quinta-feira, 6 de março de 2014

Atol das Rocas.


Era naqueles bons tempos quando eu era Oficial de Operações do ETA-2 Recife, valoroso Esquadrão equipado com os saudosos, audazes, corajosos, valorosos “Super-Dakotas-C-47”! Eu e o Alcântara, éramos os maiores “piruadores” das missões àquela ilha tão linda e tão “afrodisíaca”. Para tanto, usávamos de um infalível golpe!  Eu, Operações; o Alcântara, Ajudante do Esquadrão.  Sabíamos exatamente quais os “pilotos” que “não gostavam” de atravessar aquele pedaço do Atlântico, cheio de gulosos e temidos tubarões! A decolagem era sempre prevista para duas da tarde das sextas-feiras.   O regresso no sábado, às vezes no domingo. Pois bem, na quinta à noite era certo; os escalados davam “suas desculpas” e lá íamos nós passar o fim de semana nas ondas verdes dos mares de Noronha, ao lado de algumas “golfinhas”, que sempre apareciam...

 Os pernoites eram ótimos! Maravilhosos! Foi num desses pernoites que os pescadores nos informaram que o Atol das Rocas ficava logo ali, bem pertinho; distante uns 30 minutos de voo.

 No dia seguinte lá fomos nós visitá-lo. Decolamos; “pezinho” pra direita, coisa de uns 30 graus, e logo fomos surpreendidos por uma quantidade enorme de pássaros marinhos, surpreendidos pelo voo do nosso pássaro “gigante”. Sobrevoando em voo rasante o atol, observávamos o desespero das tartarugas fugindo dos ataques dos tubarões, que ficavam presos no imenso lago formado no atol, quando na “maré baixa”. Observávamos a grande e desleal luta pela sobrevivência nos mares!

Após o pouso em Natal, numa rápida inspeção “pós-voo”, fomos surpreendidos com pedaços de aves marinhas que ficaram presas no bordo de ataque das asas, lembranças do nosso voo ao solitário Atol das Rocas.

“A, que saudade que eu tenho da aurora da minha vida...”.

Coronel Maciel.

 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Enquanto isso, lá na África do Sul...


Quantos e quantas trocam os efêmeros prazeres aqui na terrinha, pelos eternos prazeres nos céus? Quantos e quantas passam vidas inteiras nos confessionários? Charles Baudelaire, um dos meus preferidos da literatura mundial, era um feroz defensor da liberdade de costumes; ao ler “As flores do mal” percebemos logo que se trata de um livro autobiográfico; encontramos em cada uma das suas encantadoras e pecadoras linhas seu delicioso gosto pelos prazeres; pelos pecados! Participamos da sua enorme sua solidão no meio das “brabas” multidões. Suas blasfêmias, paradoxos. Sua impressionante lucidez (Raul Seixas teria aprendido com ele?). Dizia Baudelaire: “Eu te amo, cidade maldita! -- As prostitutas e os perseguidos sabem proporcionar prazeres muitos seus, que o vulgo jamais compreenderá!”. Por essas e outras Baudelaire foi perseguido pela extrema direita católica da França. Não conseguiu ingressar na famosíssima “Académie Française”, fundada por Richelieu, em 1635. Ainda bem!

  A nossa “Academia”, fundada pelo Machado de Assis, ficou também famosíssima depois que Zé Sarney, perigoso malandro e  dono da capitania hereditária do Maranhã, com o seu “Marimbondo de Fogo” debaixo dos braços,  apossou-se de uma das suas tão velhas quanto honradas cadeiras, passando a tomar seu chá das cinco na companhia de outros grandes “bebedores”, bebedores dos verdadeiros, como o bom baiano João Ubaldo Ribeiro, um dos meus “imortais” preferidos. O seu “A Casa dos Budas Ditosas”, que livro bom de ler! -- Budas ditosos, felizes, afortunados. Que livro cheio de pecados! Os grandes pecados que sempre existiram e sempre existirão. Grandes pecados da carne! Grande João Ubaldo!

