelo contrário! Os militares “americanos” são chamados para combater “inimigos
externos”, ou para combater as grandes tragédias da natureza, A não ser na Segunda Mundial, quando nossos “pracinhas”
foram servir de “buchas de canhão”, tão despreparados que estavam para
enfrentar o frio e os preparados soldados alemães, as nossas Forças Armadas
sempre foram acionadas para enfrentar “inimigos internos”, o pior dos inimigos;
os mais falsos, como por exemplo esses
guerrilheiros que deixamos infantilmente escapar e que se tornaram os maiores
corruptos e corruptores que hoje tanto envergonham o nosso tão assaltado e tão
desprotegido Brasil! Ora, ao combater esses inimigos internos, ficamos sendo o
alvo preferido de seus incessantes ataques. Sei que não adianta agora ficar
chorando o leite derramado. Mas um dia
há de chegar, quando, já cansados de tanta desordem, de tanta miséria, de tanta
roubalheira, os brasileiros acordem, e o Brasil volte a ser o Brasil que todos
os brasileiros merecem!
Coronel Maciel.
sábado, 7 de outubro de 2017
Círio de Belém.
Círio de Belém.
Estávamos
no auge da “Ditadura”! E me lembro agora cumprindo uma missão transportando o
Ministro das Comunicações Higino Corsetti, numa longa viagem pelo interior do Norte/Nordeste,
naquele grande esforço que todos nós fazíamos para melhorar as comunicações por
este imenso Brasil, um Brasil que não “falava” com ninguém. Nem o Norte com o Sul,
nem o Este com Oeste. Acompanhava o ministro sua esposa, pois nos muitos
municípios onde eram instaladas as torres e linhas de transmissões dos sinais
os prefeitos também se faziam acompanhar das suas respectivas.
Num
dos nossos pernoites, foi em Fortaleza, fiquei sabendo pelo Ajudante de Ordem
do Ministro que o casal completaria 25 anos de casados, no dia seguinte. A
missão era feita no popular C-47, vulgo Dakota, equipado com “confortáveis”
poltronas, e o meu “copila” era o meu grande amigo Tenente Alcântara. Bolamos
então um “audacioso” plano que, se desse certo, nos renderia bons frutos!
Mandei
comprar 25 rosas vermelhas “gigantes” e fizemos um cuidadoso “briefing” antes
da decolagem para Teresina. O Taifeiro de bordo, também um ótimo corneteiro,
era um enorme “criolão”! -- criolão, eu digo muito carinhosamente, sem
conotações pejorativas. Muito aprumado nos seus quase dois metros de altura e
vestido todo de branco. Orgulhoso da sua nobre profissão. Ele ficaria segurando
as rosas; eu ofereceria as “vermelhonas” à esposa do Ministro, e o Alcântara, o
discurso.
Voávamos
bem alto, no topo das nuvens, evitando as fortes turbulências. O piloto automático ligado. Acordamos o casal
e, mui educadamente, ofereci à senhora as 25 lindas rosas vermelhas. Foi quando
ela quase chora de tanta surpresa e emoção... O Alcântara fez então um dos seus
mais emocionantes discursos, contumaz que era “em faltas dessa natureza”. Pois
bem; dali em diante demos adeus aos pernoites nos alojamentos dos nossos
Destacamentos, passando a pernoitar nos melhores hotéis, comendo do bom e
bebendo do melhor. Um dos pernoites foi na minha linda cidade morena Belém do
Pará, exatamente no dia do Círio, com o casal apreciando procissão da sacada de
um Hotel situado na Avenida Presidente Vargas. A grande procissão mais parecia
imensa cobra humana se arrastando pelo chão. Durante vários anos, por ocasião
das festas natalinas, eu recebia uma caixa de vinhos de uma pequena fábrica que
o Ministro possuía nos seus pampas gaúchos; e um cartão de boas festas assinado
pelo simpático casal.
Era
nos bons tempos da “Ditadura”...
Coronel Maciel
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Ouro de Tolo! (Raulzito)
Nossa! Quanto
roubalheira! Quantas barras de ouro! Meu Deus do céu! E ainda tem “jornaleiro”
por aí dizendo que está tudo bem; que as “Instituições” estão funcionando bem, tudo
etecetera e tal e coisa e coisa e tal. Tudo melhor que naqueles nossos velhos
tempos quando o Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco tomou conta dessa
“porra” que virou o nosso tão grande, tão querido e tão desmoralizado Brasil! Castelo
Branco meteu o pau mesmo! Meteu o cacete
em vagabundo agitador. Mas naquele tempo o Brasil funcionava! E funcionava
bonito! – Você podia dormir na rua, de bunda pra cima, todo ensaboado, com
relógio “de ouro” no pulso, que ninguém encostava! Castello Branco uma vez leu
nos jornais que seu irmão, funcionário da Receita Federal, ganhara um Aero-Willys,
carrão da nossa época, como “presente” oferecido pelos colegas da repartição, “pelos
bons serviços prestados”. Castelo ficou “puto” (fala baixo, coronel) telefonou
mandando ele devolver imediatamente o carro. O irmão, coitado, ainda tentou
argumentar dizendo que se devolvesse ficaria desmoralizado no cargo. Castelo
foi dizendo: – Meu irmão, afastado do cargo você já está. Estou decidindo se
você vai ser preso ou não! kkkkkkk.
