domingo, 12 de novembro de 2017

Cama Elástica.

Assim como a “Esquadrilha da Fumaça” era -- com os seus T-6’s, e hoje com seus “Tucanos” -- digamos, o símbolo da nossa Força Aérea, assim também era a “Equipe de Cama Elástica” da nossa antiga Escola de Aeronáutica dos Afonsos. Treinada pelo nosso inesquecível amigo e treinador “Charles Astor”, éramos convidados quase todos os fins de semana para dar demonstrações nos mais variados eventos desportivos, estudantis, nos Clubes, Colégios, etc. Estávamos também lá, no dia da inauguração de “Brasília”. Quando a nossa equipe dava demonstração no ‘Instituto de Educação”, Colégio só de “meninas” situado na Rua Mariz e Barros, lá na Tijuca, o colégio só faltava “virar”, com os aplausos e gritos estonteantes das meninas, gritos que até hoje ainda soam nos nossos ouvidos... rsrsr.  Não sei se a equipe de Cama Elástica ainda existe. Numa das minhas conversas com o Brigadeiro Camarão, eu lhe dizia: Brigadeiro, por que não termos também uma equipe aqui na Escola?  -- Mas como, se não temos nem cama, nem treinador? Foi quando eu lhe disse que havia uma nos Afonsos, novinha em folha, “Made in USA”, que nunca fora usada e estava “esquecida” num canto qualquer; o “treinador” poderia ser eu,  que fui da Equipe, e tinha alguma experiência “nesse tipo de voo”... O Camarão “topou”, consultou o Comandante da Escola no Rio, quando fui autorizado ir buscá-la num caminhão, e, após alguns meses de intensos treinamentos com uma equipe de alunos, demos uma primeira demonstração no ‘Dia do Aviador”, para uma plateia que vibrava; ao final da demonstração o Camarão veio pessoalmente nos cumprimentar... Velhos tempos...  

Coronel Maciel.  

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Operação Militar.

Operação Militar!
Já que é impossível dar o “reverso” no avião Brasil, prestes a “varar a pista”, e cair no abismo, deixe-nos pelo menos relembrar um pouco aqueles nossos velhos tempos, quando éramos felizes e não sabíamos. Num sábado de uma bela manhã, bela e muito fria, decolamos de BQ eu e o Tenente Tomé, num Beech “Mata Sete”, para Congonhas, onde nos esperavam dois professores e uma professora, todos franceses, convidados do Brigadeiro Camarão para uma Conferência para os alunos, professores e muitos convidados. Decolamos e, após alguns minutos, pane de motor. Informado do imprevisto, o Camarão me chama para um “particular”, e me “paga” uma missão quase impossível: ir buscá-los num “Regente”. Ora, o Regente vocês sabem como ele era. Perguntei: Mensagem à Garcia, Brigadeiro? Ele confirmou com aquele seu olhar de quem, digamos, confiava no “taco do subordinado”... rsrsr.  Pousei em Congonhas, ferindo todas as Regras de Voos Visuais e Instrumentos. Quando fui fazer o Plano de Voo, com os passageiros prontos para o embarque, fui informado que, por ordem superior, eu estava preso, impedido de voar. Ora, estávamos em plena “Revolução’, e só me restava uma única alternativa: colocar no Plano de Voo, “Operação Militar”! Decolamos e chegamos são e salvos em BQ, para alegria do Camarão. Mas, Brigadeiro, disse-lhe eu; vem bronca pesada por aí. Relatei todo o ocorrido, quando ele, sorrindo, então me disse: -- Deixe, comigo, Fura Bola; não se preocupe; e partimos todos juntos para o início de Conferência... kkkkk

Coronel Maciel.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Tenente "Fura Bolo"!