Se faço esse “arrodeio todo” é porque hoje, sem querer e sem esperar, ouvi de uma de duas “saradíssimas” garotas ainda fantasiadas de carnaval dizer, acompanhada da mais  gostosa gargalhada, que “amor de pica é o que fica”. -- Nada mais verdadeiro, disse-lhes eu também gargalhando, que ficaram surpresas, pois não imaginavam que sem querer eu também as ouvia.

Não eram daqui de Natal. Eram lindas turistas gaúchas. Acabamos conversando animadamente, enquanto caminhávamos pela praia. Eram duas mulheres lindas, livres, ricas e desimpedidas. Conversa vai, conversa vem, chegamos ao caso desse atleta sem pernas, que está sendo julgado lá na África do Sul. – Não sei o que houve, dizia uma delas, para esse “filho da puta” fazer o que fez; uma moça tão linda! Só se foi muita cana, misturada com muita droga pesada; ou algum dito mal dito na hora do “fuqui-fuqui”, que fez o cara perder a cabeça. -- Eu que não queria transar, nem brincar de amores com um cara sem pernas. Imagine a falta que faz quando na “Hora H”, meu filho, procuramos pelas pernas?  É verdade; nestas horas pernas também “faz falta”, disse uma delas na maior das gargalhadas! -- O Roberto Carlos pelo menos tem uma!...
Meu querido, meu velho, meu amigo pai sempre me dizia:- - Meu filho, em mulher não se bate, se deixa! Em homem não se bate; se mata!

Coronel Maciel.

terça-feira, 4 de março de 2014

Chega de humilhação e covardia.


Eta povinho engraçado e cheio de frescura esse tal de ser humano! Uns achando que Obama está certo, neste caso “Ucrânia”; outros achando que não. Uns achando que o Putin “arriou as calças” para os americanos; outros achando que os americanos não tem coragem nem de enfrentar o Fidel Castro, de quem já levaram uma vergonhosa surra, quanto mais o baixinho, louro e invocado Putin?

 Recebo um e-mail informando que uma senhora, uma ilustre e desconhecida senhora chamada Kelma Costa, dizendo no “youtube” que é -- “covardia colocar as mulheres, esposas de militares, na linha de frente; e que isto tem que acabar! E que os militares têm que entender e agir como cidadãos comuns que cumprem com suas obrigações perante a sociedade e o país e passar a exigir que seus direitos sejam respeitados pelos governantes. Chega de humilhação e covardia”.

Eu também acho! Acho que além de covardia é frescura, é viadagem! Ora, colocar nossas senhoras, esposas, mães, irmãs, servindo de antepara para nossas covardias? Essa não!  

Não é para me gabar, mas já disse aqui alguma vez que fui preso 15 dias, sem fazer serviço, porque meti o pau no governo Sarney. Eu, que era coronel na ativa servindo no EMAER.   E fiz tudo sozinho e sem medo de ser feliz. Sou individualista.  Foi quando num momento infeliz um brigadeiro amigo meu me chamou e disse-me assim: -- Maciel, não sei aonde você quer chegar; a “Brigadeiro” você sabe que não vai chegar; não que você não tenha méritos; mas por causa dessa sua maneira de ser e de agir.  Será que você está querendo, no desespero, alcançar alguma coisa na política?

Engraçado, né? Mas, o que seria do verde se todos gostassem de amarelo? Pedi permissão e educadamente me retirei, dizendo que aqui não é meu lugar.

Sexta-feira passada fui assaltado por dois bandidos que me pareceram ser “de menor”; revólver apontado para o meu coração, levaram meus documentos e o coitado do  meu Fiat-Uno. Não reagi, e por isso estou aqui.

Muita gente achando errado o que estão fazendo com esses coitadinhos “de menor”, que são estupradores, assaltantes, etecetera e coisa e tal, e que estão sendo amarrados em postes, nu, com os documentos à vista.

Bom. Eu acho que, da maneira que as coisas andam, só há uma maneira de nós nos livrarmos deles, assim como nos livrarmos da dona Dilma e de todos os seus “cupinchas”, “cumpanheiros” e seguidores. Não só no Brasil, como na América Latina: amarrá-los num pau, melados de açúcar, bem em cima de um formigueiro cheio de “formigas de fogo”, e apreciar “a demolição”, ouvindo um “tango argentino”.

