sábado, 29 de junho de 2019

ANTIGOS TAIFEIROS DA FAB.



Estávamos no auge da “Ditadura”! E lembro como se fosse hoje cumprindo uma missão transportando o Ministro das Comunicações Higino Corsetti, numa longa viagem pelo interior do Norte/Nordeste, naquele grande esforço que todos nós fazíamos para melhorar as comunicações por este imenso Brasil, um Brasil que não “falava” com ninguém; nem o Norte com o Sul, nem o Este com Oeste. Acompanhava o Ministro sua digníssima, pois nos muitos municípios onde eram instaladas as torres e linhas de transmissões dos sinais, os Prefeitos também se faziam acompanhar das suas respectivas. Num dos nossos pernoites, foi em Fortaleza, ficamos sabendo pelo Ajudante de Ordens do Ministro que no dia seguinte o casal completaria 25 anos de casados. A missão era feita no popular Douglas C-47, vulgo Dakota, equipado com “confortáveis” poltronas; o meu “copila” era o nosso grande amigo, Tenente Alcântara. Bolamos então um “audacioso” plano que, se desse certo, nos renderia bons frutos. Mandei comprar 25 rosas vermelhas “gigantes” e fizemos um detalhado “briefing” antes da decolagem para Teresina. O Taifeiro de Bordo, além ótimo corneteiro e grande amigo nosso, era também um enorme e magro “criolão”, muito aprumado nos seus vinte palmos de altura e vestido à caráter, num impecável linho branco, muito orgulhoso da sua nobre profissão. Ele ficaria segurando as rosas; eu entregaria as “Vermelhonas” à distinta senhora, e o Alcântara faria o discurso.
Voávamos alto, sobrevoando o topo das nuvens, evitando as fortes turbulências. Acordamos o casal e, à francesa, ofereci as rosas vermelhas; foi quando ela quase chora de tanta surpresa e emoção! O Alcântara fez então um dos seus mais emocionantes discursos, contumaz que era “em faltas dessa natureza”. Pois bem; dali em diante demos adeus aos pernoites nos alojamentos dos nossos Destacamentos, passando a pernoitar nos melhores hotéis, comendo do bom e bebendo do melhor. Um dos pernoites foi na minha linda cidade morena Belém do Pará, exatamente no dia do Círio, com o casal apreciando procissão da sacada de um Hotel situado na Avenida Presidente Vargas. A grande procissão mais parecia imensa cobra humana se arrastando pelo chão. Durante vários anos, por ocasião das festas natalinas, recebíamos uma caixa de vinho de uma pequena fábrica que o Ministro possuía nos seus pampas gaúchos; e um cartão de boas festas assinado pelo simpático casal.
Era nos bons tempos da “Ditadura”...
Coronel Maciel.



sexta-feira, 28 de junho de 2019

VOANDO PRA KOBE.


Taifeiros de Bordo.
Um pai tem que ser muito esperto; muito esperto mesmo, para saber que tipo de filho ele tem em casa, manda me dizer o Spíndola, hoje tomando seu Tacacá,  no mercado das Docas do  “Veropeso”, lá no meu Belém do Pará; veja o caso desse grandíssimo filho duma égua, que acaba de esculhambar com a saúde e o bom, ou o mal nome de vocês; voando desde “2011” nas asas do mais cobiçado Grupo de Aviação do mundo; onde só vão os melhores pilotos e taifeiros do mundo; os mais isso e aquilo; os  de melhores “QI”; todos escolhidos a dedo; voando  para  Kobe e outros bichos; ganhando em dólares e outros eteceteras e coisa e tal, me faz uma “cagada” dessas; ora porra, coronel: esse cara bem merece ser  capado com gilete velha, e quem sabe até mesmo ser  “enrabado” pelos espanhóis, me diz ele dando a maior das gargalhadas; pois é, continua o Spíndola; quantos pais dão o maior murro do mundo para criar seus filhos, e no final vem um que põe tudo a perder; e no final ainda culpa o pai pelos seus desenganos; ora porra, me diz ele:  isto acontece nas melhores famílias do mundo, e desde quando o mundo é mundo; e nunca vai mudar; é como aquela Deusa dos tempos mitológicos que dizia: -- Vejo o bem; aprovo o bem, e sigo o mal. 
Coronel Maciel. 


quinta-feira, 27 de junho de 2019

GTE ou GTD?


