quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O pingo da gota d'água.


Muito cuidado dona Dilma: -- Formiga que quer se perder cria asa. Corte enquanto pode as perigosas asas dessa tal Comissão da Verdade com todas suas mentiras!  Não sei o tamanho da vara da senhora; mas é muito, muito perigoso mexer leão com vara curta. Mostre sua brabeza com os fracos! -- Brabeza com os fortes é muito perigoso.


É muito fácil, muito fácil mesmo, minha querida presidente, colocar a culpa de tudo que acontece de errado neste hoje tão errado Brasil, nos militares. -- Nos “ditadores!”. -- Nos “gorilas de 64”! – Mas veja bem: -- Há mais de vinte anos estamos recolhidos nos quartéis, comendo o pão que o diabo amassou; de pires nas mãos! Fazendo das tripas coração! -- Lembre-se que a senhora é a nossa Comandante-em-Chefe! -- Chega de torturas! Chega de perseguições! – Hoje já perdemos quase tudo! Quase, pois ainda nos resta um pouco de coragem, de honra, de dignidade, de vergonha na cara!


Não somos assassinos não! -- Assassinos são esses que lhe acompanham e que deixaram centenas de famílias sem pais! Jovens sentinelas foram cruelmente assassinados nas guerrilhas urbanas, cujos delitos eram planejados, arquitetados, muito bem bolados por quem, hein dona Dilma? -- As Forças Armadas exigem respeito! -- Somos o braço forte e amigo de todos os brasileiros! -- Estamos cansados, putos da vida mesmo com tantas humilhações, tantas sacanagens! Cansados de sofrer humildemente as censuras dos encastelados no poder, incapazes de compreender, de refletir e avaliar corretamente o que nós fizemos num passado recente por este Brasil tão grande, tão amado e hoje tão traído!


Mergulhados na indiferença, no desânimo, assistimos o circo pegar fogo. Olhando de longe o Brasil mergulhando na guerra civil, na corrupção, nas drogas, no caos. -- Será preciso outra Revolução? -- Não! -- Lógico que não! -- Embora haja muita gente – muita gente mesmo cansada, de saco cheio de conviver com tanta esculhambação, tanta corrupção, tanta safadeza – achando que sim; achando que é preciso outra 64! -- Achando que revolução mesmo é com sangue! Muito sangue! Muitos “paredóns”, como fez Fidel Castro, a menina dos olhos dessas suas embriagadas e alegres esquerdas. E não fazer como fizemos naqueles idos, passando panos quentes nas bundas desses seus amigos terroristas que estão aí, ratos soltos na buraqueira, comendo o queijo e bebendo o leite dos nossos famintos brasileirinhos...


Cuidado, dona Dilma; muito cuidado com o pingo da gota d’água...


Coronel Maciel.


 


 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As Mentiras da Comissão da Verdade.


Resolvi criar um BLOG: é um pequenino grão de areia, um pequenino David contra Golias. A chamada liberdade de imprensa no mundo -- e principalmente no Brasil, hoje virado no diabo --, liberdade tão desejada quanto mais traída, deveria ter compromissos só com a verdade. Liberdade que costuma ser suprimida nos chamados regimes de força, como em Cuba; e certa liberdade, assim meio relativa nos regimes ditos “democráticos”.

Nesta falsa democracia que hoje sofremos no Brasil, jornais, revistas; a imprensa falada e escrita de um modo geral está censurada, ou, o que é pior, autocensurada, dominadas que estão por risíveis “intelectuais-comuno-petistas”. Impera na nossa imprensa bilionários interesses econômicos que não podem ser quebrados sob pena das empresas caírem na miséria; na bancarrota; falir. Há enormes pressões políticas, moralistas, religiosas, esportivas, artísticas etc., etc. e etc’s.

Resolvi criar um BLOG porque já não aguentava mais, depois de dedicar uma vida inteira aos serviços da pátria, para me defender das acusações de gorila, torturador e tantos outros adjetivos pouco qualificativos de que são vítimas, injustas vítimas, os militares brasileiros.

