segunda-feira, 17 de março de 2014

50 anos de saudades!


Não sei o tamanho da vara da dona Dilma; mas é bom que ela fique sabendo que não se deve cutucar leão com vara curta! 31 de março vêm aí, com todos seus 50 anos de muitas saudades! E não pense que a senhora está com essa força toda capaz de proibir as grandes manifestações que se preparam em todos os escalões das nossas Forças Armadas. Nem pense em obrigar os nossos comandantes a proibirem qualquer manifestação lembrando os nossos velhos generais, hoje tão esquecidos, tão humilhados e tão ofendidos. Duvido que a senhora seja “macho mesmo” para tanto! Lembre que formiga que quer se perder, cria asas...

Não pense, ó minha querida comandante-em-chefe, que só há no comando das nossas Forças Armados três obedientes e disciplinados; disciplinados até demais comandantes instalados nos confortáveis e atapetados gabinetes em Brasília, todos eles longe, muito longe das nossas tristes realidades! Não! Os nossos verdadeiros comandantes, são aqueles que estão realmente na luta! São aqueles que estão enfrentando, hoje, agora, serenos e responsáveis, os mais difíceis e enormes desafios. São aqueles que se esquecem para não esquecerem as imensas e perenes responsabilidades para com seus soldados, filhos, famílias; com o nosso hoje tão sombrio futuro, o futuro da nossa Pátria Amada Brasil! São aqueles que enfrentam, às vezes calados, aqueles afeitos a só denunciar os tropeços dos fortes ou as humanas limitações dos nossos homens beneméritos! São aqueles que estão realmente na luta, nos campos de batalhas; nas longínquas fronteiras; a bordo dos seus navios, tanques e aviões; com o rosto desfigurado pela poeira, pelo suor, pelo sangue; pelos grandes ventos, pelas grandes desilusões, pelos grandes amores, pelos grandes cansaços. São aqueles que sabem dedicar-se; que conhecem os grandes entusiasmos; são os que se empenham em causas justas! São aqueles que nunca perfilam junto de almas medrosas, covardes, timoratas. São aqueles que seguem sempre em frente, apesar de vitórias ou derrotas!

São aqueles soldados, cabos, coronéis, sargentos, capitães que estão todos juntos na mesma infindável luta; na luta sempre, sempre e sempre, mesmo errando, falhando e tornando a falhar!

Coronel Maciel.

sábado, 15 de março de 2014

MInha casa, minha vida...


Dona Dilma não se cansa de levar vaias. Insiste em inaugurar castelos de areia na beira do mar; “castelos” que antes mesmo de serem habitados, desmoronam! Quanta diferença daqueles conjuntos residências que até hoje, construídos que foram pelos velhos generais na época da “ditadura” estão em plena forma, constituindo-se em orgulhosas residências da classe média quase alta, aqui em Natal.

Dona Dilma, raivosa, afirma que as vaias são vaias vindas daqueles que nunca “ralaram na vida”...

Por falar em ralar na vida é que dou meus parabéns pela vitória alcançada pelos velhinhos da VARIG; esses, sim! -- estão “ralando” até hoje, vítimas de inconsequentes planos econômicos. Aliás, todos nós também fomos e ainda somos vítimas; todos nós fomos e continuamos sendo cobaias. Ainda me lembro de quando fui obrigado a me desfazer de um consórcio de carro, nessa época eu servia em Brasília, quando fui obrigado a repassar pela metade do que já havia investido. Um dos juízes do STF disse que todos os que foram prejudicados pelos tais planos econômicos deviam também ser ressarcidos dos prejuízos: desde o dono de uma biboca que vendia angu, até o barraqueiro que vendia cana com tira gosto de aves de arribação, aqui no nordeste agreste!

Assisti a um vídeo que me deixou com os cabelos arrepiados, mostrando a formatura de comissários de bordo da VARIG, após longos treinamentos, incluindo “torturantes” exercícios de sobrevivência na selva. Lembrei-me dos treinamentos que também fazíamos nas margens do Rio Xingu, quando cadetes. Mas, sem querer criticar e nem me interessa saber o porquê, não vi nenhum representante da raça negra, entre aqueles formandos. Parece até que tripulantes negros não tinham vez, nem voavam nas asas brancas da VARIG, a pioneira. 

