segunda-feira, 10 de março de 2014

Busca e Salvamento!


Nunca se pode impedir que a desgraça chegue! Terrorismo? Desintegrou-se? O que aconteceu com o B-777-200 da Malaysia Airlines, na minha duvidosa opinião, o melhor avião bimotor comercial do mundo! Duvidosa opinião porque nunca voei “avião desses ditos moderno”, a não ser talvez o C-130.  

Para os que morrem nada mais importa! Para os que ficam, sim! Dizem que os mortos sentem muita pena dos que por aqui ficam sofrendo mais um pouco... – Mas, como é bom sofrer!

Não são poucos os cadetes que pediram e ainda pedem desligamento, com medo de voar! Às vezes por desculpáveis temores dos pais. Conheci vários pilotos “antiaéreos”!  Eu -- estou dizendo, eu! -- sempre pensei assim:- - Avião não cai! – Avião é derrubado! Mais de noventa por cento dos acidentes aéreos, os culpados são os pilotos! Então, eu sempre me dizia:- - Tudo vai depender só de você! Quando se abraça o “perigo”, perde-se o medo.

A morte chega devagarinho, ou de supetão! Quantos são os que têm de pedir perdão aos filhos por terem demorado tanto a morrer? Sou contra a morte desses ricaços em UTI’s, a cinco, dez, quinze mil reais por dia.  Sou a favor da morte rodeada dos seus entes mais queridos; mas sou muito mais a favor da “eutanásia”, do que o prolongar de dolorosos sofrimentos, tanto dos que morrem, quanto os sofrimentos dos seus entes mais queridos. A desesperança para mim é melhor do que inúteis esperanças...

Participei de algumas buscas, tanto no mar, quanto em terra, quando voava C-130 do 1/6 GAV, em Recife. Buscas frenéticas, na esperança de Busca e Salvamento de vidas.  

Coronel Maciel.

sábado, 8 de março de 2014

Santas mulheres do mundo:-- Aquele Abraço!


Mulheres do mundo inteiro; mulheres de todos os mundos do mundo aqui vão os meus mais infinitos abraços!  Gorduchinhas, magrinhas, baixinhas ou gigantes, aqui vão os meus milhões de beijos e abraços! Para todas vocês! Vocês todas merecem!

 Gosto de mulher (no bom sentido!) assim como gosto de caminhar! É um dos meus maiores vícios. Já fui bebedor emérito. Campeão de todas as “51” do mundo! Eu, talvez até mais que o meu grande amigo, o grande Coronel Intendente “Corisco”, que hoje certamente traça taças e taças de vinhos dos deuses na companhia das mais lindas anjas e belas santas dos céus! Parei de beber, porque não sabia beber: entornava todas! Parei, mas não virei “crente”. Quem quiser parar, que pare. Não gosto de brincar com os amores de ninguém!

 Sou individualista até no caminhar; caminho sempre só e pelos mesmos caminhos de sempre. Caminhando assim evito as surpresas, as pedras, as topadas, as armadilhas dos caminhos; e são tantas as pedras dos caminhos... – Mas, ah!!! -- Quem me dera saber aos 16 anos quando ingressei na FAB pelos saudosos portões da EPC do Ar o saber que eu tenho hoje. Certamente chegaria onde muitos daqueles que cruzaram aqueles gloriosos portões chegaram: -- às estrelas!

 Não que eu hoje esteja arrependido. Deus me livre! Mas saberia me comportar melhor; saberia estar na hora certa no lugar certo; nunca ser sempre aquele que “poderia ter sido”. Frequentaria mais as “infinitas” reuniões sociais; os aniversários, as festas de fins de ano; enviaria sempre os “obrigatórios” cartões de natal e responderia aos recebidos. Procuraria saber os nomes das “digníssimas” das várias “autoridades” que cruzaram os meus caminhos. Enfim, saberia o “caminho das pedras”. Mas fui feliz, muito feliz mesmo, assim como fui e sou. Vivo minha vida. Muitos ficam velhos sem nunca terem vivido. Nunca aprenderam a viver. Nunca dormiram, com medo de sonhar...

 Graças a Deus, que foi quem realmente muito me ajudou, tive a sorte de nunca ter “arranhado” nenhum dos “meus aviões”; o mais leve toque; o mais leve “beliscão”. Nunca pousei sem trem, coisa que eu acho pior que perder “penalti”. Sempre os tratei com o maior dos meus carinhos. Algumas vezes eles me causaram surpresas; foram muitas as emergências durante as minhas mais de treze mil horas de voo. Aviões são parecidos com mulheres:- - Há que se ter muita classe, muito cuidado, muita “finesse”, ao se tratar com eles e com elas; “se não, se não”... rsrsr.

