domingo, 13 de dezembro de 2015

Há muito de poesia nas recordações dos velhos pilotos!

Ontem, naqueles velhos tempos da aviação romântica, realmente pilotávamos aviões.  Hoje os pilotos “monitoram” computadores de bordo. Estes, sim, são seus verdadeiros e “ilegítimos” pilotos. Antigamente havia de tudo nos “meus” aviões:- piloto, copiloto, mecânico, radiotelegrafista, navegador, artilheiro de cauda, de nariz, operador de radar, bombardeador, e até capelão! Era tanta gente a bordo daqueles aviões: -- B-17, B-26, B-29, o “Enola Gay” do coronel Paul Tibbets, o que lançou a bomba atômica sobre Hiroxima. Hoje, não; hoje os pilotos fazem tudo e de tudo. Estamos bem próximos do dia quando farão também o papel de comissários de bordo.
Quando “Tenente Novinho”, naqueles doces anos da juventude, eu passava horas, dias, meses, anos dando instrução de voo para os cadetes do “último ano”, na Academia da Força Aérea, em Pirassununga. Eram quatro, às vezes cinco duplos por dia: partida do motor, rolagem, decolagem; subida, manobras, acrobacias; voo de grupo, no dorso, mais acrobacias; descida para o pouso; pilofe! – “Não se esqueça de baixar o trem de pouso, cadete! -- Pousar sem trem é o mesmo que perder pênalti!” -- Ensinávamos e aprendíamos ao mesmo tempo; e o primeiro descuido podia ser o fatal! E aquele tenente novinho que voasse mais, recebia como prêmio pegar o “seu T-6”, e ir passar o fim de semana na sua cidade preferida: Belém; Natal...

Hoje estou aqui a lhes contar essas amenidades. Ora voando a favor, ora contra os ventos; ora olhando a lua, ora “namorando” as Plêiades, as Sete Irmãs da Constelação  “Touro”. Aldebarã, Belatrix; as Três Marias, no cinturão do Orion. Sirius, Canopus.  Mas como tudo aquilo me embriagava com sua beleza. Por alguns momentos esquecia-me de mim mesmo; esquecia até da minha própria vida; sentia-me livre, dissolvido no vento e nas frias águas das chuvas. Quantas vezes eu colocava a mão para fora da cabine, e os pingos mais pareciam alfinetadas. Recolhia um pouco daquelas águas geladas e passava no rosto, para espantar o sono. Sentia-me livre e além, muito além dos temores pequeninos e das mesquinhas ambições humanas. O “piloto automático” era as minhas mãos já cansadas, mas segurando firme o “manche” do meu sempre fiel amigo, o meu saudoso “NA T-6”.
Coronel Maciel.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Minha Homenagem aos Cem Anos do Frank Sinatra!