GTD; Grupo de Transporte de Drogas?
Coitadinha da sua querida Força Aérea, manda me dizer o Spíndola, quando ficou sabendo que o Sargento Manoel, “Mula qualificado”, nas palavras do Mourão, de há muito vem voando nas asas dos lindos jatinhos do “GTE”, e que já fez não sei quantas viagens ao lado da Dilma, “a PresidentA” , durante os inúmeros passeios que ela gostava de fazer ao redor do mundo; quando então -- “especula” o Spíndola -- ela aproveitava para levar na mala os bilhões de dólares que ela ia distribuindo pelos seus amigos ditadores comunistas pelas Áfricas e Américas Latrinas; e ele aproveitando para   transportar suas cocaínas, como acaba de ser surpreendido agora  lá na Espanha; acho melhor ele ficar preso o resto da vida lá em Sevilha, deve estar pensando a sua querida amiguinha Dilma Pasadina, pois “Arquivo vivo”, se abrir o Bico e denunciar toda rede que ele, e quem sabe, muitos dos seus amigos na FAB, será devidamente “queimado”; senão ele, algum dos seus familiares mais queridos, pois, nessa grande máfia internacional das drogas, quem está fora não entra, e quem está dentro não sai; ou melhor, só sai morto...
Coronel Maciel.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

EMBRIAGUEM-SE!


Embriague-se! Embriague-se sempre!
Era o que sempre me dizia “o meu grande amigo e guru”, o Charles Baudelaire: -- Se não quiseres sentir o peso do tempo que te embrutece; que te esmaga; que te mata; que te humilha; embriague-se, Coronel, com vinho, com poesias, com virtudes; com mulheres; como queiras e com o que quiseres. – Um militar da FAB; se não me engano, um Taifeiro, uma espécie de Comissário de Bordo, na verdade uma “Mula Qualificada”, da Tripulação um avião que fazia parte da Comitiva Presidencial do GTE, rumo ao Japão. GTE, Grupo de Transporte Especial; uma das maiores bocas ricas do mundo; onde só voam os melhores; os escolhidos a dedo; voando para os melhores lugares do mundo; foi preso, lá em Sevilha, transportando cocaína; que puta vergonha, meu Deus.  Um Hércules C-130 da minha querida Força Aérea Brasileira, tempos atrás, (1999) também foi flagrado transportando cocaína para Europa. O avião, pertencente ao Primeiro Grupo de Transportes sediado na Base Aérea do Galeão, havia decolado de Recife, para um pouso intermediário em Las Palmas, quando recebeu ordens para regressar. Imagino “o frio no fiofó” que sentiram os pilotos com essa inesperada ordem; e fico a imaginar que, caso todos da tripulação estivessem envolvidos na perigosa “manobra”, poderiam ter alijado a fatídica carga no mar, para drogar alegres tubarões. Não sei onde estão, o que fazem, nem o que estão pensando agora os pilotos do C-130 que transportavam, “sem saber”, disseram eles, cocaína para Europa. Meu filho, dizia minha saudosa vovozinha: -- Nunca se meta em fria...
Coronel Maciel.



QUE MERDA!


Que merda de país é esse?
Assim como a torcida em peso que lotava o Maracanã durante a abertura da Copa do Mundo de 2014 mandou a Dilma “Tomar no Cu”; assim também o João Figueiredo mandou João Havelange enfiar no cu a “Copa”, quando este, mui sutilmente, ofereceu para o Brasil sediar, dizendo-lhe assim: -- Você conhece alguma favela do Rio? Você já viu a seca do Nordeste? E você acha que eu vou ficar gastando dinheiro com Estádios de Futebol? -- Mas de nada adiantou; o Brasil continuou sediando corruptas Olimpíadas; sediando Copas, construindo Estádios de Futebol que hoje não passam de ”Elefantes Brancos”, onde foram gastos na corrupção bilhões do nosso suado dinheirinho. Assim também alguém mais responsável devia mandar tomar no cu todos esses que querem construir no Rio essas caríssimas pistas de corrida de caríssimos F1, brinquedinhos de países ricos. Ora porra, digo eu; já não temos uma merda dessas em São Paulo, cujos dirigentes querem continuar com a brincadeira, como esse tal de Bruno Covas, ridículo cabeça de pica, netinho querido de um outro grande filho da puta, o finado Mário Covas, um dos que mais ajudou o Brasil a se enterrar na lama da corrupção, hoje cheio de Dengues e outros bichos, e no maior dos desempregos; um Brasil tão grande tão amado e tão traído, hoje enfiado na maior merda; e que merda de país é este que vocês nos deixaram, dirão nossos filhos e netos, com todas as pedras nas mãos...  
Coronel Maciel. 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

VIVER É MUITO PERIGOSO.