Coronel Maciel.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O famoso Beech-Mata-Sete.


Quem dos aqui mais antigos não voou o popular Beechcraft C-45? Aquele lindo avião americano, bimotor, monoplano de asa baixa, de construção metálica, para cinco passageiros e dois pilotos?  Seu projeto era bem convencional, exceto pela “deriva dupla”. Foi fabricado por mais de trinta anos, entre 1937 e 1970, atingindo mais de 9.000 unidades. Na FAB, por razões óbvias, ficou conhecido como “Beech Mata Sete”.

Eu e o Tomé Ribeiro Neto éramos dois orgulhosos tenentes- aviadores! Decolamos de Barbacena (BQ) para Congonhas. Após alguns minutos de voo, “monomotor”. Regressamos. Era um dia de sábado, e a missão tinha caráter “improrrogável”. Deveríamos transportar dois professores vindos da França, para uma conferência na Escola, para os alunos e vários convidados especiais. O próprio Brigadeiro seria tradutor. (O Camarão, além de Francês e outras línguas, falava e escrevia fluentemente o Grego).

Foi quando ele  me chamou e bem baixinho me disse assim:- --“Fura – Bolo”, era assim que ele carinhosamente me chamava, pois eu, modéstia à parte rsr, cumpria qualquer missão. “Bombardeio qualquer tempo”. -- Fura-Bolo, pegue o Regente e me traga eles aqui:- - Mensagem à Garcia, Brigadeiro? Ele me olhou, sorriu e confirmou com um sim, com aquela sua cabeça bem branquinha, como hoje é a minha.

Congonhas estava naquele “abre, não abre” para voo visual; operava "instrumentos".  O Regente, vocês conhecem, né?  Pois bem: Decolei e pousei em Congonhas, para surpresa e incredulidade geral da nação! Apareceu logo um oficial muito mais antigo que eu para me dizer o óbvio:- - que eu havia cometido uma grave infração e que por ordem superior eu estava impedido de decolar. Nestas alturas, com os franceses já a bordo, fiquei na dúvida até onde eu poderia avançar. E avancei, colocando no plano de voo “Operação Militar”.

Era o ano de 1967. A Revolução voava alto, distribuindo alegrias pelo Brasil inteiro!

Chegamos em Barbacena bem em cima da hora para o início da tal conferência, para alegria do Camarão. -- Missão cumprida, Brigadeiro! Mas... vem "bronca" por aí. Contei-lhe tudo. Ele sorrindo me despreocupou.

Nesse ínterim, eu fui transferido para Natal; e foi lá que eu recebi um "baita" de um "deveis informar". O Coronel Comandante da Base não aceitou minhas risíveis justificativas:- -"Teje preso"...

Eu estava escalado para uma missão com destino ao Rio, no dia seguinte. O Coronel, não autorizou; eu estava preso! E só depois muita conversa, ponderações, etecetera e coisa e tal  deixou-me ir, autorizando também um pouso rápido em BQ. Em lá chegando, após aquele famoso aperto de mão tipo “quebra dedos” e após me ouvir, disse sorrindo:- - Pode seguir tranquilo, Fura Bolo. Deixa comigo.

Chegando em Natal, o Coronel me olhou assim meio sem jeito, me  dizendo que estava “tudo resolvido”.

Grande Brigadeiro Camarão. Nunca me deixaria na mão.

... "Quantas saudades eu tenho da aurora da minha vida"...

 
Coronel Maciel.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Atol das Rocas.


Era naqueles bons tempos quando eu era Oficial de Operações do ETA-2 Recife, valoroso Esquadrão equipado com os saudosos, audazes, corajosos, valorosos “Super-Dakotas-C-47”! Eu e o Alcântara, éramos os maiores “piruadores” das missões àquela ilha tão linda e tão “afrodisíaca”. Para tanto, usávamos de um infalível golpe!  Eu, Operações; o Alcântara, Ajudante do Esquadrão.  Sabíamos exatamente quais os “pilotos” que “não gostavam” de atravessar aquele pedaço do Atlântico, cheio de gulosos e temidos tubarões! A decolagem era sempre prevista para duas da tarde das sextas-feiras.   O regresso no sábado, às vezes no domingo. Pois bem, na quinta à noite era certo; os escalados davam “suas desculpas” e lá íamos nós passar o fim de semana nas ondas verdes dos mares de Noronha, ao lado de algumas “golfinhas”, que sempre apareciam...

