terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Eu, o Camarão, e a EPC.

Passei horas, dias, meses, estudando e tentando imitar os dois “rabiscos” que o Camarão usava como “assinatura”. Depois que o Camarão descobriu que eu era “Paraense”, nos tornamos grandes e “fraternais” amigos. Ele me chamava de “Fura-Bolo”, pois não havia segredo, nem “mal tempo” para mim; furava, e furava mesmo, qualquer “CB” que aparecesse na minha frente! Hoje, eu mesmo duvido que tenha feito tantas leãozadas, continuando vivo. O Camarão confiava muito em mim, e eu muito mais nele. Já lhes contei quando uma vez decolamos, eu e o “Tomé”, na manhã bem cedinho de um sábado muito frio, num “Beech-Mata-Sete”, com a missão de transportar três professores franceses, que nos aguardavam em Cumbica. Logo após a decolagem, deu-se o “impossível”: monomotor! Imediatamente informado, o Camarão me chama para um “particular”, dizendo: “Fura-Bolo”, me pegue o “Regente” -- a única “coisa” parecida com um avião, disponível -- e me traga eles aqui. Mensagem à Garcia, Brigadeiro? Ele, sorrindo, com aqueles seus cabelos brancos, confirmou. Decolei e voltei, nós quatro, são e salvos, bem em cima da hora para início da conferência! O Camarão me agradeceu, sorrindo, quando eu lhe disse, baixinho: Brigadeiro, vem bronca por aí; passei por cima de todas as regras de voo, para poder cumprir a missão. Ele: -- Fique frio, Fura-Bolo; deixe comigo!
Como eu ia dizendo no início da nossa conversa, uma vez, sabendo que um “coronel”, que não sei bem porque não ia muito com a minha cara, fiz lhe chegar às mãos um “Ordem de Missão”, me autorizando, “pelos bons serviços prestados”, pegar um T-6 e ir passear durante as férias por onde eu bem quisesse, e com “diárias” adiantadas. Ora, tal “fato” indignou o coronel que foi confirmar com o Camarão a “veracidade”, pois a “assinatura” estava lá, confirmando tudo. O Camarão leu e deu uma daquelas suas grandes gargalhadas, olhando para mim, que observava tudo de longe...  

Coronel Maciel. 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O Olavo, o Chico, e o FHC.

Ora, direis, parafraseando o “Olavo”: -- Quando lutávamos para derrubar a “Ditadura”, pensávamos unicamente em transformar o “inferno”, num maravilhoso céu! Nunca, que iria acontecer justamente o contrário. E onde estão agora aqueles que “lutaram” para transformar o Brasil neste verdadeiro inferno? “Ora, direis”, estão ocupando as melhores poltronas, esperando que os militares venham, novamente, apagar o fogo. Coitados! Ou então, só para citar um mal exemplo, como o “Chico”, hoje vivendo bêbado pelos “Cafés de Paris”, quando só vem por aqui uma vez nos fins de anos, duro, em busca de mais dinheiro. Não quero com isso dizer que ele não tem lá suas qualidades, tem; é um grande “artista”, mas ao mesmo tempo um grande “malandro oficial”; enche as burras e volta para sua boa vida de bêbado em Paris, delicioso lugar onde o seu amigo FHC é dono de um luxuoso apartamento avaliado em milhões de dólares. E nós, brasileirinhos da “Praça Paris”, continuamos “batendo palmas com vontade”, como nos versos do Chico...
Coronel Maciel.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Dapena, Temer e Marcola.

Temer disse ao Dapena que, nas atuais circunstâncias, não é candidato; ora, as circunstâncias mudam “da noite p’ro o dia”. Como toda raposa, e principalmente “Raposa Política”, Temer é experto, “expert”, frio, astuto, calculista, inteligente, entre outras tantas e necessárias “qualidades” para ser grande raposa política no Brasil. E não é nada burro. O único burro, ou melhor, burra, que chegou à presidência, foi a Dilma. Nunca vi ninguém tão burra! É muito difícil chegar a ser presidente desta nossa tão corrupta república; viver fuçando no meio de tantas outras velhas e novas raposas, estas, no geral, filhos e filhas das velhas raposas. Temer, se quiser continuar a ser presidente, precisa ser muito mais sagaz e inteligente que o Marcola que, mesmo preso, continua na presidência do PCC.

Coronel Maciel.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A pior das Ditaduras.

