quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

CAIXA PRETA.


Dizia minha vovozinha que é possível se enganar a todos durante um certo tempo; alguns, durante o tempo todo; mas nunca enganar a todos durante o tempo todo; ela também me dizia que esse tal “garoto” do BNDES é capaz de enganar até o Bolsonaro, coitado, que até hoje não sabe quem são os autores intelectuais da facada; e que, como valoroso Capitão do Exército, afeito mais à marchas e contramarchas, e não às manobras e sutilezas de  “questões contábeis”, se torna alvo fácil de ser derrubado pelo tal “garoto”, o qual parece ser tão “sabidinho” que é capaz de enganar até São Pedro, com alguns milhões de dólares, e adentrar no céu: --  Mas Deus está vendo tudo! A mim, ele não me engana; nem a mim, nem a nós, velhos pilotos da FAB, acostumados que somos a desvendar segredos de “Caixas Pretas” de Acidentes Aeronáuticos; chega de safadezas com o nosso dinheiro; o que nós queremos saber não é só as roubalheiras com essa tal de JBS; queremos saber é quando  vão nos devolver os bilhões e bilhões  de dólares “emprestados” para ditadores comunistas da América Latina e da África;  empréstimos feitos  a “fundo perdido” , “bolados”  nos desvãos escuros do BNDES, nos tempos do Lula e da Dilma, bandidos acostumados a transportar o equivalente ao peso dos dois em  cocaína, nas viagens que faziam pelos quatro cantos do mundo.
Coronel Maciel.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

VELHOS TEMPOS.


Saudades daqueles nossos velhos tempos.
Aquele verdadeiro sufoco que passei, e que ontem eu lhes contei, mas só pela metade, deixando muita gente curiosa de saber mais alguns detalhes, foi um voo muito; mas muito diferente do realizado pelo “Jatinho do GTE” de Davos para Nova Délhi, sobrevoando aqueles lindos Alpes Suíços; o meu foi feito num velho, mas heroico Dakota C-47, sobrevoando o majestoso “Inferno Verde”, onde encontramos milhares e milhares de Seringueiras gigantescas; bem como Castanheiras maiores ainda; e povoado dos mais exóticos, venenosos, gulosos e estranhos  animais; razão pela qual, voando monomotor, eu assim me dizia: se o outro motor ”pifar”, eu me jogo no leito do Rio, feito uma  “Catalina”.  O Rio Juruá é cheio das mais sinuosas curvas; as “pessoas a bordo” não eram das mais “altas autoridades”; eram bem baixas: desde macacos, papagaios, araras e tartarugas; assim como freiras, padres, caboclos e índios. Decolamos de Carauari debaixo do maior “toró”: chuvas, relâmpagos e trovoadas; as freirinhas rezando com seus tercinhos nas mãos; nariz pra cima, subimos para o “topo”, quando quase no meio do caminho ouvimos aquele barulhão; era a cabeça do cilindro que “voava“, e o pior, os passageiros apavorados correram perigosamente pra cauda do avião; e foi quando o meu copila, graças a Deus, amarelou e apagou, deixando tudo na minha mão e da maneira que eu gosto: livre para minhas decisões; encurtando o caso; voamos duas horas monomotor, e quando pousamos em Eirunepê, já no lusco-fusco; com o pequeno aeroporto lotado de parentes das “vítimas”, fui carregado pela pista, considerado um verdadeiro e heroico Capitão!  Fim de papo...
Coronel Maciel.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

COISAS DA NOSSA VIDA.