 Os pernoites eram ótimos! Maravilhosos! Foi num desses pernoites que os pescadores nos informaram que o Atol das Rocas ficava logo ali, bem pertinho; distante uns 30 minutos de voo.

 No dia seguinte lá fomos nós visitá-lo. Decolamos; “pezinho” pra direita, coisa de uns 30 graus, e logo fomos surpreendidos por uma quantidade enorme de pássaros marinhos, surpreendidos pelo voo do nosso pássaro “gigante”. Sobrevoando em voo rasante o atol, observávamos o desespero das tartarugas fugindo dos ataques dos tubarões, que ficavam presos no imenso lago formado no atol, quando na “maré baixa”. Observávamos a grande e desleal luta pela sobrevivência nos mares!

Após o pouso em Natal, numa rápida inspeção “pós-voo”, fomos surpreendidos com pedaços de aves marinhas que ficaram presas no bordo de ataque das asas, lembranças do nosso voo ao solitário Atol das Rocas.

“A, que saudade que eu tenho da aurora da minha vida...”.

Coronel Maciel.

 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Enquanto isso, lá na África do Sul...


Quantos e quantas trocam os efêmeros prazeres aqui na terrinha, pelos eternos prazeres nos céus? Quantos e quantas passam vidas inteiras nos confessionários? Charles Baudelaire, um dos meus preferidos da literatura mundial, era um feroz defensor da liberdade de costumes; ao ler “As flores do mal” percebemos logo que se trata de um livro autobiográfico; encontramos em cada uma das suas encantadoras e pecadoras linhas seu delicioso gosto pelos prazeres; pelos pecados! Participamos da sua enorme sua solidão no meio das “brabas” multidões. Suas blasfêmias, paradoxos. Sua impressionante lucidez (Raul Seixas teria aprendido com ele?). Dizia Baudelaire: “Eu te amo, cidade maldita! -- As prostitutas e os perseguidos sabem proporcionar prazeres muitos seus, que o vulgo jamais compreenderá!”. Por essas e outras Baudelaire foi perseguido pela extrema direita católica da França. Não conseguiu ingressar na famosíssima “Académie Française”, fundada por Richelieu, em 1635. Ainda bem!

  A nossa “Academia”, fundada pelo Machado de Assis, ficou também famosíssima depois que Zé Sarney, perigoso malandro e  dono da capitania hereditária do Maranhã, com o seu “Marimbondo de Fogo” debaixo dos braços,  apossou-se de uma das suas tão velhas quanto honradas cadeiras, passando a tomar seu chá das cinco na companhia de outros grandes “bebedores”, bebedores dos verdadeiros, como o bom baiano João Ubaldo Ribeiro, um dos meus “imortais” preferidos. O seu “A Casa dos Budas Ditosas”, que livro bom de ler! -- Budas ditosos, felizes, afortunados. Que livro cheio de pecados! Os grandes pecados que sempre existiram e sempre existirão. Grandes pecados da carne! Grande João Ubaldo!

Se faço esse “arrodeio todo” é porque hoje, sem querer e sem esperar, ouvi de uma de duas “saradíssimas” garotas ainda fantasiadas de carnaval dizer, acompanhada da mais  gostosa gargalhada, que “amor de pica é o que fica”. -- Nada mais verdadeiro, disse-lhes eu também gargalhando, que ficaram surpresas, pois não imaginavam que sem querer eu também as ouvia.

Não eram daqui de Natal. Eram lindas turistas gaúchas. Acabamos conversando animadamente, enquanto caminhávamos pela praia. Eram duas mulheres lindas, livres, ricas e desimpedidas. Conversa vai, conversa vem, chegamos ao caso desse atleta sem pernas, que está sendo julgado lá na África do Sul. – Não sei o que houve, dizia uma delas, para esse “filho da puta” fazer o que fez; uma moça tão linda! Só se foi muita cana, misturada com muita droga pesada; ou algum dito mal dito na hora do “fuqui-fuqui”, que fez o cara perder a cabeça. -- Eu que não queria transar, nem brincar de amores com um cara sem pernas. Imagine a falta que faz quando na “Hora H”, meu filho, procuramos pelas pernas?  É verdade; nestas horas pernas também “faz falta”, disse uma delas na maior das gargalhadas! -- O Roberto Carlos pelo menos tem uma!...
Meu querido, meu velho, meu amigo pai sempre me dizia:- - Meu filho, em mulher não se bate, se deixa! Em homem não se bate; se mata!

