segunda-feira, 9 de julho de 2018

Coitadinho do Lula.


Coitadinho do Lula.
Dizem os gozadores que só faltou um “dedinho” para ele se salvar; quá quá quá quá quá; outra: que ele é tão ladrão que nem saiu, e já foi preso novamente. Tem muitas outras rolando por aí. Quando Sarney assumiu a Presidência desta República de Corruptos Comunistas, e os Novos Chefões da FAB, que se diziam “Democratas”, assumiram o comando, os da turma do Délio, considerados “Ditadores”, começaram a sofrer severas “retaliações”; eu, que não tinha “porra nenhuma com isso” (voltei aos meus antigos palavrões); que sempre fui contra politicagens nas Forças Armadas sofri, por tabela, as consequências. Fui logo transferido de Recife pra Belém; pouco depois de Belém pra Brasília, onde, num sábado, muito “puto da vida” de estar servindo de “bolinha de ping-pong”, voando pra lá e pra cá,  escrevi, manuscrito, e de uma cacetada só,  com todos os erros e defeitos  léxicos e sintáticos, um “inofensivo”, mas logo considerado um perigoso artigo; na mesma manhã, telefonei para o “Jornal do Brasil” , me identificando e dizendo, provocativamente,  que “eles não tinham coragem de publicar”, imediatamente recebi um “jornalista de plantão”, representante do jornal,  que leu, me olhou, perguntou se podia levar para ser devidamente datilografado, para depois eu “assinar”, respondi que sim,  e logo Domingo foi publicado na primeira página, e, também logo na hora do almoço, chegou uma patrulha para me prender, na presença da minha mulher e dos meus filhos, que, perplexos, perguntavam aonde eu ia ser preso; ninguém sabia dizer. Depois de cumprir 15 dias de prisão sem fazer serviço, no Parque de Aeronáutica de Lagoa Santa, nas Minas Gerais, fui novamente transferido, desta vez para o Rio, onde “pedi minhas contas”, e hoje estou aqui, conversando com vocês, feliz da vida, rindo do Lula, reformado, velho piloto hangarado, continuando a prestar péssimos serviços para minha querida Força Aérea Brasileira.
Coronel Maciel.

sábado, 7 de julho de 2018

Canarinhos Belgas.


Canarinhos Belgas.
Sem ajuda das Forças Armadas é impossível salvar o Rio, diz o “Pezão”. Sem as Forças Armadas é impossível salvar o Brasil, digo eu. Culpa dos “Generais”, dizem outros, que, feito criancinhas pirracentas, abandonaram o Brasil nas mãos de corruptos “comunistas”. Todo mundo sabe que a corrupção é a base de sustentação de regimes comunistas. “Taí” o Brasil, que não me deixa mentir. Eles então que se virem para nos tirar do fundo desse poço imundo que eles mesmos nos meteram. E, agora o pior, com medo da nossa volta, coisa que Deus nos livre e guarde, pois não somos tão babacas assim, continuam a denegrir, a solapar nossa imagem perante o mais que analfabeto povo brasileiro, onde pululam advogados, juízes, mestres, doutores e tantos outros completos analfabetos; eu também faço parte desse povo, embora não me deixe facilmente iludir. Vejam o caso do “Herzog”, coitadinho, que, nascido na Iugoslávia, fugiu para o Brasil, escapando, criancinha ainda, de ser sacrificado, como tantas outras crianças judias, nas câmaras de gás da Alemanha Nazista, para morrer, segundo dizem, suicidado, ou suicidou-se, nas dependências do “DOI-CODI”. Bom; não sei realmente o que aconteceu; só sei que essas loucas e endiabradas esquerdas sempre precisaram de “mártires”, de estudantes mártires, de jornalistas mártires, de brasileiros mártires, úteis à propaganda das suas criminosas causas. Mas garanto que, se outros “Herzogs” desses que nos escaparam e que agora infernizam a vida de todos nós, brasileirinhos, que hoje choram a perda do Hexa para os “Canarinhos Belgas”; se esses outros não nos tivessem escapados, como ratos que escapam das ratoeiras, hoje o Brasil, se ainda nas “nossas mãos”, não seria essa zona do mais alto meretrício, que tanto nos humilha e envergonha.
Coronel Maciel.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Velhos tempos.


