quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

HELICÓPTEROS, AVIÕES, BARRAGENS...


Barragens, Aviões, Helicópteros...
Existem muito mais coisas erradas, “voando” entre o céu e a terra, com as luzes de alarmes acesas, por cima desta imensa “barragem” que virou este nosso imenso Brasil, do que possa imaginar nossa vã filosofia, como diria aquele velho bardo inglês, depois que nós, militares da velha guarda, entregamos -- infantilmente para uns, e covardemente para outros -- o ouro aos bandidos. Ora, pergunto eu, foi um crime doloso ou culposo o nosso, se sabíamos, como dizia o “Figueiredo”, que os brasileirinhos iriam sentir, como estão sentindo, a nossa falta? Mas ora, coronel; a pressão foi muito forte; veio o “democrata” Jimmy Carter lá dos Estados Unidos; veio a nossa Santa e Amada Igreja Católica, representada pelos padres de passeatas; vieram os jornalistas, os “artistas”, os “intelectuais”, os “Guevaras”, os comunistas do mundo todo, e derrubaram tudo o que nós fizemos de bom pelo Brasil, durante aqueles rápidos e saudosos vinte anos. Hoje não são poucos os muitos de nós que somos surpreendidos com perguntas assim: -- Vô, você também foi um torturador? -- perguntas que lhes são ensinadas por tantos professores, mestres e doutores, especialistas em “Lavagem Cerebral” que “polulam” por aí, desde as mais remotas escolinhas lá nos distantes tapiris das serras, até as nossas mais caras e drogadas Universidades. São poucos os de nós que tem coragem de ensinar aos seus filhos e netos que nós não somos torturadores; torturadores são os que transformaram o Brasil nesta imensa barragem que “explodiu” levando tudo; levando todas as nossas, ou melhor, não as minhas, que já estou velho sem mais esperanças; mas as esperanças dos nossos filhos e netos que, com todas as pedras nas mãos, estão nos perguntando: -- Que merda de país é este que vocês nos deixaram?
Coronel Maciel.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

EM AVIAÇÃO ERRAR É DESUMANO!


Meu último pouso!
Em aviação, errar é “desumano”, e só o perfeito é aceitável! Então, amados ouvintes, como me foi possível, estar ainda vivo, eu, que me considero o mais “desumano” e o mais “imperfeito” dos pilotos do mundo? Ah, se fosse agora lhes contar todas as “leãozadas” que fiz durante minha longa trajetória existencial pelos ares do Brasil; eu, que sempre fui muito mais “Aviador” que “Oficial”; eu, que bati o “récorde” de voo monomotor nos meus corajosos e heroicos Dakotas C-47, mais de duas longas horas, sobrevoando o rio “Juruá”, depois que a tampa de um dos enormes cilindros do motor esquerdo voou, levando consigo parte da carenagem; quando o meu copiloto, coitado, um tenente novinho da reserva desmaiou, “pálido de espanto”, como nos versos do “Bilac”, dizendo que íamos morrer, o que fez “mecânico” correr e abrir sua malinha, retirar sua garrafa de “51”, sua inseparável companheira, e  olhando para mim, “decidiu”:-- Já que vamos morrer, não é, Capitão Maciel, dando  sua mais gostoso e risonha talagada! Tive que ri. Mas foi ele quem realmente me ajudou durante aquelas longas e inesquecíveis horas; e agora o mais “incrível” da história: após o pouso, feito na hora do lusco-fusco, em Eirunepê, uma verdadeira pérola nas margens do “Juruá”, fui carregado como herói pelos agora risonhos e alegres passageiros. Passaria a vida inteira contando “meus casos”; mas como o meu tempo é curto vou contar rapidamente meu último voo, voando num “Bandeirante” de uma pequena companhia de aviação, onde voei durante meus últimos anos; foi assim:  no bloqueio de João Pessoa, com o avião superlotado da carga, voando na direção de Natal, o motor esquerdo pegou fogo! Chovia muito; relâmpagos, trovões. Neste caso, também e felizmente, o meu copila desmaiou, dizendo que íamos morrer, o que me deixou, sozinho como eu gosto, para tomar minhas as decisões. Imaginei então um procedimento de descida em JP, cuja pista e direção dos ventos é igual a Natal; para encurtar a história: -- De repente, e não mais que de repente, dei de cara com o prolongamento da pista; eu mesmo baixei o trem e eu mesmo baixei os flaps, e fiz o meu mais maravilhoso e último pouso da minha vida. O copiloto, coitado, então me disse: -- Comandante, eu bem que mereço que o senhor me dê umas porradas; me desculpe. Rindo, nos abraçamos...
Coronel Maciel.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

DESCANSE EM PAZ!