Viver é muito perigoso.
Já dizia o Guimarães Rosa. O dono de uma grande montadora de motos no Japão dizia que jamais daria de presente uma moto para um dos seus filhos; daria um avião; é muito mais seguro! Acho que também é arriscar demais o Hulk, riquíssimo, deixar seu menino de onze anos brincar de “wakeboard”; que nome; quantas dessas nossas criancinhas deixaram de ser hoje pobres, mas ricos “Tenentes Aviadores”, só porque meteram medo nas suas cabecinhas, dizendo que voar é muito perigoso; ora, digo eu, como dizia o nosso Guimarães: muito mais perigoso é viver. E eles ainda me “berram”: -- Quantos amigos seus perderam a vida num segundo descuidado, pilotando seus inocentes aviões? Quantos? Eu dei sorte? “Dar sorte” nos casamentos, é questão de sorte? Muita sorte mesmo dei eu que, desde quando criancinha, empinando papagaios na rua lá de casa em Belém, rua que era a “Reta Final Curta” para pousos dos aviões no Aeroporto internacional da Val-de-Cans, quando eu ficava olhando aqueles “enormes” aviões da época passando tão baixos, quase roçando as linhas “enceradas” dos nossos papagaios, com seus trens e flaps baixados, e eu ficava olhando, rindo e dizendo:-- Um dia eu ainda vou pilotar um “papagaio” desses... Não deu outra; com 16 anos entrei na EPC do AR, em Barbacena, e hoje estou aqui, contando historinhas pra vocês,  relembrando os meus lindos “papagaios”, os quais, e não sei bem porque; se porque eu sempre os tratei com muito amor e carinho, eles nunca me “derrubaram”; e poder dizer, como acabo de dizer agora:-- Começaria tudo outra vez, se possível fosse, meu amor...
Coronel Maciel.

domingo, 23 de junho de 2019

NA RESERVA, MAS VOANDO!


Pois é; depois que consegui fazer tudo novamente; com meu PLA no bolso, fui voar num Bandeirante de uma Companhia de Táxi Aéreo de Fortaleza; decolava de Natal todos os dias, de tardezinha, abarrotado de SEDEX; pernoitava num bom Hotel em Recife, que vidão, meu Deus; decolava de Recife para Natal superlotado de Jornais, Revistas, e tantas outras  coisas, que não dava nem para respirar direito, de tão pesado que a garça ficava; logo em seguida decolava para Noronha, agora abarrotado das mais lindas e branquíssimas turistas paulistas; voltava para Natal, abarrotado delas, agora mais vermelhas que lagostas fritas; e assim se passaram alguns anos. Um belo dia, era um sábado, a nossa folga começava após o meio dia, foi quando, já tomado de algumas geladas, fui  acionado para fazer um extra para Noronha, levando sete turistas italianos; fui correndo para o Aeroporto, e qual a minha surpresa quando a despachante me informa que os italianos estavam acompanhados de sete menininhas dessas bem inocentezinhas aqui de Natal, todas já  vestidas  à caráter, com suas sunguinhas bem apertadinhas, e se eu autorizava o embarque, já que elas não constavam no contrato; ora, se o avião estava mesmo fretado, autorizei de imediato o embarque; estabilizado o avião, uma das meninas, a mais sapeca, e já quase nua, veio me perguntar se eu autorizava que elas fizessem um “desfile de modas” pelo pequeno e apertado corredor do meu pobre Bandeirante; autorizei na hora, desde que elas viessem até bem perto das manetes, para melhor olhar o panorama da janelinha; elas riram e começaram o desfile; foi paidégua mano! os italianos deliravam; no pernoite, fui convidado para uma festinha na beira da praia, regada com não sei quantas latinhas de cerveja, enquanto eu, com um violão que me arranjaram, cantava com os italianos,  pois as meninas não sabiam cantar bem em inglês, aquela musiquinha  que o Sinatra gostava de cantar  “New York - New York” ; que pernoite; na volta, domingo de tardezinha, fui voando e mostrando para as meninas Natal se aproximando, e o céu transformando seu “ouro azul, em carvão”...
Coronel Maciel.