domingo, 30 de dezembro de 2018

TÁ CHEGANDO A HORA!


Quem tem cu tem medo; já dizia uma certa Madre Superiora desses não sei quantos mil conventos existentes por aí, cheios de virgens cabaçudas, sem saberem, coitadinhas delas, como me dizia om “caboco” conhecido meu lá das beiras dos igarapés do meu Estadão do Pará, que meninas que se suicidam ou morrem virgens vão direto pros infernos! Credo! É o caso do Temer, o qual, com medo de decolar do Jaburu e voar direto pra Papuda; ou quem sabe, para se livrar, conseguir com o Bolsonaro uma Embaixada qualquer dessas inúteis que só fazem coçar o saco nessas infinitas ilhotas da Indonésia, ou Polinésia, resolveu, nesses seus últimos suspiros de uma tarde que morre, desistir de liberar não sei quantos mil bandidos por aí. Só quem já foi assaltado como eu já fui, com um tresoitão apontado para os meus idosos cabelos brancos, sabe a puta de uma raiva que eu tenho de assaltantes; e tanto faz se assaltantes de “colarinho branco” ou nu da cintura pra baixo. Outra coisa: eu quero que se phodam todos esses comunistas do Brasil e do mundo, sejam eles do PSOL, do PT, da GLOBO, da França do babaca do   Macron; de todos esses filhos de umas éguas que não se conformam com a vitória do Bolsonaro. Quem for podre que se quebre; que tem raiva do Bolsonaro que enfie o dedão no cu e rasgue; ora porra!
Coronel Maciel.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

ROUXINÓIS DO RIO NEGRO.


Quantas e quantas vezes, mecânicos, rádios telegrafistas, pilotos, todos nós, tripulantes dos aviões do Primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo sediados na inesquecível Base Aérea de Belém, já pernoitamos nas antigas missões dos padres “Salesianos”, ao longo do majestoso Rio Negro. Naqueles velhos tempos havia o trinômio FAB – MISSIONÁRIOS -- ÍNDIOS. Hoje nem sei se essas missões ainda existem. O trinômio, não mais; por isso que não me canso de dizer: -- Visitem a Amazônia, enquanto ainda é nossa! Após o café da manhã, antes de partir, o comandante do avião era solicitado pela Madre Superiora a escrever alguma coisa sobre aquele pernoite; um agradecimento qualquer pela simples, mas sempre amiga acolhida; uma simples mensagem; qualquer coisa assim. Lembro-me daquele dia que pernoitamos em Jauaretê, pequenina pérola situada no extremo noroeste do nosso Estadão do Amazonas, numa região conhecida como “Cabeça do Cachorro”, devido à semelhança formada pelos limites do Brasil com a Colômbia se parecer com a cabeça de um cachorro. É lá que os “Rouxinóis do Rio Negro” constroem seus ninhos, com suas asas “mais negras que as asas das graúnas”, e as penas douradas que lhes cobrem o papo inteiro. Ficam tão mansos, que voam para o alto das árvores mais frondosas, para logo voltar para os braços e abraços, ao primeiro chamado dos seus verdadeiros donos! Os nossos aviões também eram assim, iguais àqueles lindos rouxinóis: -- Voavam, voavam e voavam e depois voltavam ao ninho antigo...Alguns nunca voltavam... Pois bem. Naquele dia a nave americana “Columbia” voava para o espaço sem fim.  Foi então que eu, aproveitando a deixa, escrevi a seguinte mensagem no famoso “Livro das Freiras”: “—Neste tão lindo dia em que a nave Columbia decolou para o seu segundo voo orbital em volta da terra, uma outra nave, muito mais velha, mas muito mais querida, estará também cruzando os céus amazônicos transportando em suas asas prateadas as cargas divinas da esperança! Estaremos transportando as esperadas correspondências; os bilhetinhos; as cartinhas de amor; os remédios tão esperados; os médicos, os dentistas, os jornais, as velhas revistas para serem distribuídas pelas comunidades ribeirinhas ao longo do Rio Negro, e deste majestoso Rio Uaupés, comunidades tão carentes das novidades das cidades grandes. E como todo aviador tem sua veia romântico-poética, “solenizei” aquela “despedida” com os seguintes versos, que me veio em cima da hora: -- E a nave Columbia/Lá do alto, lá do céu/ Não se cansa de dizer: -- Ó Dakota, meu irmão/Que sejas sempre fiel/ Ao Capitão Maciel/E sua tripulação...” Tudo fazendo parte das sadias brincadeiras que fazíamos naqueles velhos tempos, sobrevoando a imensa, a linda, a majestosa Floresta Amazônica!
Coronel Maciel.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

PILOTOS E POETAS.