Eu, não sei quantos outros, nunca tive a “felicidade” de voar como “tripulante extra” nas asas da VARIG, quando nas sextas feiras ficámos “piruando carona” para passar os fins de semana em casa, em Recife, no meu caso, “visitando a família”, durante o curso de aperfeiçoamento de oficiais, que era feito em Cumbica. Não era obrigação da VARIG, mas a Transbrasil e a VASP, sempre nos “socorria”. Dizem também que alguns tripulantes da VARIG eram “cooptados”, ou “seduzidos” para transportar muitas coisinhas, coisinhas à toa, dólares, por exemplo, para os terroristas que se escondiam pelos vários cantos do mundo onde a VARIG, orgulhosamente, representava o Brasil! O FHC e o Zé Serra, no Chile; e muitos outros na Europa, em Paris principalmente, que depois de se apossarem do Brasil, se esqueceram das ajudas recebidas. É aquela velha história, historinha que minha vovozinha sempre dizia:- - Meu filho, quem ajuda os outros acaba “levando ferro...”.

De qualquer maneira vão aqui meus parabéns pelos que não se cansam de lutar pelos seus direitos; no Brasil e no mundo! Parabéns aos “velhinhos” e “velhinhas” da VARIG pela justa e merecida “graça” alcançada!

Coronel Maciel.

 

 

 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Regra três.


Estou com a Nara Leão e não abro: -- Podem me bater, podem me prender, podem me pedir perdão que eu não mudo de opinião! -- Já falei mais de mil vezes que não será com flores; não será com choros; não será só com lágrimas que o Brasil vai poder se livrar das garras vermelhas dos comunistas. Enquanto os Policiais Militares não se unirem aos “vândalos”; enquanto não se unirem aos “rolezinhos”; aos nossos estudantes; às marchas que estão sendo organizadas, nada vai adiantar: dona Dilma e sua curriola de bandidos vão continuar afundando o Brasil. E já estamos quase no fundo; já nos limites das lágrimas perdidas de tantas e tantas mães que diariamente estão perdendo seus filhos envolvidos com todos os tipos de drogas; drogas que estão sendo adquiridas com os milhões de reais desviados das bolsas-esmolas, a maior compra de votos que já surgiu neste Brasil tão grande, tão amado e tão traído! Policiais militares estão aí, morrendo “feito moscas” e ninguém faz nada; ou melhor, só doloridas homenagens ao som de marchas fúnebres, e tudo sob os olhares perdidos dos amigos e familiares que ficaram ao desamparo!

E as Forças Armadas, hein, coronel? Não chegou a hora de uma nova “64”?  Que Deus nos livre e guarde! Graças ao meu bom Deus hoje estamos vacinados!  

Vocês se lembram da “Regra Três” do Toquinho e do Vinicius?   ... Tantas você fez; tantas humilhações nos fizeram; tanto abusaram da regra três “onde menos vale mais”, que hoje perdemos as esperanças, pois o  perdão também cansa de perdoar...

Mas não esqueçam deixar “a lâmpada acesa”

 Se algum dia a tristeza quiser entrar

 E uma bebida por perto

 Porque vocês podem estar certos que vão chorar...

(Em tempo: este ano não haverá Copa!)

Coronel Maciel.

 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Missão impossível!


Decolei do moderno “Kuala Lumpur Internacional Airport” (KLIA) no meu possante B-26 Invader, equipado com moderníssimas turbinas TRENT 1000 da “Rolls Royce”, para ajudar na busca do B777-200 ER da Malaysia  Airlines, perdido num canto qualquer nas ondas dos Mares do Sul. Voei, voei e voei.  Usei todos os padrões de busca que me foram ensinados: quadrado crescente, pente, e até o meu infalível “Zig-Zig-Zag”; mas tudo em vão; não avistei nem a alma do malaio!

Desisti da busca e fui fazer uma rápida “passagem baixa” pelos ares da Ucrânia, quando aproveitei para dar um alô ao louro, baixinho e invocado Vladimir Putin, o qual, em rápida entrevista usando “russo-português”, me disse que jamais vai arriar as calças para o negão dono das  américas e amigão do Lula Barack Obama, também dono da maior e mais possante Força Aérea do mundo, mas que não mete medo à ninguém, a não ser quando usando suas devastadoras ogivas nucleares, como fez com os pobres dos japoneses de Hiroshima e Nagasáqui. Fora isso, me disse o baixinho, a dengosa Águia Americana, com suas garras pintadas de “amarelo-cocô”, não mete medo a ninguém, nem mesmo ao barbudo Fidel Castro, de quem já levou tremenda e humilhante peia.