Descanse em paz, Boechat.
Não é porque ele morreu que vou deixar de dizer o que eu sempre disse, como muitos babacas por aí estão deixando de dizer, que ele era comunista desde quando na barriga da sua mamãezinha, e, como todo “bom” comunista, não gosta de militar, principalmente se for militar brasileiro; e que ele tripudiava, pisava, nos cadáveres dos nossos velhos generais que, mortos, não “sabem” se defender; e que por agir assim chegou aos “píncaros da glória” nesta terra de jornalistas tupiniquins. Boechat ficou rico, riquíssimo, ganhava milhões de dólares, mas não gostava de usar helicópteros de companhias de “Táxi Aéreo”, preferindo usar outros meios bem mais baratos, esquecendo que o barato costuma pagar caro, como acaba de acontecer com um também “riquíssimo” jogador de futebol que caiu no canal da Mancha. Ninguém tinha coragem de dar merecidas palmadinhas na bundinha dele, quando dizia para o “Malafaia” ir procurar “rola”; ou quando dizia que a “Sheherazade” era uma “bosta”. Tem um ex comandante, aliás um ex aluno meu de voo,  endeusando o Boechat por ele ter tomado partido quando o enorme  avião VARIG “caiu”, levando na queda todos os coitados dos seus tripulantes, alguns deles preferindo o suicídio a sofrer tantas humilhações econômicas, esquecendo que esses mesmos  tripulantes -- nem todos, nem todos – transportavam, escondidos nos fundos das malas, “dólares” dos assaltos a bancos feitos pelos terroristas do bando da “Dilma”, facilitando a boa vida desses terroristas exilados na Europa; e quando esses mesmos terroristas  voltaram, anistiados, tomando conta do poder e do Brasil,  “cagaram mole” para os coitados; é assim mesmo, “quem ajuda terroristas acaba tomando no cu”. Pois é; o jornalista de coração de ferro; o perseguidor inexorável dos nossos velhos militares; o comunista ferino e ateu, está morto! Descanse em paz, Boechat.
Coronel Maciel.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

ROTINA MILITAR.


Uma vez o “Camarão”, era o ano de 1948, por falar fluentemente o inglês e o francês, foi “escalado” pela UNSCOB, um órgão ONU, para “Observador” numa “confusão” nas fronteiras Gregas com os países satélites comunistas; voltou quatro anos depois falando também fluentemente o grego. Uma vez o “Camarão” também me “escalou” para ir na casa de uma tradicional família mineira, onde um dos seus filhos, uma espécie de “ovelha negra”, havia, de revólver em punho, ameaçado a vida dos nossos alunos que se divertiam num também tradicional Clube de Barbacena. Era um domingo azul da cor do mar quando eu cheguei e pedi para falar o dono da casa, quando lhe falei da minha difícil missão, que era a de levar o “garoto” para ter uma “conversa” com o “Camarão”. Foi um verdadeiro vai, não vai, mas o menino acabou indo, depois que lhes fiz ver “um Cabo e um Soldado”, iguais àqueles do recente caso do “STF”; e que seria bom ele levar também alguns pertences, pois ele poderia passar uns dias na Escola, respondendo algumas “perguntas” de uma espécie de IPM, pois estávamos em plena “Ditadura”, naqueles bons tempos quando tudo de bom podia acontecer. Para encurtar o caso, pois o nosso tempo é curto, o menino passou uma semana vivendo conosco, muito bem alojado num quarto que servia para pernoite do “Oficial de Dia”, quando podia observar e comparar a rotina dos alunos, muito diferente da sua, em casa, na maior “Boa Vida”; os pais do menino também estavam autorizados a visitar o filho, na hora que quisessem. Terminado o “IPM”, entregamos o menino são e salvo, quando eu os acompanhei até o carro da família, quando a mãe me chamou para um “particular”, dizendo-se até agradecida, pois o “garoto” era um verdadeiro “demônio” dentro de casa, não obedecia a ninguém, e que ficou admirada como os nossos alunos, uma espécie de grande família com mais de nem sei quantas centenas de “filhos”, todos amados, perfilados, doutrinados, felizes, vivendo na mais rigorosa e saudável rotina militar.  
Coronel Maciel.
  

sábado, 9 de fevereiro de 2019

"NINHO DAS ÁGUIAS".


Diferente do “Ninho do Urubu”, “CTI” do Flamengo, é o “Ninho das Águias”, lá na Escola Preparatória de Cadetes do AR, em Barbacena, onde os pais enviam seus filhos de 15, 16 anos, na certeza de que, do soldado ao Brigadeiro Comandante, serão todos muito bem recebidos, muito bem alojados, muito bem treinados, ensinados, não para jogar futebol, mas para elevar mais alto a Bandeira do Brasil! Será que os pais e responsáveis pelos garotos que morreram queimados não sabiam do perigo que corriam, alojados em verdadeiras arapucas, tipo as “Câmeras de Gás” usadas pelos assassinos de Hitler para exterminar os judeus? Ou sabiam, mas, na esperança dos filhos se tornarem, em pouco tempo, riquíssimos “Neymares”, resolveram arriscar, e “perderam tudo”. Assim também, mesmo sabendo que o Brasil inteiro iria sentir nossa falta, os nossos velhos generais arriscaram tudo, entregando os inocentes brasileirinhos nas mãos de corruptos assassinos comunistas, quando também “perdemos tudo”. Só quem viveu naqueles bons tempos da “Ditadura”, sabe a diferença entre viver no céu, e viver no inferno. Naqueles bons tempos a gente podia dormir nu, de cu pra lua, todo ensaboado, relógio de ouro no pulso, num banco da praça, que ninguém encostava; hoje não; hoje a gente dorme todo trancado dentro de casa, e somos assaltados, levam tudo, e ainda por cima “comem” nossas mulheres e estupram nossas filhas; não era essa a “democracia” que vocês queriam?
Coronel Maciel.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

FACADA NA BARRIGA.