Tenente “Fura Bolo”!
Eu fico até meio sem jeito em contar tantas “coisinhas miúdas”, e são tantas, acontecidas durante os dois anos que servi com o Camarão, em BQ. Uma vez fui acordado em plena madrugada, devia ser lá pelas três, quatro horas, por um “soldadinho” (eu me hospedava no “Hotel Aliança) me dizendo que o Brigadeiro queria falar urgente comigo. O Camarão costumava passar noites e noites em claro, sozinho em seu gabinete, onde ele tinha um quadro negro onde escrevia seus “segredos”, em grego; era fluente também em inglês e francês. Me apresentei e ele foi logo dizendo: -- “Fura bolo”, era assim que ele, às vezes, me chamava, porque, segundo ele, eu furava tudo quanto era “CB” que aparecesse na minha frente... rsrsrs -- Fura bola, me pegue um T-6 e vá agora mesmo ao Galeão entregar esses documentos para o comandante de um C-54 que vai decolar para Washington. O tempo estava, como se diz, “ora visual, ora instrumentos”. Decolei, chegando bem em cima da hora. E voltei imediatamente, de modo que, quando o Camarão entrou no refeitório, que estava cheio de oficiais, ele, surpreso em me ver, perguntou: -- Mas você ainda não foi? E eu: - Não só já fui, como já voltei, Brigadeiro, quando ele então deu uma das suas boas gargalhadas, dizendo alegre, alto e satisfeito: ---- Este é o nosso Tenente “Fura Bolo”... kkkk

Coronel Maciel.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

ENEM na Escola Preparatória de Cadetes do Ar!

ENEM na EPCAR!
Perdi as melhores oportunidades na FAB por “minha culpa, minha máxima culpa”. Uma delas aconteceu na “Embarcada”, infeliz ocasião quando me desentendi com um “mais antigo”, quando o mandei “pra bem longe” e, como castigo, fui parar na EPC, em Barbacena, quando fiquei conhecendo o Brigadeiro que mais me impressionou durante meus saudosos anos na FAB; o Brigadeiro Camarão.  Às vezes o Camarão me chamava para conversar após o expediente.  Ainda mais depois que ficou sabendo que eu era paraense; e paraense da gema! O Camarão era um apaixonado pela Amazônia. Então, eu lhe respondia que eu só me tornei oficial da FAB porque fui para o Rio terminar a quarta série ginasial, quando também frequentei um cursinho preparatório, em Cascadura. Estudava direto, sem parar e sem descanso. Era o ano de 1956. Dizia-lhe eu: -- Brigadeiro, não tivesse sido assim, eu estaria até hoje empinando papagaio, jogando peteca, pegando pião na unha, criando galos de briga, jogando peladas nas ruas da minha querida cidade morena. Naquela época, em Belém, ninguém sabia informar direito como ingressar na FAB. Foi quando ele ficou pensando, pensando; me olhando com aquele seu olhar inteligente e perguntou se eu “topava” pegar um T-6 e ir fazer propaganda da Escola pela Amazônia. -- Aceitei na hora! -- Ainda mais quando ele disse que eu podia demorar o tempo que eu achasse necessário. Decolei com o meu T-6 abarrotado com tudo o que havia sobre a EPC. Fui à São Luís, Belém, Santarém, Manaus, até Tabatinga, divulgando o máximo possível a Escola. Os pilotos meus conhecidos da FAB, que serviam em Belém, acostumados a voar em aviões maiores e melhor equipados, voando em “Catalinas”, um avião que podia virar “uma canoa” em caso de emergência, ficavam admirados como eu me atrevia a voar de T-6 pela Amazônia.  Antes dos pousos eu “quebrava o pau”, avisando da minha chegada! -- Nos ginásios, auditórios, escolas públicas, escolas particulares, até durante uma santa missa em Santarém, durante um sermão feito por um padre amigo meu, lá estava eu fazendo propaganda da Escola. Dizia às “crianças” que me ouviam, perguntando “se era eu quem havia feito aqueles rasantes”, e como eles poderiam se tornar também um verdadeiro “pilotaço” rsrsr.  Informava tudo direitinho, numa linguagem o mais acessível possível. Para encurtar a história: --Valeu a pena! No ano seguinte o Camarão me chamou para comemorar a grande quantidade de jovens paraenses, maranhenses, amazonenses que ingressaram na EPC. -- Muito bem, “Fura Bolo” -- Nunca tantos “Amazônidas” como este ano! Muito obrigado!
Grande Brigadeiro Camarão!
Coronel Maciel.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cegos, surdos, mudos...

Cego, surdo e mudo...