Leio nos jornais: -- Disciplinado e experiente, “Braga Neto” ganha o “maior abacaxi da carreira”. Disciplinador e piloto experiente, “João Camarão” é informado que um garoto -- garoto, como garotos também eram centenas dos nossos alunos – que, de arma em punho, sentado nas escadarias de um Clube em Barbacena, impedia perigosamente a passagem de alunos que se divertiam naquela noite fria de um sábado.  Estávamos em plena “Ditadura”! Domingo pela manhã, bem cedinho, fui encarregado de trazer o garoto para um “IPM”, que na realidade só servia para permitir a prisão do “meliante”, filhinho querido de tradicional família mineira. Após um vai não vai, acabou indo se apresentar ao “Camarão”, na realidade muito mais pai, que Comandante “dos alunos” e da Escola. Ficou “preso” durante uma semana, quando pode verificar o quanto era diferente a vida dos alunos, submetidos à rigorosas rotinas, estudos, e tantas outras atividades, que caracterizam a vida numa Escola Militar, em tudo diferente da boa vida que ele levava em casa. Durante a semana em que ficou na Escola, seus pais estavam autorizados visitar o filho, na hora que quisessem; de dia ou de noite. Depois de uma semana, foi entregue são e salvo nas mãos dos pais, quando um deles, me chamando para um particular, nos agradeceu, dizendo como seria bom que ele fosse também um aluno da nossa Escola, pois em casa o filho era um caso “complicado demais”. Lembro novamente que estávamos em plena “Ditadura”. Comparando os dois “Comandantes” acho muito, muito mais difícil a missão imposta ao General Braga Neto, embora estejamos também em plena “Ditadura”, só que esta é uma “Ditadura Consentida”, comandada pelo PT; a pior das Ditaduras...

Coronel Maciel.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Cicatrizes.

Cicatrizes.

Com a volta dos militares às “manchetes” dos jornais, volta também, com força total, a remoção das cascas de antigas feridas, que assim nunca ficarão cicatrizadas. A “Sandrinha” -- essa menina da Globo e antiga coleguinha do “Evaristo” -- os dois, de tão risonhos que eram, pareciam dois lindos pombinhos arrulhando -- hoje só faltou chorar pelos cotovelos (ela fala e chora pelos cotovelos) falando sobre e identidade das ossadas de um terrorista torturado e massacrado, coitadinho, por nós, militares; “mistério” só agora desvendado por cientistas criminais lá na Bósnia. Preparem-se que vem mais “descobertas” por aí. Eu, como não acredito em vidas após a morte, também não acredito que a situação do Brasil vá tão cedo melhorar; acredito que vá piorar. De modo que, sem fios de esperanças, só me resta matar o tempo escrevendo o que quero, quando quero, e agradecendo aos meus amados ouvintes que não se cansam de ler e de rir dos meus severos, mas sinceros “pesadelos”...  
Coronel Maciel.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Enrolação.

Enrolação.
Esse Boechat é mesmo uma piada. Uma vez ele mandou o Silas Malafaia procurar uma “rola”; hoje, ele disse que não quer mais ser en”rola”do. Se essa tal “Intervenção” for mesmo uma “palhaçada”, como outras recentemente acontecidas, ele tem toda razão. Na “Intervenção de 64”, no início o pau comeu mesmo; foi porrada p’ra todo lado; foi padre de passeata pegando fogo; foi o diabo. Mas fomos felizes por mais de vinte anos! Felizes, e não sabíamos! Mas depois, esquecendo que a paixão começa com a compaixão, fomos abrindo a guarda; passando panos quentes nas bundinhas deles, resultado, hoje estamos aí na maior merda do mundo. Por que a “Intervenção” do Fidel Castro foi a única que “vingou” em toda América Latrina, e até hoje está em pleno funcionamento, inclusive com a sua bandeira colocada pelo Barack Hussein Obama tremulando bem no coração do coração dos americanos? Ora, porque lá, os “Paredóns” estão até hoje com as baterias ligadas, prontos para qualquer emergência! Aqui, não! Aqui, as Forças Armadas estão sendo dia a dia cada vez mais desmoralizadas; os nossos Comandantes perderam o “ Status” de Ministros, para sermos Comandados por civis, que não sabem nem fazer continência, e ainda por cima Comunistas! Que grande esculhambação! É por isso que eu digo: na hora de brincar, vamos brincar; mas na hora de brigar, vamos deixar de ser "bonzinhos" e botar mesmo “pra quebrar”; botar mesmo pra “fuder”, como dizia aquela Madre Superiora levemente ruborizada...

Coronel Maciel.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Intervenção.

Intervenção.

Acabou-se “a folga” dos Comandantes Militares, ou melhor, do “Exército”, que é quem realmente “manda”; Marinha e Aeronáutica cumprem ordens; nada mais. Obrigado a entrar na “dança”, o Interventor, coitado, com suas tropas acantonadas na cidade maravilhosa, cercada de bandidos por todos os lados, pergunta: -- É para entrar rachando contra os “Chefinhos” do Crime Organizado, ou também contra os “Chefões”, o “Pezão”, por exemplo, filhote do que está preso? E os outros “Chefões”, os que estão ocupando as melhores poltronas, em todos os desvãos dos Três Poderes da República, inclusive o Presidente, perigosamente investigado pela própria Polícia Federal? Mas para tanto, seria necessário “Intervenção” no “Brasil Maravilhoso” inteiro, não só na “Cidade Maravilhosa”; uma Intervenção tipo “Castelo Branco”. Quem brinca com fogo, pode se queimar...  
Coronel Maciel.