            Há muito de poeta nas almas dos pilotos.
Ontem, naqueles velhos tempos da aviação romântica, tempos “idos e vividos” nós realmente pilotávamos aviões. Hoje, nem tanto. Hoje os pilotos monitoram os seus computadores de bordo. Estes, sim, são seus verdadeiros e “ilegítimos” donos. Antigamente havia de tudo naqueles velhos nossos aviões: - piloto, copiloto, mecânico, radiotelegrafista, navegador, artilheiro de cauda, de nariz, operador de radar, bombardeador; às vezes até Capelão! B-17, B-26, B-29, o “Enola Gay” do coronel Paul Tibbets, o da Bomba Atômica sobre Hiroxima; bomba que eu pensava ser maior, muito maior, que a porta da cozinha lá de casa... Quando Tenente novinho, “pica fumo”, eu passava horas, dias, meses, anos dando instrução de voo no Estágio Avançado para os Cadetes do último ano, na Academia da Força Aérea, em Pirassununga. Eram quatro, cinco duplos por dia: partida do motor, rolagem, decolagem; subida, manobras, acrobacias; voo de grupo, no dorso, mais acrobacias; descida para o pouso; pilofe! – Nunca esquece, cadete, de baixar o trem de pouso; pousar sem trem é pior que perder pênalti! Ensinávamos e aprendíamos ao mesmo tempo. Aprende-se muito ensinando “Cadetes” a voar. Há de se estar sempre atento; “olho vivo no inimigo”; o primeiro descuido pode ser o fatal.
E aquele tenente novinho que voasse mais recebia como prêmio pegar o “seu T-6”, e ir passar o fim de semana na sua cidade preferida; Natal era uma das minha; era pra lá que “aproava” o meu T-6 quase todos os meses. E como Natal era longe!  Decolava de Pirassununga logo após o término do expediente das sextas feiras. A única condição era estar pronto para o serviço, na segunda pela manhã. A viagem era longa; noturnão; sozinho, como eu gostava, no meu vagaroso T-6, que não puxava mais do que 140 milhas. Para matar o sono, pernoitava alguns “minutos” em Ilhéus. E decolava bem cedo para almoçar uma gostosa carne de sol em Natal.
Hoje estou aqui a lhes contar essas amenidades; essas recordações sempre ligadas aos ares azuis dos céus do meu Brasil. Ora voando a favor, ora contra os ventos; ora olhando a lua, o olho frio dos céus; ora “namorando” as Plêiades, as sete irmãs da constelação “Touro”. Aldebarã, Belatrix; as Três Marias, no cinturão do Orion. Sirius, Canopus.  Mas como tudo aquilo me embriagava com sua imensa beleza. Por alguns momentos esquecia-me de mim mesmo; sentia-me livre; dissolvido no vento e nas águas frias das chuvas. Quantas vezes eu colocava a mão para fora da cabine, e os pingos mais pareciam alfinetadas. Recolhia um pouco daquelas águas geladas e passava no rosto, para espantar o sono. Sentia-me livre e além, muito além dos temores pequeninos e das mesquinhas ambições humanas. O “Piloto Automático” era as minhas mãos já cansadas, mas segurando firme o “manche” do meu saudoso e inesquecível “NA T-6”...
Coronel Maciel.


sábado, 22 de dezembro de 2018

Mais pousos de Emergência.