Resolvi também fazer uma assinatura do jornal “Folha de São Paulo”, mais para saber das severas arremetidas que este jornal costuma fazer contra as nossas desprotegidas Forças Armadas, do que pelos seus outros tópicos. Suas asas abrigam o Cony; o Heitor Cony de quem já lhes falei... É raro o dia em que a Folha não publica alguma das escandalosas mentiras da Comissão da Verdade. Assim: descoberta mais uma vala com ossos dos torturados pelos ditadores militares; descoberto o nome de não sei quantos outros torturadores, além dos já conhecidos; coisas assim. -- Ora porra: -- porque não publicam logo os nomes dos “torturadores”? -- Eu nunca -- nem eu nem a imensa maioria dos nossos militares – matamos, torturamos nem demos o mais leva beliscão nesses filhos das putas que tomaram conta do Brasil. Estes, sim! – estes assassinaram jovens sentinelas; sequestraram embaixadores; assaltaram bancos, roubando dólares para serem remetidos para os outros filhos das putas que foram se esconder no exterior; deixaram centenas de famílias sem pais, assassinados nas guerrilhas urbanas; e outras “cositas más”.

E os “torturadores” que essa tal comissão alega existir, na realidade deveriam ser tratados como heróis; verdadeiros heróis e não como torturadores!  Pois foram eles que se entregaram de corpo e alma em defesa do Brasil! Foram eles que evitaram dona Dilma de hoje estar comandando pelotões de fuzilamento por este imenso Brasil, Brasil que, não fossem eles, estaria transformado numa imensa Cuba! Eles só erraram, e muito, por não terem sabido fazer o serviço direito, deixando escapar todos esses ratinhos, ratinhas e ratões; esses gordos guabirus, que estão por aí comendo o queijo e bebendo do leite das nossas crianças. Podemos vê-los em todos os buracos e desvãos desse imenso Brasil.

Mas dona Dilma, risonha guerrilheira, pode me alegar: -- mas coronel, nos tempos da ditadura os generais também usavam e abusavam da imprensa; sim, dona Dilma: mas faziam propagandas verdadeiras e não propagandas enganosas, mentirosas; divulgavam as grandes obras que até hoje nos orgulham: os grandes aeroportos, hoje entregue às baratas; as grandes usinas hidroelétricas, a Embraer, a ponte Rio-Niterói; os conjuntos habitacionais, até hoje em perfeito estado de conservação; e tantas outras grandes obras que o Brasil inteiro conhece; e não essas obras do PAC, verdadeiras palhaçadas; essa tal “minha casa minha vida” tão logo habitadas, tão logo desabitadas, abandonadas; todas caindo aos pedaços! -- Quanta sacanagem; quanta propaganda enganosa; quanto desperdício do nosso dinheiro.

Mas é uma luta ingrata e desproporcional a nossa; enquanto as grandes verdades que publicamos em nossos “Blogs” são lidas, não por muitos, mas pelos melhores, a imprensa dominada, mentirosa é lida por milhões e milhões de brasileirinhos que não sabem distinguir fatos de opiniões; verdades de mentiras. Engolem tudo o que lhes põem na boca.

Mas podem me prender; podem me bater, podem me chamar de gorila, do que quiserem que não mudo de opinião: -- Começaria tudo outra vez! -- Uma vez militar, sempre militar! – Sempre honrando os compromissos jurados e assumidos! -- Sempre voando os mesmos aviões; os meus velhos -- quanto mais velhos quanto mais queridos -- aviões da minha querida Força Aérea Brasileira!

“Ad Summus”!

“Selva”!

“Macte animo! Generose puer; sic itur ad astra” !

Como veem, este velho Coronel-Aviador continua sendo o mesmo Cadete-Aviador vibrador de sempre!

Coronel Maciel.

 

 

 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pimenta no cu dos outros...


Pimenta no cu dos outros é refresco!  Coloquem-se no lugar dos pais, irmãos, avós, parentes do garoto boliviano que foi assassinado por um dos torcedores – torcedores, não! -- bandidos travestidos de torcedores -- para que os senhores possam imaginar seus sofrimentos. Da mesma, coloquem-se no lugar dos parentes dos inocentes passageiros e tripulantes que foram assassinados pelos “play-boys” americanos que pilotavam o Legacy que se chocou com a B737-800 da “Gol”, para  que possam imaginar seus eternos sofrimentos.  Para quem observa, para o espectador, qualquer suplício é perfeitamente suportável! -- Os que morrem param de sofrer; mas os que ficam continuarão por toda vida com seus mortos clamando por justiça!