Tudo na vida depende de sorte. Eu, por exemplo, relendo minhas velhas Cadernetas de Voo, fico mesmo sem acreditar de ver quantas “leãozadas” eu fiz, e quanta sorte eu tive e continuo tendo na vida. Mas, apesar de tudo, nunca, nem de leve, arranhei nenhuma das minhas muitas, variadas e das mais belas garças que tive o gosto de voar. Sorte delas. Todo piloto tem seu caso p’ra contar. Escutem essa. Uma vez decolei de Carauari para Eirunepê, nas margens do “Juruá”. Estávamos em condições de “Voo por Instrumentos”, debaixo de pesadas chuvas e perigosos relâmpagos. Tudo ia bem, e já havíamos percorrido metade do caminho, quando de repente, “não mais que de repente”, ouvimos aquele barulhão: Pápumparatipum; acabara de perder a cabeça um dos enormes cilindros do motor, levando consigo parte da carenagem. E fogo, muito fogo no motor. Rapidamente executamos os procedimentos de emergência previstos. Como “sói acontecer” nestas tristes ocasiões, pânico a bordo, e “todos” passageiros correram para a parte traseira do meu corajoso C-47, pois é lá que eles acham ser o melhor lugar para morrer.  Agora, a parte mais “engraçada’ e pitoresca do caso: o meu copila, coitado, um segundo tenente da reserva muito novinho, e que, -- pálido de espanto como nos versos do Olavo Bilac -- desmaiou, ao sentir o abraço da “bruxa”, dizendo que íamos morrer. Quando o “novinho” gritou que íamos morrer, o nosso bom sargento apressou-se em abrir sua maletinha, e servir-se do mais generoso trago de sua caninha preferida.  Quando senti aquele gostoso bafo de cano, olhei-o, com aquele ar de censura, quando então ele disse: -- Major Maciel, já que a gente vai morrer, né?, dando uma boa e estrondosa gargalhada, cheia de esperanças. Tive que rir também, e juro a vocês que também senti vontade de tomar uma boa talagada. Mas a ocasião não era de brincadeiras. Voamos muito tempo monomotor, e como não podíamos abandonar o leito do rio, muito sinuoso, para o caso de um pouso de emergência, pois as árvores que margeavam o rio eram enormes castanheiras, aquilo que seria um tempo estimado 40 minutos, acabou se transformando numa “eternidade” de duas horas; um verdadeiro “récorde” de voo monomotor na Amazônia.
Chegamos em Eirunepê bem na hora do lusco-fusco, sob os olhares da multidão que nos aguardava ansiosa no pequenino “aeroporto” da cidade, verdadeira pérola do Juruá. E o mais engraçado de tudo é que fui carregado pela multidão, como um verdadeiro herói nacional. À noite, o prefeito nos ofereceu suculenta “tartarugada” e fez até um discurso em minha homenagem, pois sua   família inteira estava a bordo. Foi quando eu chamei o nosso mecânico para um particular e “ordenei-lhe” que, agora sim! -- me servisse o mais generoso copo da sua santa, gloriosa e salvadora caninha. Velhos tempos!
Coronel Maciel.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Perder Pênalti x Pousar sem trem.


Perder Pênalti x Pousar sem trem.
Na minha leiga opinião, perder Pênalti é pior que pousar sem trem; muito pior. Quantos bons piloto, bracinhos, até mesmo “caçadores”, que se consideram os melhores pilotos do mundo (estou brincando, hein?), já pousaram sem trem? Um piloto de B-26, “alemão”, que depois pediu as contas da FAB e foi voar na VARIG, na época eu era também tenente, voava na ERA- 21, pediu para fazer “um voo sentimental” em um dos nossos T-6, e, coitado, esqueceu de baixar o trem, “estrompando” a máquina. Indagado pelo encarregado do “Inquérito”, antigamente era “Inquérito”, depois é que passou a ser chamado de “Investigação de Acidentes Aeronáuticos”, o nosso popular IAA, se não ouvia os desesperados “clamores” do TWR Natal avisando do fatal “esquecimento”, respondeu que não conseguia ouvir nada devido ao barulho de uma infernal e maldita “buzina”, que, coitada, paternalmente lhe avisava que o trem estava recolhido. Mas o que eu queria mesmo lhes dizer é que pousar sem trem é um “pecado” que piloto nenhum jamais esquece, enquanto que perder “pênalti” é uma bolada logo esquecida, principalmente para esses riquíssimos jogadores de futebol, que não estão nem aí para ganhar ou perder partidas de “Copas do Mundo”. Muito diferente para quem perde uma partida de “Pelada de Praia”, ou times do “Interior”, quando os jogadores realmente jogam pelo amor à “camisa”. A mesmíssima coisa também acontece com esses políticos profissionais, principalmente esses “comunistas” que tomaram conta da América Latrina; assim como esses  juízes sem juízos do STF, e outros Tribunais “Superiores” por aí, que estão pouco se “lixando” em serem ofendidos no mais íntimo dos seus  sentimentos, se é que eles têm sentimentos, pois sabem que, sendo juízes, são “inamovíveis”, são “eternos”; ou sabem que, sendo “políticos”,  os seus  “eleitores” estão aí, prontos para os elegerem e reelegerem, quantos vezes quiserem. Estou me alongando demais; vou ficando por aqui.  
Coronel Maciel.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Brasil x Uruguai.