Há coisas de uns quinze anos, caminhando pelas ruas do meu bairro, senti uma espécie de “facada” na barriga; cheguei em casa, me deitei na rede, sempre na moita, na esperança de ser uma nuvem passageira, e rezando, logo eu que nunca rezo. Mas nada da porra da dor passar. Fui procurar socorro na minha querida Base Aérea; depois de muito me examinarem; os médicos olhando “significamente” uns para os outros, fui aconselhado a ir procurar socorro nos hospitais da FAB no RIO, pois achavam que o meu caso era grave; era câncer; e por aqui era morte certa. Agradeci ao Comandante do Esquadrão de Saúde, dizendo que eu preferia morrer por aqui mesmo, junto com os meus, dizendo que avião não cai; se o piloto for bom, avião não cai, querendo dizer que o médico operador sendo bom, o paciente “não morre”. Como eu não tinha nem um tostão furado, e a operação num hospital particular custava os olhos da cara, fui procurar abrigo no SUS, e me dei muito bem; fui operado, quando retiraram mais de um palmo do ramo ascendente do intestino grosso, e graças aos meus bons anjos da guarda que sempre rezam por mim, não era câncer, e, como vocês estão vendo, fiquei bonzinho. Mas para tanto segui rigorosamente os conselhos dos médicos do milagroso SUS; fiquei um tempão quieto, sete dias para ser mais preciso, tomando cavalares doses de penicilina nas veias; numa enfermaria no meio de vários pacientes pobrezinhos como eu; alguns até morreram durante aqueles dias, no Hospital do Câncer aqui de Natal. Faço esse arrodeio todo para vos dizer que eu acho que o nosso Bolsonaro, apesar de ter sido operado num dos melhores hospitais do mundo; e pelos também melhores “pilotos” do mundo, deveria ter também ficado quieto, convalescendo, sem ter ido para “Davos” e outros exageros, e hoje, coitado, está aí assustando a gente. Peço a Deus para que ele fique logo bom, pois andam dizendo por aí que o “Mourão”, como Vice, está marchando de passo errado, muito diferente daqueles tempos quando General na ativa. Não sei se vocês também estão marchando assim...
Coronel Maciel.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

DAVI ALCOLUMBRE!


Quando alguma coisa me diz para eu não fazer, aí mesmo é que eu faço! Por isso mesmo que fiz, e infelizmente não posso mais fazer, as maiores leãozadas do mundo; “furando bolo”; pilotando meus aviões; muito embora e graças aos meus zelosos Anjos da Guarda, nunca tenha, nem de leve, arranhado nenhum “dos meus aviões”! Nunca!  Um exemplo: neste caso da Katia Abreu, eu nunca teria tido a calma, a elegância, a coragem, o sangue frio, do nosso Davi; nunca; muito pelo contrário; teria lhe dado a maior “Dedada “ do mundo, pra ela deixar de ser galinha metida besta. kkk. Uma vez, eu era Major servindo em Belém, quando fui designado para dar minha opinião, imaginem só, logo eu, sobre o “Projeto Jari”, espetacular Projeto situado no Rio Jari, entre o meu Estadão do Pará e o agora Estadão do “Davi”, que o multibilionário americano, o Daniel Ludwig, investiu mais de 850 milhões de dólares, no maior dos seus sonhos.  Mas todo mundo foi contra, principalmente as sempre ignorantes esquerdas, e o grande sonho do Daniel acabou se transformado num grande pesadelo; eu fui lá, e sobrevoei durante várias horas, dias, no meu corajoso Dakota C-47, uma área do tamanho do Estado de Sergipe. Dei minha opinião, afirmando que “quem nos dera fazer centenas de Projetos como este por esta imensa Amazônia”. Mas preferiram fazer o contrário: hoje a Amazônia está se transformado num imenso deserto resultado das maiores queimadas criminosas. Outra coisa: quando o Sarney deixou a Presidência, ele estava tão desacreditado; tão “fedido”; tão na merda -- eu acho até que devido às pragas que lhe roguei por ele ter mandado me prender por 15 dias, sem fazer serviço -- que não seria eleito nem para síndico de prédio no interior do Maranhão; mas escroto e manhoso com é, transformou, sem nunca ter ido lá, o então Território Federal do Amapá em Estado, sendo eleito Senador, por várias vezes. Tentou agora eleger um dos seus “cupinchas” para senador mas perdeu para o nosso “Davi Alcolumbre”, hoje Presidente do Senado, para quem bato a minha maior continência e tiro o meu mais humilde chapéu!!!
Coronel Maciel.