Afrodite: Deusa do Amor, rainha da sexualidade e da beleza na mitologia grega! Noronha: Ilha do Amor, afrodisíaca e de  belezas estonteantes!! Quando fui gozar as delícias da minha santa reserva remunerada, eu ainda não havia perdido o vício de voar. Voar, voar, voar, era um dos meus maiores vícios. Fui então voar num velho “Bandeirante”, ora transportando cartas, jornais, revistas, Sedex dos correios, nos trechos Natal/Recife/Natal; ora transportando turistas de Natal pra Noronha. A minha vida era um vidão!
Um belo dia, um belo dia sábado como este de hoje, era o meu dia de folga, quando fui “acionado” para transportar sete turistas Italianos que haviam fretado o avião. Eu me encontrava em plena praia, num velho calção de banho, ao lado de lagostas e camarões dourados, acompanhado de “louras geladíssimas”, quando toca o “celular”. Larguei tudo, e lá fui eu para o aeroporto cumprir com minhas obrigações.
 Na hora do embarque, inesperada surpresa: Sete lindas garotas, também “fretadas”, acompanhavam os alegres italianos. Bem baixinho, indaguei do despachante se o embarque das “meninas” estava previsto. Ele disse que não. Mas como o avião estava mesmo fretado, e as garotas eram as coisinhas mais lindas do mundo, autorizei “de imediato” o embarque.
Sempre gostei de tocar violão. Gosto daquelas inesquecíveis canções do “meu amigo Frank”; “New York, New York” é uma delas; outra: “My Way”. Gosto também daquelas bem antigas do Nelson Cavaquinho; do Lupicínio, etc. e coisa e tal. Não gosto nem amarrado de pagodeiras, mesmo esses pagodes metidos a românticos. Deus me livre!
Mas voltando ao assunto. Durante o voo, com o avião sobrevoando calmamente o topo das nuvens, me vem uma das meninas completamente “à vontade” e com aquele “perfume de mulher”, perguntar se elas poderiam fazer um desfile pelo corredor do Bandeirante. Ora, o corredor do Bandeirante vocês sabem o tamanho que ele é.  Aprovei também de imediato a grande ideia; mas nas seguintes condições: as meninas deveriam chegar bem perto das “manetes”, para que eu pudesse melhor avaliar seus dotes físicos, bem como o desempenho na passarela;  elas riram, concordaram, e iniciaram o desfile.  Beleza de desfile! Os italianos deliravam... Voavam...
Passamos uma noite e tanto em Noronha; arranjei logo um violão e nos divertimos muito. “Amore, amore”, cantavam os Italianos. -- New York, New York cantávamos nós. Nunca vi tantas latinhas de cerveja na minha vida. No auge da brincadeira, uma das meninas gritava alto em bom tom:- - Acaba agora não, mundo bom!!!  
Na volta, domingo de tardezinha, voando num topo bem definido, eu mostrava às meninas o sol se pondo lá na frente, dourando as nuvens, antes que a noite transformasse aquele "ouro azul" em "carvão".
Que tempo bom!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Não sei se falo, ou me calo.

Entre tapas e beijos, essa “fértil” união entre a Dilminha  Zika Vírus e o Michelzinho Treme-Treme, nos desvãos escuros do Palácio do Planalto, ainda vai dar muito o que falar.
Mais um fim de ano chegando, apressado, ligeiro.  Não sei, assim como Cecília, minha poeta preferida, não sabia, “se fico, ou se passo”.  Também não sei “se falo, ou me calo”, e fico, como Raulzito, meu artista preferido, deitado em minha rede branca e já um pouco envelhecida, com a boca escancarada esperando outro ano chegar, olhando passar, ligeiras, esgarçadas, transparentes, “por onde caminham os gênios”,  nuvens brancas  sopradas pelos  “ventos bravios dos mares de Natal”...

Coronel Maciel.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Volta, ou Revolta?

Quem for a favor da “Volta dos Militares”, permaneçam como estão. -- “Aprovado!” – Eis a voz de milhões de brasileirinhos que, como dizia o velho general Figueiredo, “um dia vocês vão sentir falta dos militares”.
 Militares nunca mais! – dizemos nós, velhos militares, que sacrificamos o melhor das nossas vidas e das vidas das nossas famílias para livrar o Brasil das garras comunistas, e hoje, nas mãos desses mesmos comunistas, somos acusados de assassinos, torturadores, e tantos outros adjetivos tão pouco qualificativos.  Chega de ser como aquela figura Bíblica que apanhava e dizia: -- “Pai, perdoai-os, pois eles não sabem o que fazem”.
Já falei mais de mil vezes que dona Dilma não cai. Hoje, deitado em minha rede e vendo ao longe uma “Esquadrilha de Tucanos” sobrevoando as ondas verdes dos mares de Natal, lembro-me dos meus velhos tempos quando também sobrevoava esses mesmos mares numa “Esquadrilha de B-26”.  Há muitos anos sem fazer “Ordem Unida”, hoje corro o risco de errar ao dizer que dona Dilma, nossa atual “Comandante-em Chefe”, (até quando?...) é quem pilota realmente “os nossos aviões”...
Coronel Maciel.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Princípio do fim?