Emergências... Como é fácil criticar...
 Vou contar o caso de uma singular emergência acontecida numa tarde-noite do dia 10 de janeiro de 1979.  Decolamos no meu garboso DAKOTA C-47 lá de Carauari, cidadezinha nas margens do majestoso Rio Juruá. O meu corajoso “Dakota” topava qualquer parada, naquelas nossas saudosas missões pela floresta amazônica; tinha um verdadeiro coração de mãe; sempre havia lugar para mais um. Havia mais de vinte passageiros além do permitido, entre papagaios, índios, padres, freiras, num total de 40 pessoas a bordo; 15 a mais do permitido.  Eram ribeirinhos magrinhos, desnutridos, cheios de “malárias” e que não alteravam muito o peso máximo permitido para uma boa decolagem. Voávamos entre Carauari—Eirunepé, em condições de “Voo por Instrumentos”, debaixo de corajosa chuva e relâmpagos verdejantes. Tudo ia bem, e já havíamos percorrido metade do caminho quando de repente, não mais que de repente, acontece fortíssima trepidação no motor esquerdo. Pum, pum, pum! Acabara de desprender-se a cabeça de um dos enormes cilindros do motor, levando consigo parte da carenagem, a cobertura que envolve os motores; e fogo, muito fogo no motor. Rapidamente executamos os procedimentos de emergência, e só depois de muito custo conseguimos colocar a “Bolinha no Centro”, conseguindo assim estabilizar o avião, usando o regime “Máximo Contínuo” logicamente no motor bom, e voando a mil pés de altura. Como sempre acontece nessas emergências, houve pânico a bordo e alguns passageiros correram para a parte traseira do avião, deslocando perigosamente nosso Centro de Gravidade. Um verdadeiro sufoco. As distâncias entre as cidades na Amazônia são enormes, assim como grande e sinuoso é o majestoso Rio Juruá. Eu, temeroso que o motor bom não aguentasse tanto esforço, durante tanto tempo, decidi ficar sempre sobrevoando o Rio, para executar uma amerissagem sobre o leito, como única alternativa, pois são enormes as árvores naquela região; sobre as águas era a nossa única chance. Bom; agora vem a parte mais “engraçada’ e curiosa do caso: o meu copiloto era um Segundo Tenente da Reserva bem novinho, e que, -- pálido de espanto como nos versos do Olavo Bilac -- desmaiou, ao sentir o abraço da “Bruxa” se aproximando. E desmaiou, dizendo que íamos morrer. Foi nossa sorte, pois assim fiquei sozinho para tomada de decisões; sozinho, não; fiquei eu e o mecânico nos ajudando. Quando o tenente afirmou que íamos morrer, o nosso bom Sargento apressou-se em abrir sua inseparável “malinha de voo”, e dar seu primeiro e generoso gole da sua caninha preferida e sua eterna companheira, e capaz de salvá-lo em qualquer tipo de emergência. Quando senti aquele bafo de cano, olhei com aquele ar de censura, quando então ele me disse, agora já alegre, sem medo e bem-disposto: -- “Majó Maciel”, já que vamos morrer, né, dando uma gostosa gargalhada, que não sei se de medo ou de pavor. Tive que rir daquela inusitada ocasião, e juro pela fé da Virgem Maria que também senti uma vontade louca de dar uma gostosa talagada da sua gostosa 51. Voamos muito tempo monomotor, e como não podíamos abandonar o leito do rio, para o caso de um pouso de emergência, aquilo que seria um tempo estimado 40 minutos para chegarmos em Eirunepé, acabou se transformando numa “eternidade” de duas horas, voando a cem milhas por hora, num regime Máximo Contínuo, e sentindo aquele cheirinho de cana do nosso grande amigo mecânico de voo, que na realidade foi quem muito me ajudou naquelas horas que considero as de maior sufoco em minha vida. 
Chegamos em Eirunepé bem na hora do lusco-fusco, sob os olhares da multidão que nos aguardava ansiosa no pequeninho “Aeroporto” da cidade, verdadeira pérola do Juruá. E o mais engraçado de tudo é que fui carregado pelos passageiros, como um verdadeiro herói nacional! À noite, o Prefeito nos ofereceu suculenta “Tartarugada” e fez até um discurso em minha homenagem, pois sua   família inteira estava toda a bordo da nossa “aeronave”.  Foi quando eu chamei bem baixinho o nosso Sargento e “ordenei-lhe” que, agora sim! -- me servisse de um copo bem generoso da sua santa e milagrosa caninha...
Coronel Maciel.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

POUSOS DE EMERGÊNCIA.