Voando em regime supersônico atravessei a Rússia e o enorme Oceano Pacífico, agora rumo ao Chile, onde assisti, perplexo e um tanto quanto inútil e revoltado, à posse da vermelhona Michelle Bachelet, que se fazia acompanhar da risonha-dentuça que se diz presidenta do Brasil Dilma Roussef. Senti falta do Nicolás Maduro que, apavorado e com medo de levar um pontapé na bunda dos estudantes venezuelanos, deu sua falta à triste solenidade.

Na volta, um pouco já cansado, triste e desiludido, pousei em Brasília, onde fui ao encontro do meu ex-aluno de voo, hoje eterno Comandante da nossa querida Força Aérea Brasileira, Brigadeiríssimo Saito, quando lhe fiz um relato de todos os minutos da minha longa missão. Missão mais que impossível!

Coronel Maciel.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Busca e Salvamento!


Nunca se pode impedir que a desgraça chegue! Terrorismo? Desintegrou-se? O que aconteceu com o B-777-200 da Malaysia Airlines, na minha duvidosa opinião, o melhor avião bimotor comercial do mundo! Duvidosa opinião porque nunca voei “avião desses ditos moderno”, a não ser talvez o C-130.  

Para os que morrem nada mais importa! Para os que ficam, sim! Dizem que os mortos sentem muita pena dos que por aqui ficam sofrendo mais um pouco... – Mas, como é bom sofrer!

Não são poucos os cadetes que pediram e ainda pedem desligamento, com medo de voar! Às vezes por desculpáveis temores dos pais. Conheci vários pilotos “antiaéreos”!  Eu -- estou dizendo, eu! -- sempre pensei assim:- - Avião não cai! – Avião é derrubado! Mais de noventa por cento dos acidentes aéreos, os culpados são os pilotos! Então, eu sempre me dizia:- - Tudo vai depender só de você! Quando se abraça o “perigo”, perde-se o medo.

A morte chega devagarinho, ou de supetão! Quantos são os que têm de pedir perdão aos filhos por terem demorado tanto a morrer? Sou contra a morte desses ricaços em UTI’s, a cinco, dez, quinze mil reais por dia.  Sou a favor da morte rodeada dos seus entes mais queridos; mas sou muito mais a favor da “eutanásia”, do que o prolongar de dolorosos sofrimentos, tanto dos que morrem, quanto os sofrimentos dos seus entes mais queridos. A desesperança para mim é melhor do que inúteis esperanças...

Participei de algumas buscas, tanto no mar, quanto em terra, quando voava C-130 do 1/6 GAV, em Recife. Buscas frenéticas, na esperança de Busca e Salvamento de vidas.  

Coronel Maciel.

sábado, 8 de março de 2014

Santas mulheres do mundo:-- Aquele Abraço!


Mulheres do mundo inteiro; mulheres de todos os mundos do mundo aqui vão os meus mais infinitos abraços!  Gorduchinhas, magrinhas, baixinhas ou gigantes, aqui vão os meus milhões de beijos e abraços! Para todas vocês! Vocês todas merecem!

 Gosto de mulher (no bom sentido!) assim como gosto de caminhar! É um dos meus maiores vícios. Já fui bebedor emérito. Campeão de todas as “51” do mundo! Eu, talvez até mais que o meu grande amigo, o grande Coronel Intendente “Corisco”, que hoje certamente traça taças e taças de vinhos dos deuses na companhia das mais lindas anjas e belas santas dos céus! Parei de beber, porque não sabia beber: entornava todas! Parei, mas não virei “crente”. Quem quiser parar, que pare. Não gosto de brincar com os amores de ninguém!

 Sou individualista até no caminhar; caminho sempre só e pelos mesmos caminhos de sempre. Caminhando assim evito as surpresas, as pedras, as topadas, as armadilhas dos caminhos; e são tantas as pedras dos caminhos... – Mas, ah!!! -- Quem me dera saber aos 16 anos quando ingressei na FAB pelos saudosos portões da EPC do Ar o saber que eu tenho hoje. Certamente chegaria onde muitos daqueles que cruzaram aqueles gloriosos portões chegaram: -- às estrelas!