Vizinho meu, peruano, conversando comigo sobre o caso, me diz: “Eh! – Boliviano non é de brincadera non”. E como exemplo basta lembrar que o índio de pele bem “vermelha” Evo Morales, amigão do Lula, ordenou a ocupação pelo Exército dos campos de produção de petróleo das empresas estrangeiras, entre elas a estatal brasileira Petrobras. Mas neste caso do assassinato do menor eu espero que ele bote mesmo pra quebrar! E que as autoridades policiais e judiciárias bolivianas não abram as pernas, como fizeram as autoridades brasileirinhas que deixaram escapar os dois filhos da puta que pilotavam o “Legacy” e que estão agora voando tranquilamente nos Estados Unidos, rindo dos sofrimentos dos que até hoje clamam sem esperanças por justiça!

Porra! Um cara que aponta uma arma -- sim, porque os foguetes que os torcedores brasileiros levaram para o estádio não eram armas de brinquedo – e dispara na direção da torcida, transformada pelas paixões do futebol em “torcida inimiga”, pra mim é um assassino! – Da mesma forma um piloto que desliga os equipamentos indispensáveis para fazer um voo seguro; voa na contramão, mantendo o mesmo nível do avião que está se aproximando frente a frente, numa velocidade que juntas dão mais de 1600 km/hora, pra mim é um assassino! Agora querer botar toda culpa nos controladores de voo, é muita sacanagem; é muita covardia.

Fui um dos primeiros a denunciar -- e queiram ou não queiram eu tenho algum conhecimento sobre aviação -- que foi erro dos pilotos da TAM, naquele triste caso em Congonhas; assim como foi erro dos pilotos no acidente com “Air France AF 447/Rio-Paris”, também fui um dos primeiros a denunciar o erro, ou melhor, o “crime” praticado pelos pilotos “play-boys”  americanos.

Agora, querer colocar um menor, como andam dizendo por aí, como o assassino do garoto boliviano, é quando eu peço a Deus para que na Bolívia um menor, com quase dezoito anos, não seja tratado como no Brasil, terra sem lei onde um menor quase maior pode matar, assassinar, estuprar, roubar, votar, fazer o que bem entender,   que não lhe  acontece nada; se assim for também na Bolívia, aí então eu tiro o meu time de campo.

Espero sinceramente que as autoridades bolivianas não se caguem de medo da aplicar rigorosamente suas leis, só porque estão pertinho do Brasil, um país enorme, um gigante,  mas que é igualzinho a  um boi que só puxa carroça porque não sabe a força que tem. Um país que abre as pernas para os americanos porque também não sabe a força que suas Forças Armadas têm! (Que Forças Armadas tão poderosas são essas, meu coronel?)

Coronel Maciel.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Repeteco! -- Bem mais apimentado!


Hoje eu acordei pensando se não teria sido um grande erro eu ter nascido militar. Se não teria sido bem melhor, muito melhor se eu tivesse seguido a lucrativa carreira de “terrorista”... -- Ah! -- Com certeza eu estaria hoje gozando as delícias de estar no topo da lista dos mais bem sucedidos na vida. De ser um “número um” neste Brasil, tão grande, tão amado, tão traído, tão cheio de teses, de  fezes... -- Não estaria sendo acusado de torturador, de boçal torturador, como estão ensinando nas escolas, onde estudam os nossos filhos. Sendo acusado em todos os lugares, por tantos falsos defensores de direitos humanos.