A morte do “Kobe Bryant”, de quem eu nunca tinha ouvido falar, apesar de hoje eu gostar muito mais de assistir partidas de Basket profissional dos americanos, do que esse nosso já manjado futebol, que eu acho a mesma pelada de sempre; os mesmos “pernas de pau”, com esse tal de impedimento, que só faz atrapalhar, fazendo que muitas partidas terminem num irritante zero a zero; tão diferente das cestas espetaculares do Basket americano. Mas como ia dizendo, a morte do Kobe me fez lembrar a morte do Kennedy; no dia em que ele morreu, me lembro como se fosse hoje, eu, Aspirante-Aviador, estava voando o meu primeiro “voo solo” no B-26, ao lado do “Jorginho”, quando a Torre Natal nos chama informando que Kennedy acabava de ser morto, em “Ballas”, no Texas. Eu acho que hoje morre-se muito menos que nos nossos tempos de Cadete, com os aviões movidos a “Piston”, como os saudosos T-6; só sei que voávamos muito mais; e como não havia radares nos “olhando”, os voos e acrobacias rasantes se multiplicavam; daí o grande número de acidentes fatais, eu acho. Eu nunca tive medo de morrer pilotando meus aviões; e olha que eu era “expert” em voos rasantes; quantas e quantas vezes eu vinha de T-6 em voo rasante do Rio até Natal, roçando as areias das praias; já bati o “recorde” de voo monomotor  pilotando um “Dakota” no trecho “Carauari – Eirunepê”; foram duas horas sobrevoando o Rio Juruá, se não me engano o mais tortuoso do mundo; o meu copila, coitado, Tenente novinho na  sua  primeira viagem no Douglas, amarelou e apagou, quando viu o motor pegando fogo, após a cabeça de um dos cilindros “voar”, fazendo o maior buraco na carenagem; quem realmente me ajudou foi o mecânico, que, ao ouvir o Tenente dizer que “íamos morrer”, correu, abriu sua maletinha e deu a maior talagada na sua caninha preferida, criando, assim,  muita coragem; eu quase que também dei uma,  mas a custo me controlei; só fui fazê-lo no jantar que nos foi oferecido pelo prefeito da cidade, pois toda sua família que  estava a bordo, foi salva, graças ao meu corajoso Dakota C-47, Olímpico Recordista. Poderia me alongar, mas minha autonomia é curta...
Coronel Maciel.

domingo, 26 de janeiro de 2020

ASSALTOS A MÃOS ARMADAS.


Você também já foi assaltado?
Todo mundo me dizendo que soldado PM não é para ficar “filosofando” se deve ou não salvar a vida de assaltantes, sejam eles “di menor” ou “di maior”, quando nas mãos da “sociedade enfurecida”.  Assim como ninguém pode afirmar se o Brasil seria outro, quem sabe “Primeiro Mundo”, se ainda em mãos militares, e hoje não estaríamos sendo humilhados e ofendidos quando o Governo Americano nos mandam de volta, em aviões fretados, os brasileirinhos que correram para lá, em busca de “tempos perdidos”. Não sei.  Só sei que deve ser muito difícil para um soldadinho PM, muitas vezes morando na mesma “comunidade” onde moram os assaltantes, muitas deles amigos de infância, em busca de “dias melhores”, assaltando outros “pobres” coitados no meio das nossas ruas. Você também já foi assaltado?  Também não é mais para este velho Coronel, que ainda hoje, mesmo sabendo ser “inútil na paz e incapaz para guerras”, não se cansa de ficar filosofando asneiras, sabendo que, quando éramos capazes, não soubemos ser capazes, e entregamos, dizem que covardemente, nas mãos de vis assaltantes, ouro dos nossos filhos.
Coronel Maciel.

OFENDIDOS E HUMILHADOS.


Humilhados e Ofendidos.
Muita gente boa por aí achando que nossas Escolas Militares não fabricam mais Generais como antigamente; “Generais” tipo aqueles de 64.  Ontem, sem querer, fiquei ouvindo dois soldados PM que estavam sendo criticados por deixar que dois menores, coitadinhos, delinquentes que acabavam de assaltar uma senhora, levando a sua bolsa e quase levando sua vida, e que estavam sendo devidamente “linchados” pela população revoltada e já cansada de só clamar por “justiça”. Ora, dizia um deles, esse negócio de prender menor só da zebra: eles nos marcam e amanhã, sabendo que estarão novamente nas ruas praticando os mesmos crimes, acabam “nos linchando” ou mesmo assassinando algum dos nossos entes mais queridos. Hoje, pelos menos aqui em Natal, não se pode mais divulgar fotos de assaltantes nos programas policiais nas TV’s, mesmo que tenham sido filmados pelas câmeras instaladas justamente para flagrar assaltantes; hoje publicar essas fotos é considerado crime! Por mais que eu me esforce, não consigo entender esses nossos legisladores, regiamente “pagos” para defender menores abandonados e sem colarinhos, como para defender “maiores abandonados”, ricos “de colarinhos brancos”, como muitos “Governadores” por aí; ora, como bem diria minha vovozinha, como querer que novíssimos e estudados Generais caiam na mesma “fria” que caíram aqueles velhos Generais. Nadar, voar, marchar para acabar morrendo pobres, humilhados e ofendidos, na esperança de alguma “Boca Rica” quando passam pra Reserva Muito Mal Remunerada?
Coronel Maciel.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