Nessa atual “conjuntura”, ou “conjura”, quando as barragens estão prestes a se romper, o que realmente interessa aos perplexos brasileirinhos, e o que mais preocupa esta minha “acéfala cabeça” é saber de que lado ficarão os Generais, Brigadeiros e Almirantes (quem decide mesmo nestas horas “apocalípticas” são eles, os Generais...), os quais, um belo dia, juraram obedecer “as ordens das autoridades”: -- Colocarão  seus tanques, navios e aviões  no entorno do “Congresso Nacional” ou ,descumprindo ordens,  cercarão o “Palácio do Planalto”, dando início ao  “Princípio do Fim”? 
Coronel Maciel.  

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Generais Sentido!!! Calar Baionetas!!! Avançar!!!

Quem sou eu para falar mal dos “brasileirinhos”, se eu (nem todos, nem todos!) não passo de um coronel brasileirinho, desses bem sul-americanos, “sem amigos importantes e sem dinheiro nos Bancos”, que estão pensando que o Maduro, ou a “Cristina” perderam a luta. Ledo engano. Maduro acaba de bater palmas para a “Democracia Venezuelana”, mas ao mesmo tempo diz que, se necessário, fará outra revolução bem “pior” que esta Bolivariana, revolução de merda que perde eleições, ele diz com todas as raivas e pedras nas mãos! Que tal outra à moda Cubana e seus eternos “Paredóns”?  Assim como se enganam os que pensam que “a Dilma” está preocupada com o que possa de mal lhe acontecer. Ela sabe muito bem a força do seu eleitorado! Sabe a força das suas “Bolsas Esmolas”! Não vai entregar assim, sem mais nem menos, o ouro aos bandidos, como fizeram aqueles nossos velhos e ingênuos Generais,
Agora dão o “Toque de Avançar” aos nossos novos e nada ingênuos Generais, hoje sob o comando de um comunista tupiniquim cheio de malícias, para que entrem na luta contra o poderoso exército dos “Aedes Aegypti”, quando o mundo inteiro sabe que a única maneira de acabar com eles é aproveitar os horários nobres das televisões, inchados de novelas tão imbecis quanto imorais e popularescas, e mostrar, ensinar que, sem ajuda de todos nós, futuros brasileirinhos microcéfalos, é impossível vencer soldadinhos tão poderosos!
Voando do Sul, para o Norte do Equador: o negão Barack Obama, com medo de perder as eleições para a “Extrema Direita”, como está acontecendo agora na França, diz-se decidido a acabar com o “Estado Islâmico”, estacionado na Síria e ramificado pelo mundo inteiro: não vai conseguir. Também não sei, ou melhor, sei como botar “novamente” o Brasil nos trilhos... Mas isto, depois eu conto...
Coronel Maciel.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Zika Vírus.

Quem quer apostar comigo como não vai acontecer nada com dona Dilma, a ladra, apesar de ela afirmar que “não é”?  Dona Dilma Zika Vírus sabe muito bem que a oposição do PSDB do Aecinho do Pó e seus asseclas é tão ou mais podre e incompetente que os “competentes” aliados da nossa querida Comandante-em-Chefe.
Cunha, muito mais inteligente do que muita gente pensa, é aliado oculto da dona dos meus encantos. Também não cairá. O máximo que pode acontecer é ele renunciar e trazer de volta os milhões que ele sabiamente escondeu na Suíça, pois com essa famigerada lei que permite trazer de volta os “dólares”, produtos do crime organizado e remetidos para o exterior, bastando pagar 30% de Imposto de Renda, e toda roubalheira estará perdoada, devidamente lavada e sacramentada. Depois de alguns anos ele volta, para ser novamente deputado, ou senador, ou coisa melhor, à semelhança do que acontece com o Collor.
Lógico que as questões sociais vão piorar, e muito, no ano que vem, ano das famigeradas Olimpíadas, apesar do “perdão” dos 120 bilhões dado pelos malandros legisladores desse nosso corrupto Congresso Nacional. Mas, para conter os ânimos dos brasileirinhos babacas, as Forças Armadas, totalmente nas mãos de comunistas, será devidamente autorizada, à semelhança do que acontece hoje na Venezuela, a baixar o pau com força e sem vaselina no lombo “fedido e mal pago” dos pobres brasileirinhos. E o crime -- apesar dos “Sonhos de Uma Noite de Verão” da Ministra Cármen Lúcia -- vencerá!
Coronel Maciel.