-- Ah se eu fosse um deles! -- Com certeza estaria chefiando alguma dessas Comissões de Desaparecidos Políticos. Chefiando algum Ministério. Estaria distribuindo polpudas indenizações a inocentes coitados, “brutalmente torturados pelos gorilões verde-oliva, nos ‘DOI-CODIS’ da vida”... Nos “porões da ditadura” como costumam nos ofender. Porões aonde na realidade só iam uns pobres coitados apavorados com a realidade nua e crua das guerras. -- Onde só iam pobres crianças arrependidas por terem sido manipuladas, traídas, seduzidas pelos líderes carismáticos muito bem treinados em Cuba. Porões aonde só iam ingênuos adolescentes criminosamente usados para “buchas de canhão” -- pois as esquerdas sempre precisaram de “mártires”, de estudantes mártires, úteis à propaganda das suas causas – Eram uns inocentes úteis, “enfants terribles” que não tinham consciências do que fosse uma condição de guerra, dos riscos pessoais que uma guerra acarreta. Viviam sonhos inocentes de adolescentes, entre nuvens de maconha, drogas marxistas, perfumados charutos cubanos. Amantes espirituais de Che-Guevara, eles viviam suas fantasiosas ações terroristas, bravuras inconseqüentes, sacrifícios heróicos, que logo se derretiam, desmoronavam-se ante o choque com a realidade inexorável das guerras; realidades que lhes eram sutilmente escondidas, por seus cruéis dominadores. Ensinados, doutrinados a serem guerrilheiros duros, mas somente quando na frente de civis fracos e desarmados. Ou de inocentes sentinelas...

Na verdade esses filhinhos de papai; esses filhos de putinhas nunca foram torturados naqueles lugares pejorativamente chamados de “porões da ditadura”. -- Era o medo; era o medo, sim! -- Era o medo que bastava para se “cagarem” e soltarem as línguas, dedurando pais, mães, irmãos, amigos, companheiros, namoradas; fornecendo nomes, apelidos, planos, tudo para livrarem a própria cara, como fez o Genoíno e tantos outros que andam por aí posando de “democratas”. -- Alguns, de perfil depressivo, arrependidos dos seus perjuros, praticavam o suicídio.  Os manipuladores; os autores intelectuais dos seus crimes gozavam as delícias de serem valentões sentadinhos nos “cafés de Paris”, ou bebendo vinhos chilenos, sempre a uma cuidadosa distância das ações e dos perigos.

Errei em ter nascido militar; deveria ter nascido um desses terroristas filhos das putas que nunca irão parar de mentir, denegrir, solapar as bases das nossas humilhadas, desprotegidas, mas sempre dignas Forças Armadas!

 
Coronel Maciel.                                                 

 

 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Crimes e castigos.


Em julho de 1957, ano que eu cursava o primeiro ano na querida Escola Preparatória de Cadetes do Ar, o padre Hosana de Siqueira Silva, vigário de Quipapá, lá no meu sertão Pernambucano, matou com três tiros, à queima roupa, o bispo de Garanhuns, Dom Expedito Lopes. Anos depois o padre Hosana -- preso numa cela especial, em Recife, lendo o seu breviário, batina branca surrada, semblante tranquilo -- foi entrevistado por um estudante de direito. Não vou agora cansar meus amados ouvintes transcrevendo a entrevista inteira; só as últimas frases, ditas com um ar de riso entre dentes: “Aquele bispo foi muito injusto comigo, é verdade. E balançando a cabeça, como que filosofando, terminou: -- Mas é verdade também que hoje ele está morto”.

Fiquei sabendo que anos depois o padre Hosana também foi assassinado. As causas do assassinato do bispo, pelo padre, foi um romance proibido vivido pelo padre com uma prima, a Maria José, que morava na casa paroquial, e que acabou ficando grávida, fato que provocou a suspensão das atividades sacerdotais do padre, pelo bispo. Ao tomar conhecimento da punição, Hosana dirigiu-se a Garanhuns e sacramentou o bispo.

Mas o que tem, ou por que esse velho coronel, acostumado a só pilotar velhos aviões, ficar agora dando “pitacos” em casos de crimes e castigos? – Sei muito bem que não deve ir o sapateiro além dos sapatos, e que política e religião são as paixões mais desafiantes da alma humana. Mas esse caso agora do ex-seminarista Gil Rugai, condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato do pai, e que, em vez de ir direto pra cadeia continuou em liberdade, me emputeceu! -- E ainda mais, protegido pelo nosso famoso STF, useiro e vezeiro em conceder “habeas corpus” pra bandidos! – Pode?

Quando eu era capitão-aviador, um tenente também aviador tirou um fino tão grosso, pilotando um T-6, que decepou as cabeças de três crianças que jogavam bola numa praia, aqui perto de Natal. Foi punido com dois anos menos alguns dias de prisão, o que lhe evitou ser alijado da FAB. Hoje ele é pastor de uma dessas igrejas evangélicas. Um outro deu um tão tremendo rasante -- este caso no Rio, também faz tempo -- decepando  “por una cabeça” que por sorte era  de um  cavalo. Estou só contando os milagres, me abstendo de contar o nome dos santos... Deixa pra lá...