Coronel Maciel.

 

 

 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Tudo é carnaval!


Pouco me importa carnaval; pouco me importa peladas de futebol! Ora! -- não passas de um simples e velho piloto hangarado, “inútil na paz e incapaz para guerras!”. Inútil e doente, isto sim! E para tua doença só existe um único remédio: Bebe! -- Enche a cara e sai por aí cantando com tua viola e teu pandeiro na mão! Tudo é carnaval!

E como és “brasileirinho”; e como és um brasileirinho fraco! Fraco e cheio de indulgências; fraco e cheio de perdões para com teus atos, pensamentos, medos, covardias. Cheio de perdões para com teus inimigos!

Vives dizendo que a vida militar é um grande sacerdócio; que o importante é ser, e não ter; que teus ideais devem se confundir com os ideais da honra, da pátria, da liberdade. Hierarquia e disciplina! Obediência a qualquer custo! É o que sempre ouvistes dizer deste os saudosos tempos das Escolas Militares!

De que te valeram todos esses sermões? Hoje “tuas” gloriosas Forças Armadas estão sucateadas, humilhadas, ofendidas. Hoje vives de favores! É cruel, é vergonhoso viver de favores! Teus inimigos, anistiados e recebendo vultosas indenizações, vivem em luxuosas mansões, tudo às custas e nas costas dos teus sacrifícios e dos  sacrifícios  e sofrimentos dos teus familiares; e, pior ainda,  dos sacrifícios de milhões de brasileiros que confiaram em ti, e que, covarde e vergonhosamente,   entregastes o Brasil nas mãos de bandidos! E como agora e por isso mereces sofrer!

E como o Brasil está precisando de sangue, em vez de lágrimas...

Coronel Maciel.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Onde estão os nossos machos de "cujones" roxos?


Era no tempo quando o dedo na pena valia mais que o dedo no gatilho. Com famosa entrevista concedida a Carlos Lacerda e publicada no “Correio da Manhã”, nos anos distantes de 45, José Américo de Almeida ajudou derrubar a ditadura Vargas!

"É preciso que alguém fale, e fale alto, e diga tudo, custe o que custar", dizia o escritor paraibano José Américo de Almeida! “Zé Américo” era a voz do povo humilde e espelho da alma do Nordeste Brasileiro, como bem dizia o poeta maranhense “Odylio Costa, filho”.

Hoje, nem sei quantos Zé Américos seriam necessários para derrubar a ditadura “Vânia Rousseff”, ditadura filhota infeliz da ditadura Castro; sanguinária ditadura que nem os poderosos “irmãos” americanos conseguiram, nem conseguem derrubar! Ditadura Rousseff, que nunca será derrubada com votos. Ditadura que  sai na frente com mais de quarenta milhões de votos comprados com as famigeradas “bolsa-esmolas”. E tudo criminosamente feito nas barbas dos nossos Superiores Tribunais “Eleitoreiros” e nas ventas do nosso Supremo (?) Tribunal Federal, hoje nas mãos de juízes políticos e sem juízos.

Hoje Dilma Vânia Rousseff tem as Forças Armadas nas palmas sujas das mãos, com seus comandantes eternizados no poder, driblando o salutar rodízio de comando e perdidos no meio de uma multidão de corruptos. Coitadinho deles. Tem a poderosa, servil, lacaia e vendida rede Globo de televisão a seu inteiro dispor. Os milhões e milhões de brasileirinhos analfabetos, beneficiários das “bolsas-esmolas” não sabem ler, mas sabem escutar, ouvidos e olhos atentos às informações falsas, viciadas, mentirosas marteladas diariamente nos horários nobres, pelo famigerado “Jornal Nacional”.

 Hoje, “Lula Friboi” está em Cuba, visitando as obras de um moderno porto construído com nosso suado dinheiro, sugado criminosamente pelo injusto “Imposto de Renda”.

Hoje, só tiros de canhões seriam capazes de derrubar a corrupta ditadura Rousseff.

Mas, onde estão os nossos “machos de culhões roxos” que não se apresentam para acender a “bucha do canhão”?