O PILOTO QUE O BRASIL PRECISA.


Qual o melhor “Piloto” para o Brasil?
Andam dizendo por aí que o “Mourão” seria o melhor “piloto” que o Avião Brasil precisa. Não sei. Minha vovozinha duvida e vai além, quando diz que, passada a saudosa onda do “Cabo e do Soldado” para fechar esse tal STF, que ela também acha que só faz atrapalhar, só mesmo uma onda muito maior, quem sabe um bom Tsunami, para “fechar” o que ainda resta do Brasil. Qual o milagre que fez Cuba até hoje mandar e desmandar na América Latrina? Dizem que bastou o Che-Guevara comandar o fuzilamento, numa única madrugada, de seiscentos cubanos, para até hoje, com os “Paredóns” sempre atentos, ninguém no mundo ter coragem de falar mal da eterna ditadura Cubana, mesmo depois de morto o assassino Fidel Castro. Ora, adianta a minha querida vovozinha, bastava também, numa única madrugada, um Cabo Velho, um desses que dedicam suas vidas inteiras dando sangue, suor e lágrimas pela Pátria Amada Brasil, e no final morrer de fome com seus filhos e netos, e sem ter nem onde morar; bastava um só para “fuzilar” uns seiscentos bandidos tipo Tofolis, Maias; Mendes, e todos esses FDP’s que se acham os donos do Brasil. Então, assim como Cuba, o mundo inteirinho; do Papa ao Trump e outros bichos por aí, se cagariam, ou melhor, se mijariam de medo do Brasil. 
Coronel Maciel.  

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

TOFOLI, MAIA, MARIELLE, E OUTROS...


Tofoli, Maia, Marielle, Alcalumbre e outros bichos.
 Nossa; nunca pensei que fôssemos tão bons assim nadando no mar de lama da corrupção; só mesmo com a volta daqueles velhos Generais tipo Castelo Branco, poderemos nos salvar.  Hoje, com o comunista Tofoli mandando no podre STF; com Maia, o chileno, na “Câmara” hoje, como sempre, mais baixa que “poleiro” de pato; com o Alcalumbre, o judeu errante no Senado, o Brasil só tende a mergulhar cada vez mais neste podre “Mar de lama”. Outra coisa: esse caso “Marielle”, coitadinha, que foi eleita vereadora ajudada por uma dessas facções criminosas que pululam na “Maravilhosa”, mas depois de eleita, “vacilou” e, como essas facções não aceitam traições, foi devidamente “justiçada”; ora, os assassinos sabem muito bem quem são os “mandantes”, mas sabem também que não podem vacilar, se não serão também “justiçados”; não só eles como seus entes mais queridos; sendo assim  jamais saberemos a verdade verdadeira; assim como o Bolsonaro, coitado, mesmo com toda força que parece ter, jamais saberá quem são os mandantes “da facada”; a não ser que bote mesmo pra quebrar. É o Avião Brasil, com as hélices embandeiradas, voando rumo ao desconhecido. Enquanto isso, os Generais, gatos escaldados com medo de água fria, estão dentro dos seus tanques navios e aviões, assistindo de longe o circo pegar fogo. Até quando é que não sei. Mas, como bem dizia o Nelson Cavaquinho, o Sol há de brilhar mais uma vez...
Coronel Maciel.