Que tema mais filho da puta é esse que os torturadores do ENEM inventaram para me sacanear, começou dizendo o candidato, coitado, sem saber como, nem por onde começar.  E, com medo de levar um zero logo de saída, iniciou sua redação pedindo uma salva de palmas para todos os defensores de Direitos Humanos, sejam eles brancos, negros, mulatos ou cafuzos, dizendo, baixinho, para ninguém ouvir: “que porra de tema é esse”, meu Deus, se nem pra mim, que não sou surdo, o governo consegue melhorar o ensino nessa merda de país, onde só se ouve tiros de fuzis, metralhadoras e balas ferindo os ouvidos e matando tantas crianças dentro das salas de aulas! Ora porra, para que então querer melhorar a vida dos surdos, felizes por não poderem ouvir tanta música merda por aí; barulhos de carros de som, e outros merdas por aí. Terminou sua oração tapando os ouvidos e dizendo, sem querer ferir os direitos humanos dos surdos do Brasil, que o pior surdo é aquele que quer ouvir... kkkk    
Coronel Maciel.

sábado, 4 de novembro de 2017

Redações do ENEM.

NEM... ENEM... Redações do ENEM...
Os muito bem treinados paraquedistas do Exército, e tantos outros soldados também muito bem formados das Forças Armadas, quando terminam o “Serviço Militar Obrigatório”, e são jogados no “olho da rua”, são facilmente “atraídos” pelas facções criminosas, que recebem assim de graça reforços humanos da melhor qualidade, que logo vão se transformar nesses poderosos “NEMS” da vida. Assim como as Companhias de Aviação estão aproveitando oficias aviadores da FAB que estão pedindo “as contas” à procura de melhores salários e vida melhor para suas famílias. Um ótimo negócio para as companhias e talvez um mal negócio para eles, principalmente quando se aposentam. Não sei.  A mesmíssima coisa também pode muito bem estar acontecendo nessas “severas” acusações feitas pelo Ministro da Justiça contra a gloriosa Polícia Militar do Rio. Nem todos conseguem resistir ao poder do ouro nas mãos douradas do crime, assim como nem todos conseguem   resistir poder de fogo de certas “meninas” que estão aí, cada vez mais lindas, belas, formosas e ousadas, provocando os homens, que acabam ficando parecidos com esses “felizes” cachorros de rua que ficam correndo, loucos varridos, atrás de cadelas no cio, para satisfazer, também, seus apetites sexuais.  A imprensa do mundo inteiro publica toda hora fotos de homens famosos, acusados de assédios sexuais. Não sei se mentiras ou verdades. Só sei que, segundo me diz aquele velho bardo inglês, o popular Shakespeare, as mulheres, e apresso-me a dizer, nem todas, nem todas, conseguem transformar os homens, nem todos, nem todos, em verdadeiras feras...  kkkk

Coronel Maciel.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Nota Zero!

Nota zero!
Esse negócio de “Direitos Humanos” (ou Desumanos?) que acaba de vir “à baila” bem cima da hora desse mais que torturante exame ENEM, vai tumultuar a vida e a  cabeça de muitos candidatos. Receber “um zero” vai depender, e muito, da coloração partidária de quem for corrigir a prova. Assim, se o “corretor” for um cara, ou uma cara do “PT”, e o candidato escrever que “bandido bom é bandido morto”, vai levar um zero bem redondo; agora, se disser o contrário, “policial bom é policial morto” vai ganhar um dez, com louvor! E assim poderíamos ir dando milhões de exemplos, os mais imbecis, variados e estapafúrdios possíveis: - que nunca viu um defensor de “Direitos humanos” comparecer ao enterro de um PM; que nunca viu um “Angelito Negro” pintado numa igreja; que nunca viu um “Almirante” negro, e assim por diante.  Chegaríamos ao cúmulo se algum desses metidos a “engraçadinho” diga que “preto quando não caga na entrada, cada na saída”, como se dizia, brincando, antigamente, nos meus tempos de criança (vou logo dizendo: sou um ex piloto, preto e orgulhoso!)  pois além de zero, certamente vai parar cadeia, pra deixar de ser besta. Eu seria um que levaria não sei quantos zeros se dissesse, brincando é lógico, que para ser “piloto de caça” a condição necessária e suficiente é que o “Cadete” tenha um “DNA” alemão, um nome alemão, para ser mais explícito, independente do pretendente ser um bom, um mal ou um péssimo piloto...kkkk

Coronel Maciel.