Pousos de emergência; ou: como é fácil criticar.
Quem sou eu para criticar pilotagem de aviões tipo B-777 ER, quando o máximo que consegui chegar foi no C-130, coitado, que hoje que não chega nem aos pés desse que pousou em emergência, lá nos Confins das Minas Gerais. É muito fácil criticar “erros do piloto”, erros que, na minha mais que duvidosa opinião, são causas de mais de 90% dos acidentes. Uma das panes que mais “metem medo” na vida da gente, é pane elétrica; é cheiro de fumaça em voo. Eu sempre achei que não basta um piloto ter dez, quinze, vinte mil horas de voo, para ser considerado um bom piloto. Não! -- Muito mais importante; o que realmente interessa é que na hora “H”, na hora do alerta vermelho, na hora do “pega pra capar”, com o “olho da bruxa aceso”, ele mantenha a calma, mantenha o sangue frio. Da mesma forma que de nada adianta um piloto fazer outros tantos pousos perfeitos; “pousos manteigas”, como são conhecidos nas “gírias” aeronáuticas. É o pouso que os passageiros mais adoram e batem palmas com vontade, dando vivas ao comandante. Mas, o primeiro “vacilo” pode ser o pouso fatal. É muito fácil voar; e com céu azul, com céu de brigadeiro até minha vó voa bem, ainda mais hoje, com esses incríveis “avionics” para ajudar. Já voei com pilotos “bonitões”, fortões, “gauchões”, olhos azuis, mas que na hora do perigo, de fogo no motor, desculpem a expressão, se cagavam todo; assim como já voei, ou já voamos, com pilotos tipo “aratacas”, desses feios como o diabo, como eu, mas que na hora do perigo, tiravam de letra qualquer emergência. Esse caso agora, está me parecendo que o B-777 estava pesadão demais; com pane elétrica, não sei se com cheiro de fumaça, e sem poder alijar combustível, cruzaram a cabeceira da pista em alta velocidade, e, “com medo de varar a pista”, meteram o pesão nos freios, estourando não sei quantos pneus; mas, graças a Deus e principalmente aos freios, não vararam a pista. Como falei no início:  é muito fácil criticar... 
Coronel Maciel. 


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

COMER CALADO.


Quem come calado seus males espanta.
Eu dou o maior valor pro cara que “come calado”; que come “quieto”; que come, e fica na sua... Assim como não dou o menor valor pra cara fica por aí dizendo que foi estuprada não sei quantas vezes, desde quando criancinha, quando era colocada no colo de certos caras por aí...
Coronel Maciel.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Não surpreenda...


Não surpreenda para não ser surpreendido.
Uma vez, lá no Abaeté, uma das mais lindas cidade no interior do meu Estadão do Pará, durante uma improvisada necropsia feita por um “caboco” num festejado boteco da cidade, num outro caboco que acabara de ser assassinado por um desafeto corno, e que foi logo considerado como o dono do maior pênis do mundo; coisa de quase meio metro de altura. Curioso com a descoberta, o caboclo que fez a necropsia, colocou o bichão dentro um enorme saco plástico, e foi correndo mostrar para a esposa, uma linda “caboquinha” dos seus 15 anos a inusitada descoberta. A menina deu o maior berro do mundo, coitada, clamando por “justiça”; dizendo que ia morrer; gritando e rezando assim: -- Valei-me Nossa Senhora Rainha de Nazaré; o Chaguinha morreu! Esse caso do João de Deus, que outros dizem ser do Diabo, caso fossem ouvidas outras centenas de mulheres que se “deliciaram” com João, e que com certeza gostaram da brincadeira, mas que, por motivos óbvios, tem medo de defender o coitado na presença do Delegado e dessa poluída imprensa do mundo inteiro, dizendo como tudo aconteceu, deixariam surpresas muita gente por aí...
Coronel Maciel.