Coronel Maciel.

 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quem cala, consente!


Quando as Forças Armadas calam, consentem! Quando os americanos calam, consentem! Quando os pais calam, consentem!  Consente o quê, ó “hangarado” coronel? – Ora, pois: -- Consentem que o Brasil continue virado no diabo e na mais completa esculhambação! -- Que a América Latrina piore ainda mais! E que seus filhos se percam pelas dobras das drogas dos caminhos!

Interessa aos americanos que o Brasil se desenvolva? Lógico que não! Desenvolvimento por aqui, significa desemprego por lá! Daí ser bem melhor para os nossos “queridos irmãos do norte” que o Brasil continue nas mãos desses corruptos comunistas tupiniquins, filhotes da dona Dilma e netos do Fidel Castro, mantendo o Brasil sem desenvolvimento e na mais completa esculhambação; do que nas mãos dos militares, quando haveria desenvolvimento, sem nenhuma esculhambação!

Hoje, caso o Brasil estivesse nas mãos dos militares, na mais completa e “light ditadura”, já teríamos o nosso Veículo Lançador de Satélites, colocando em órbita nossos próprios satélites! Beleza Pura!

Interessa aos americanos que o Brasil continue sendo mero exportador de matéria prima, e importador de seus produtos acabados. E, melhor ainda: que o Brasil seja um grande produtor e exportador de soja para engordar seus porcos, vacas, bois, carneiros, frangos e galinhas, produtores de carne, alimento nobre; para alegrar os gordos churrascos gringos!

Interessa aos americanos que a Ucrânia passe a ser “escrava” dos Estados Unidos; assim como interessa aos Russos que a Ucrânia continue sendo sua “escrava”. E não interessa a nenhum dos dois que nessa disputa corra muito sangue, suor e lágrimas ucranianas!

E quem for podre que se quebre, quem for besta morra triste, pois o mundo foi, é, e sempre será “dos vivos”.

Assim sendo, meus amados ouvintes, vou pegar minha viola, vou cantar noutro lugar, pois aprendi que a vida é muito boa e  muito curta, e não vale a pena lutar contra “gigantes”.

Coitados dos nossos generais: - vieram ao mundo para nos salvar, mas acabaram derrotados, humilhados e ofendidos, dando com seus burros e cavalos nágua...

Coronel Maciel.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Brasil e Japão:-- As grandes diferenças!


Não sou daqueles que se deixam facilmente enganar pelo primeiro discurso de políticos profissionais.  Com seus gestos teatrais, Pedro Simon não se cansa de dizer que lutou contra os generais ditadores; mas esquece de dizer que agindo assim ajudou a implantar no Brasil a pior das ditaduras, esta que estamos sofrendo: ditadura comprada e consentida!  

Fora Jota Cristo, os únicos capazes de por um pouco de ordem nessa verdadeira zona que impera no Brasil seriam os militares. Mas, porém, contudo, todavia eles dormem seus sonhos e pesadelos nos seus velhos tanques, navios e aviões.

As ruas, pontes, escolas, avenidas; aeroportos, bases e batalhões do Brasil inteiro; de norte a sul de leste a oeste que tiverem o nome de autoridades políticas com histórico de “desrespeito aos direitos humanos”, ou que participaram da “Ditadura Militar” terão seus nomes jogados no lixo!   Eu acho é pouco: quem abre as pernas que aguente o rojão!  Leio nos jornais que uma escola antes denominada “Escola Estadual Presidente Emilio Garrastazu Médici” passou a chamar-se “Escola Estadual Guerrilheiro Carlos Mariguella”.

Eu acho é pouco tudo isso que vem acontecendo neste Brasil tão grande, tão amado e tão traído; e também tão grande, tão mole, tão babaca e sem futuro. O que é melhor: ter um negócio pequeno, que funcione; ou um negócio grandão, mole, babacão que não consegue entrar em buraco nenhum? Brasil ou Japão?  

Quem muito se abaixa o “fiofó” aparece.  E logo surgem aventureiros. Aventureiros guerrilheiros, desses muitos que andam soltos por aí, querendo se aproveitar dos muitos que se abaixam...

Coronel Maciel.