Coronel Maciel.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Curto e grosso!
O que será que esse italianozinho
de merda, esse tal de Hélio Gaspari, pensa que é, para esculhambar com os nossos
saudosos generais, nossos grandes heróis de 64? Só porque, mortos, eles não
sabem se defender? Mas não duvidem, seus “jornaleiros cheinhos de merda”, tem
muitos filhos e netos daqueles velhos generais em plena atividade, prontos “para
o serviço”! Ora, ora, ora; vá lamber um
ovo sem babar o outro, cara! Teve um outro, também articulista dessa folha que lhes
dá abrigo, que pediu pelo amor de Deus para eu tirá-lo da minha lista, pois
minha espada, embora enferrujada, ainda fura! “Não me comprometa, ele me pedia!
” -- Sempre que as coisas começam a ficar pretas essas coisinhas à toa logo
aparecem. Medo de quê? Da espada “curta e grossa” do Mourão?
Coronel Maciel.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
A Vida Continua!
Las Vegas (Vegas, para
os íntimos) não pode parar. Obama (Hussein Obama, para os íntimos...) “chora”,
pois, também não quer parar. Assim como
seu “amigão” Lula, quer voltar a presidir. Eu não gosto do Obama. Milhões de
americanos gostam. Não sei quantos, mas milhões de brasileiros também gostam! Muitos
acham que ele é muito mais “militante islâmico queniano”, que cidadão americano.
Não sei. Só sei que imprensa do mundo inteiro está do lado dele. Muito mais
para Obama – Lula, do que para Trump-Bolsonaro, por exemplo. A mente move as massas. Ou melhor, a imprensa
move as massas; ou melhor ainda: jornalistas movem as massas! Donos de jornal, jornalistas,
e jornaleiros são coisas completamente diferentes. Trump foi a “Puerto Rico”.
Os “Furacões”, sejam eles machos ou fêmeas, são inevitáveis. Consertar pra quê?
Perguntam os “descrentes”, se amanhã eles voltarão, e voltarão cada vez mais devastadores,
pois a terra esquenta cada vez mais! No
Brasil, os “furacões”, sejam eles também machos ou fêmeas, “voltam sempre”. Lula
de novo? Consertar pra quê?
Muitos acham que eu
escrevo melhor quando escrevo sobre os nossos “causos”
na nossa querida Força Aérea Brasileira... kkkk
Coronel Maciel.
domingo, 1 de outubro de 2017
"Rouxinóis do Rio Negro"!
Quantas e quantas vezes, mecânicos, radiotelegrafistas,
pilotos, todos juntos, todos nós que fazíamos parte das tripulações dos aviões
do Primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo sediados na inesquecível Base Aérea
de Belém, pernoitamos nas antigas missões “Salesianas”, ao longo do majestoso
Rio Negro. Após o café da manhã, antes da partida, o piloto comandante era
solicitado pela Madre Superiora, “Reitoras das Missões”, a escrever algumas
linhas sobre aqueles inesquecíveis pernoites; um agradecimento qualquer; uma
letra qualquer.
Lembro-me bem daquele dia que
pernoitamos em Jauaretê, mais uma das pequeninas pérolas situadas no extremo
noroeste do meu grande Estadão do Amazonas, região conhecida como “Cabeça do
Cachorro”, devido à semelhança desenhada pelos limites do Brasil com a Colômbia
se parecer com a cabeça de um cachorro. É lá que os “Rouxinóis do Rio Negro”
constroem seus ninhos. Com suas penas “mais negras que as asas das graúnas”; com
penas douradas que lhes cobrem o papo, eles ficam tão mansos que voam para o
mais alto das árvores frondosas, para depois voltar, ao primeiro chamado dos
seus donos.
Os nossos aviões se assemelhavam muito
àqueles lindos rouxinóis: --Voavam, voavam, voavam bem alto, para depois vlotar
ao ninho antigo. Mas alguns não voltaram; alguns não voltaram, jamais...
Naquele dia, a nave americana “Columbia”
havia sido lançada ao espaço sem fim. Foi então que eu, aproveitando a “deixa”,
escrevi a seguinte mensagem no famoso “Livro das Freiras”:
“Neste tão lindo dia quando a nave
Columbia realiza o seu segundo vôo orbital em torno da terra, uma outra nave,
muito mais velha e muito mais querida, estará também cruzando os céus
amazônicos, transportando em suas asas as cargas divinas da esperança! Voando e
transportando as mais esperadas lembrancinhas de amor; os milagrosos remédios,
os médicos, os dentistas, velhos jornais; velhas revistas que eram distribuídas
pelas comunidades ribeirinhas ao longo do Rio Negro, e deste majestoso Rio Uaupés!”
E, como todo aviador tem sua veia romântico-poética,
“solenizei” aquela “despedida” com os seguintes versos, em cima da bucha!
“E a nave Columbia,
Lá do alto, lá do céu,
Não se cansa de dizer:
Oh Dakota, meu irmão!
Que sejas sempre fiel
Ao Capitão Maciel
E sua tripulação...”
Tudo era motivo para sadias brincadeiras
que fazíamos naqueles velhos tempos sobrevoando a imensa, a linda, a majestosa
floresta amazônica!
Coronel Maciel.
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