 Não que eu hoje esteja arrependido. Deus me livre! Mas saberia me comportar melhor; saberia estar na hora certa no lugar certo; nunca ser sempre aquele que “poderia ter sido”. Frequentaria mais as “infinitas” reuniões sociais; os aniversários, as festas de fins de ano; enviaria sempre os “obrigatórios” cartões de natal e responderia aos recebidos. Procuraria saber os nomes das “digníssimas” das várias “autoridades” que cruzaram os meus caminhos. Enfim, saberia o “caminho das pedras”. Mas fui feliz, muito feliz mesmo, assim como fui e sou. Vivo minha vida. Muitos ficam velhos sem nunca terem vivido. Nunca aprenderam a viver. Nunca dormiram, com medo de sonhar...

 Graças a Deus, que foi quem realmente muito me ajudou, tive a sorte de nunca ter “arranhado” nenhum dos “meus aviões”; o mais leve toque; o mais leve “beliscão”. Nunca pousei sem trem, coisa que eu acho pior que perder “penalti”. Sempre os tratei com o maior dos meus carinhos. Algumas vezes eles me causaram surpresas; foram muitas as emergências durante as minhas mais de treze mil horas de voo. Aviões são parecidos com mulheres:- - Há que se ter muita classe, muito cuidado, muita “finesse”, ao se tratar com eles e com elas; “se não, se não”... rsrsr.

Coronel Maciel.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O famoso Beech-Mata-Sete.


Quem dos aqui mais antigos não voou o popular Beechcraft C-45? Aquele lindo avião americano, bimotor, monoplano de asa baixa, de construção metálica, para cinco passageiros e dois pilotos?  Seu projeto era bem convencional, exceto pela “deriva dupla”. Foi fabricado por mais de trinta anos, entre 1937 e 1970, atingindo mais de 9.000 unidades. Na FAB, por razões óbvias, ficou conhecido como “Beech Mata Sete”.

Eu e o Tomé Ribeiro Neto éramos dois orgulhosos tenentes- aviadores! Decolamos de Barbacena (BQ) para Congonhas. Após alguns minutos de voo, “monomotor”. Regressamos. Era um dia de sábado, e a missão tinha caráter “improrrogável”. Deveríamos transportar dois professores vindos da França, para uma conferência na Escola, para os alunos e vários convidados especiais. O próprio Brigadeiro seria tradutor. (O Camarão, além de Francês e outras línguas, falava e escrevia fluentemente o Grego).

Foi quando ele  me chamou e bem baixinho me disse assim:- --“Fura – Bolo”, era assim que ele carinhosamente me chamava, pois eu, modéstia à parte rsr, cumpria qualquer missão. “Bombardeio qualquer tempo”. -- Fura-Bolo, pegue o Regente e me traga eles aqui:- - Mensagem à Garcia, Brigadeiro? Ele me olhou, sorriu e confirmou com um sim, com aquela sua cabeça bem branquinha, como hoje é a minha.

Congonhas estava naquele “abre, não abre” para voo visual; operava "instrumentos".  O Regente, vocês conhecem, né?  Pois bem: Decolei e pousei em Congonhas, para surpresa e incredulidade geral da nação! Apareceu logo um oficial muito mais antigo que eu para me dizer o óbvio:- - que eu havia cometido uma grave infração e que por ordem superior eu estava impedido de decolar. Nestas alturas, com os franceses já a bordo, fiquei na dúvida até onde eu poderia avançar. E avancei, colocando no plano de voo “Operação Militar”.

Era o ano de 1967. A Revolução voava alto, distribuindo alegrias pelo Brasil inteiro!

Chegamos em Barbacena bem em cima da hora para o início da tal conferência, para alegria do Camarão. -- Missão cumprida, Brigadeiro! Mas... vem "bronca" por aí. Contei-lhe tudo. Ele sorrindo me despreocupou.

Nesse ínterim, eu fui transferido para Natal; e foi lá que eu recebi um "baita" de um "deveis informar". O Coronel Comandante da Base não aceitou minhas risíveis justificativas:- -"Teje preso"...

Eu estava escalado para uma missão com destino ao Rio, no dia seguinte. O Coronel, não autorizou; eu estava preso! E só depois muita conversa, ponderações, etecetera e coisa e tal  deixou-me ir, autorizando também um pouso rápido em BQ. Em lá chegando, após aquele famoso aperto de mão tipo “quebra dedos” e após me ouvir, disse sorrindo:- - Pode seguir tranquilo, Fura Bolo. Deixa comigo.

Chegando em Natal, o Coronel me olhou assim meio sem jeito, me  dizendo que estava “tudo resolvido”.

Grande Brigadeiro Camarão. Nunca me deixaria na mão.

... "Quantas saudades eu tenho da aurora da minha vida"...

 
Coronel Maciel.