Brasil X Uruguai.
Hoje, não entendo nada de futebol; mas quando criança, lá em Belém do Pará, minha linda cidade morena, eu gostava mesmo era de jogar “no ataque”, feito Ademir, o Queixada, com bola de meias de seda roubadas das minhas irmãs; o “Estádio” era o meio rua, minha inesquecível rua de terra batida e postes de ferro no meio, situada bem na reta final para pouso dos aviões da época, com seus trens “baixado e travados” no Aeroporto Internacional de “Val-de-Cans”, quando  ficava olhando e sonhando em algum dia “empinar” um daqueles enormes papagaios de ferro, que passavam quase roçando as linhas enceradas dos nossos papagaios de papel. Não deu outra; fui parar lá na minha querida Escola Preparatória de Cadetes do Ar, um dos ninhos das águias brasileiras! Mas arrisco um palpite: uma final com o Uruguai, repeteco daquele triste final de “50”, quando o Brasil perdeu; eu tinha apenas dez anos, mas me lembro muito bem: eles levaram um gol, e precisavam de mais dois para ficar com “Jules Rimet”. Os uruguaios não se abateram; empataram, e no finalzinho, fizeram dois a um. Eram mais de “200 mil” no Maracanã; o maior estádio do mundo virou um enorme velório. Dizem que teve gente suicidando-se, se jogando do alto das arquibancadas. Não sei.
Coronel Maciel.

domingo, 1 de julho de 2018

Meus filhos... Meus netos...


“Meu filho foi embora e eu não o conheci. Acostumei-me com ele em casa e me esqueci de conhecê-lo. Agora, que sua ausência me maltrata, é que vejo como era necessário tê-lo conhecido melhor. Lembro-me dele. Lembro-me bem, mas de bem poucas ocasiões. Um dia, na sala, ele me puxou a barra do paletó e me fez examinar seu pequenino dedo machucado. Fiz um exame rápido. Outra vez me pediu que lhe consertasse um brinquedo velho. Eu estava com pressa e não tinha tempo para consertar brinquedos. Mas lhe comprei um brinquedo novo. No dia seguinte, quando entrei em casa, lá estava ele deitado no tapete, dormindo abraçado ao brinquedo velho. O novo estava esquecido num canto qualquer. Eu tinha um filho e agora não o tenho mais, porque ele foi embora. Este meu filho, uma noite, me chamou e disse: - - Fica comigo. Só um pouquinho, pai. Eu não podia, mas a babá ficou. Eu era um homem muito ocupado. Meu filho foi embora. Foi embora e eu não o conheci. ”
Esta verdadeira “pérola” é o espelho da alma de um grande escritor; de um verdadeiro ser humano. Não conheci pessoalmente “o França”, como seus amigos e contemporâneos o chamavam.  Sei que ele ingressou na FAB pelos portões da EPC do AR em 1953, quando tinha 17 anos. Eu cruzei aqueles mesmos portões em 1957.  França era mineiro da cidade do Serro. Anos depois fiquei sabendo que ele teve sua carreira interrompida durante a revolução de 64. Não sei quais os verdadeiros motivos dessa brusca interrupção. De novo na vida civil, após vários insucessos em diferentes ramos, França começou a dedicar-se à literatura. Ganhou o “Walmap” em 1967. Passei a conhecer realmente o França ao ler o seu livro “Jorge, Um Brasileiro”, grande livro, que serviu de inspiração para a série “Carga Pesada” na televisão. No auge da sua produção literária, Oswaldo França Jr falece num acidente de carro na estrada de João Monlevade, MG, em junho de 1989. Hoje acabei de reler o seu grande livro, e me lembrei de prestar esta justa homenagem àquele que foi um antigo e desconhecido aluno de BQ, entre tantos outros que já cruzaram os portões da minha e da nossa mui querida Escola Preparatória de Cadetes do Ar.
Coronel Maciel.

O Senado é o Limite.


O Senado é o limite!
“O céu precisa ser muito bom, para ser igual ao Senado”; não sei quem bolou essa verdadeira “pérola”. Ser Senador é uma das maiores bocas ricas do Brasil, “quiçá” do mundo! Taí o “Datena” que não me deixa mentir.   Muitos são os ex-governadores; ex-senadores, que, já velhinhos nos seus oitenta anos, estão aí se candidatando ao Senado, na esperança de morrer cercado de mordomias por todos os lados. Queres que eu te admire, dizia Nelson Rodrigues para uma estagiária “comunista”, sê um Rimbaud! Queres que eu te admire? Sê um Senador! Deve ser mil vezes mais difícil ser um rico senador, que um mísero coronel; mais, muito mais; a não ser que tenha “lutado” contra a “Ditadura”, como a dona Dilma, e outros por aí que hoje ocupam as melhores poltronas neste país das maravilhas. Sendo assim, Dona Dilma, a Anta, prefere ser Senadora por Minas Gerais -- ah! Minas Gerais --, que ser novamente PresidentA, com todas as mordomias e “apurrinhações” que o cargo oferece. Em ambos o caso, e a “priori”, ela seria facilmente eleita, pois, “sendo ela a cadela” preferida do Lula, herdaria seus votos; isto é, se não bobearem, deixando ele se candidatar, quando seria novamente eleito; na minha pálida opinião. 
Coronel Maciel.