No caso do ex-seminarista, o próprio promotor, avaliando o resultado do julgamento, disse que “no Brasil vale a pena matar!”. Ora se vale; e muito, digo eu! – É só ver o caso da risonha Dilma Rousseff, que fez coisas que até o diabo duvida e hoje é “presidenta” (presidente mesmo ela não é).

Por falar em presidência da república: ouvi dizer que o Collor de Melo está pensando seriamente em se candidatar. Faço então uma pergunta aos meus mais que amados ouvintes: no caso de uma final entre a guerrilheira e o Collor, você votaria em quem? – Não vale votar em branco, nem anular o voto.  -- Me respondam, por favor!!!!!

Coronel Maciel.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Velhos tempos que não voltam mais...


Quando leio nos jornais que essa tal Comissão da Verdade quer fazer revisão da história do Brasil durante o período da “ditadura militar”, nos livros didáticos usados nas nossas escolas militares, eu fico pensando: -- Puta merda! -- Por que eu fui seguir a carreira militar. Se eu tivesse seguido a “carreira terrorista” estaria hoje gozando as delícias de estar no topo da lista dos mais bem sucedidos na vida. De ser um “número um” neste Brasil, tão grande, tão amado, tão traído, tão cheio de teses e de fezes; tão fudido! -- Ah se eu fosse um deles! -- Pense, eu hoje chefiando alguma dessas Comissões de Desaparecidos Políticos! Pense, eu hoje chefiando algum Ministério, quem sabe Ministro da Defesa chefiando as Forças Armadas; ou então distribuindo polpudas indenizações a inocentes coitados, “brutalmente torturados pelos gorilões verde-oliva, nos DOI-CODIS da vida”... Nos “porões da ditadura” como costumam ofender a nós, velhos marinheiros, velhos infantes, velhos aviadores! Porões aonde na realidade só iam adolescentes arrependidos por terem sido manipuladas, traídos, seduzidos pelos líderes carismáticos muito bem treinados em Cuba. Porões aonde só iam ingênuos adolescentes criminosamente usados para “buchas de canhão”...

Errei em ter nascido militar; deveria ter nascido um desses terroristas que nunca irão parar de mentir, denegrir, solapar as bases das nossas pobres, desarmadas, desprotegidas, humilhadas, mas sempre dignas Forças “Amadas” do Brasil!

Mas como não adianta nada ficar chorando o leite derramado, acho bem melhor contar aos meus amados ouvintes coisas que eu mais gostava de fazer naqueles meus velhos tempos: voar, voar e voar...

Quando fui gozar as delícias da minha santa reserva remunerada, continuei voando num “poderoso” bimotor turbo hélice, mais conhecido como “Bandeirante”, pertencente a uma empresa de taxi aéreo. Ora transportando cartas, jornais, revistas, Sedex dos correios, nos trechos Natal/Recife/Natal; outras horas transportando turistas de Natal para Noronha. A minha vida era um vidão!

Um belo dia -- era um sábado, dia da nossa folga -- fui acionado para transportar sete turistas Italianos que haviam fretado o tal Bandeirante. Eu estava em plena praia, saboreando deliciosos camarões grelhados, acompanhado de “louras geladíssimas”. Mesmo assim, lá fui eu para o aeroporto cumprir com minhas obrigações...

Na hora do embarque, uma grande surpresa: sete lindíssimas garotas, também “fretadas”, os acompanhavam. Perguntei para o despachante se o embarque das “meninas” estava previsto. Ele disse que não. Mas como o avião estava mesmo fretado, e as garotas eram as coisinhas mais lindas do mundo, autorizei o embarque.

Sempre gostei de tocar violão; gosto de brincar de imitar “o meu grande amigo Frank Sinatra” interpretando “New York, New York”; “My Way”... Mas gosto muito também daquelas músicas do fabuloso Nelson Cavaquinho; do Lupicínio; só não gosto de pagodeiras, mesmo esses pagodes metidos a românticos...