Coronel Maciel.

terça-feira, 4 de março de 2014

Chega de humilhação e covardia.


Eta povinho engraçado e cheio de frescura esse tal de ser humano! Uns achando que Obama está certo, neste caso “Ucrânia”; outros achando que não. Uns achando que o Putin “arriou as calças” para os americanos; outros achando que os americanos não tem coragem nem de enfrentar o Fidel Castro, de quem já levaram uma vergonhosa surra, quanto mais o baixinho, louro e invocado Putin?

 Recebo um e-mail informando que uma senhora, uma ilustre e desconhecida senhora chamada Kelma Costa, dizendo no “youtube” que é -- “covardia colocar as mulheres, esposas de militares, na linha de frente; e que isto tem que acabar! E que os militares têm que entender e agir como cidadãos comuns que cumprem com suas obrigações perante a sociedade e o país e passar a exigir que seus direitos sejam respeitados pelos governantes. Chega de humilhação e covardia”.

Eu também acho! Acho que além de covardia é frescura, é viadagem! Ora, colocar nossas senhoras, esposas, mães, irmãs, servindo de antepara para nossas covardias? Essa não!  

Não é para me gabar, mas já disse aqui alguma vez que fui preso 15 dias, sem fazer serviço, porque meti o pau no governo Sarney. Eu, que era coronel na ativa servindo no EMAER.   E fiz tudo sozinho e sem medo de ser feliz. Sou individualista.  Foi quando num momento infeliz um brigadeiro amigo meu me chamou e disse-me assim: -- Maciel, não sei aonde você quer chegar; a “Brigadeiro” você sabe que não vai chegar; não que você não tenha méritos; mas por causa dessa sua maneira de ser e de agir.  Será que você está querendo, no desespero, alcançar alguma coisa na política?

Engraçado, né? Mas, o que seria do verde se todos gostassem de amarelo? Pedi permissão e educadamente me retirei, dizendo que aqui não é meu lugar.

Sexta-feira passada fui assaltado por dois bandidos que me pareceram ser “de menor”; revólver apontado para o meu coração, levaram meus documentos e o coitado do  meu Fiat-Uno. Não reagi, e por isso estou aqui.

Muita gente achando errado o que estão fazendo com esses coitadinhos “de menor”, que são estupradores, assaltantes, etecetera e coisa e tal, e que estão sendo amarrados em postes, nu, com os documentos à vista.

Bom. Eu acho que, da maneira que as coisas andam, só há uma maneira de nós nos livrarmos deles, assim como nos livrarmos da dona Dilma e de todos os seus “cupinchas”, “cumpanheiros” e seguidores. Não só no Brasil, como na América Latina: amarrá-los num pau, melados de açúcar, bem em cima de um formigueiro cheio de “formigas de fogo”, e apreciar “a demolição”, ouvindo um “tango argentino”.

Coronel Maciel.

 

 

 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Tudo é carnaval!


Pouco me importa carnaval; pouco me importa peladas de futebol! Ora! -- não passas de um simples e velho piloto hangarado, “inútil na paz e incapaz para guerras!”. Inútil e doente, isto sim! E para tua doença só existe um único remédio: Bebe! -- Enche a cara e sai por aí cantando com tua viola e teu pandeiro na mão! Tudo é carnaval!

E como és “brasileirinho”; e como és um brasileirinho fraco! Fraco e cheio de indulgências; fraco e cheio de perdões para com teus atos, pensamentos, medos, covardias. Cheio de perdões para com teus inimigos!

Vives dizendo que a vida militar é um grande sacerdócio; que o importante é ser, e não ter; que teus ideais devem se confundir com os ideais da honra, da pátria, da liberdade. Hierarquia e disciplina! Obediência a qualquer custo! É o que sempre ouvistes dizer deste os saudosos tempos das Escolas Militares!

De que te valeram todos esses sermões? Hoje “tuas” gloriosas Forças Armadas estão sucateadas, humilhadas, ofendidas. Hoje vives de favores! É cruel, é vergonhoso viver de favores! Teus inimigos, anistiados e recebendo vultosas indenizações, vivem em luxuosas mansões, tudo às custas e nas costas dos teus sacrifícios e dos  sacrifícios  e sofrimentos dos teus familiares; e, pior ainda,  dos sacrifícios de milhões de brasileiros que confiaram em ti, e que, covarde e vergonhosamente,   entregastes o Brasil nas mãos de bandidos! E como agora e por isso mereces sofrer!

E como o Brasil está precisando de sangue, em vez de lágrimas...

Coronel Maciel.