Mas voltando ao assunto; durante o voo, (parece que voo não tem mais acento) com o avião nivelado, voando calmamente em cima das nuvens, quando vem uma das meninas, completamente “à vontade”, com aquele perfume de mulher, me perguntar se elas poderiam fazer um desfile pelo corredor do Bandeirante. Ora, o corredor do Bandeirante vocês sabem o tamanho que ele é... 

Aprovei de imediato a grande ideia; mas nas seguintes condições: desde que elas viessem até bem pertinho das manetes, para que eu pudesse avaliar melhor seus dotes físicos na passarela...  Elas riram e iniciaram o desfile... Beleza de desfile... Os italianos deliravam... Voavam...

Passamos uma noite e tanto em Noronha. Arranjei logo um violão e nos divertimos muito. “Amore, amore”, cantavam os Italianos. -- New York, New York, cantávamos todos nós! Nunca vi tantas latinhas de cerveja na minha vida.  

No regresso para Natal, domingo de tardezinha, voando num topo bem definido, mostrando lá longe o sol transformando seu ouro-azul em carvão, quando uma das meninas, gritando, exclamou: -- Acaba agora não, mundo bom!

Velhos tempos que não voltam mais...

Coronel Maciel.

 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Em mulher não se bate; se deixa...


Quantos e quantas trocam os efêmeros prazeres aqui na terra, pelos eternos prazeres nos céus? Passam suas vidas nos confessionários? Charles Baudelaire, um dos meus preferidos escritores da literatura mundial, era um feroz defensor da liberdade de costumes; ao ler “As flores do mal” percebemos logo que se trata de um livro autobiográfico; encontramos em cada uma das suas pecadoras linhas seu gosto pelos prazeres; pelos pecados; sua solidão na multidão; suas blasfêmias, paradoxos, sua impressionante lucidez (Raul Seixas aprendeu com ele?). Dizia Baudelaire: “Eu te amo, cidade maldita! As prostitutas e os perseguidos sabem proporcionar prazeres muito seus, que o vulgo jamais compreenderá!”

Por essas e outras Baudelaire foi perseguido pela extrema direita católica da França. Não conseguiu ingressar na famosíssima “Académie Française”, fundada por Richelieu, em 1635.  A nossa “Academia”, fundada pelo Machado de Assis, ficou também “famosíssima” depois que o inefável Zé Sarney, com seu “Marimbondo de Fogo”, apossou-se de uma das suas cadeiras, passando a tomar seu chá das cinco na companhia, entre outros grandes bebedores, do bom baiano João Ubaldo Ribeiro, um dos meus “imortais” preferidos. O seu “A casa dos Budas Ditosas”, que livro bom de ler! -- Budas ditosos, felizes, afortunados. Um livro cheio de pecados; mas pecados que sempre existiram e sempre existirão. Grande Ubaldo!

Se faço esse “arrodeio todo” é porque hoje, durante minhas longas caminhadas pelas ruas do meu bairro, ouvi de uma de duas “saradíssimas” garotas dizer, acompanhada da mais  gostosa gargalhada, que “amor de pica é o que fica”. -- Nada mais verdadeiro, disse-lhes eu também sorrindo, que ficaram surpresas, pois não imaginavam que sem querer eu as ouvia. Não eram daqui de Natal. Eram lindas turistas gaúchas. Acabamos conversando animadamente, enquanto caminhávamos. Eram duas amigas, como se diz, livres, ricas e desimpedidas. Conversa vai, conversa vem, chegamos ao caso do atleta amputado das pernas, lá na África do Sul. – Não sei o que houve, dizia uma delas, para esse filho da puta fazer o que fez; uma moça tão linda; só se foi muita cana, misturada com muita droga pesada; ou algum dito mal dito na hora do “vuqui-vuqui”, que fez o cara perder a cabeça. -- Eu que não queria transar, nem muito menos casar com um cara sem pernas; -- não hora H, minha filha, pernas também fazem falta, disse uma delas na maior das gargalhadas! -- O Roberto Carlos pelo menos tem uma, diziam na maior gozação.

 Meu pai sempre dizia, eu disse pra elas:- - Meu filho, em mulher não se bate, se deixa; e em homem que é homem não se bate; se mata... kkkkkkkkkkkkkkkk...

Vou ficando por aqui...

Coronel Maciel.