sábado, 12 de julho de 2014

A Pátria de "Sandalinhas Róseas"...


A Pátria de “Sandalinhas Róseas”... (Parafraseando o Nélson Rodrigues... Texto melhorado, corrigido, apimentado... rsrs.)

Chega de frescura! Chega de choradeira! Chega de chiliquinhos nervosos; de sentimentalismos baratos. Chega de Chicos e Chicas; chega de  Sandrinhas afetadas  e outros hiláricos – comprados- vendidos apresentadores de tantas TV’s vendidas, compradas, querer agora me provar que terceiro lugar é tão ou mais honroso para um Brasil tão desmoralizado! Um Brasil que chegou -- dizem até com muita honra -- entre os quatro melhor colocados!-- KKKKkkk

Chegou, mas chegou “na cagada” (me desculpem a má palavra), pois só encontrou pela frente timinhos de futebol. Duvido que outros grandes -- Rússia, Inglaterra, França, Itália, Portugal, Espanha, entre outros -- que só encontraram “pedreiras” pela frente; duvido que se deixassem levar tamanha e humilhante surra dos “nacionalistas” alemães, que poderiam -- se não tivessem ficado com pena de “nóis” -- ter dado de dez a zero, ou mais!

 E não duvido nada que a Holanda já não tenha sido “contactada” para abrir as pernas e salvar a honra das riquíssimas dondocas do Filipão-Dilmão, em troca de alguns trocados, que nos foram roubados pela Dilma-Pasadena! Ou pelo menos se ganhar, não ganhar de goleada!

(Eu não me canso de dizer que o Brasil estaria muito melhor representado pelas meninas da Seleção Brasileira de Futebol Feminino!)

 Coronel Maciel.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Chutes, quedas e pontapés!


E não é só no futebol que o Brasil vem apanhando de goleada não, ó minha gente sofrida! -- “Modéstia à parte”, sou obrigado a dizer que o Brasil vem levando “pau nas costas, pau nas ventas, pau na moleira”, desde aqueles tristes dias quando os generais, depois de tantos murros em pontas de facas, deram com os burros n’água, desistiram de lutar,  entregando de mão beijada o ouro a esses bandidos. De lá para cá só quedas, chutes e pontapés.  

Mas me parece (me parece não!) -- que os brasileirinhos gostam mesmo é de apanhar, feito mulher de malandro. Mas nem tudo está perdido! Preparem-se!  Aí vem mais um maldito e longo período de propaganda eleitoral, carros de som e mentiras, quando serão reeleitos os mesmos malandros de sempre!

 E de tanto ouvir falar em Dilma, Neymar, Lula, Filipão;   cansado ver endeusados tanto cabra sem precisão, é que prefiro ficar sozinho, deitado em minha rede, olhando o longo céu da Natal, com meus livros e violão – “gozando o bem de estar sozinho e esquecer o mundo inteiro...” - como dizia o grande poeta Castilho.

Coronel Maciel.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Eu sei o que é ser "Arataca"...


Uma vez recebi esta mensagem de um ex-aluno de BQ, (sigla aeronáutica de Barbacena, MG) o Geraldo Silva Costa, que me fez recordar meus tempos de “laranjeira” na EPC do AR e na Escola de Aeronáutica, quando ainda no Rio. Velhos tempos...  

“Boa noite, grande companheiro Maciel. Paginando o FB, tive a alegria de encontrá-lo e uma lembrança daqueles bons tempos de BQ foi inevitável. Era 1965. Dia de licenciamento, quase todos os alunos embarcaram nos ônibus da Viação Danúbio Azul para os mais diversos lugares e eu, um arataca do Ceará, caminhava triste, pelo interior da Escola. De repente, deparo-me com o então Tenente Maciel. Vendo-me naquele estado, perguntou-me porque ali estava quando todo mundo tinha viajado. Respondi-lhe que era do Ceará e não para havia condição de viajar. Aí você me perguntou se eu tinha algum parente no Rio. Respondi-lhe que sim e assim, você me perguntou se eu queria ir visitá-lo. Aceitei de pronto. Você além de me levar, num avião T-6, ainda me deu uma importância em dinheiro. Não imagine a alegria que pude sentir naquele dia e quero, mais uma vez, agradecer e dizer da minha admiração por você, diante do seu gesto de solidariedade”.

 (Fiquei pensando, aqui no meu cantinho:- - Faz tanto tempo, que nem me lembro quando... -- Será que fui eu mesmo?...rsrs)

Coronel Maciel.

 

 

 

 

 

sábado, 5 de julho de 2014

Os botões da blusa... Que você usava...


Gosto de conversar com os meus botões. Com os meus velhos e quebrados botões. Eles têm ótimas idéias. Boas mesmo! Ideias tão boas que já me proporcionaram 15 dias de prisão, e “prisão sem fazer serviço!” – por haver dito umas boas verdades que irritaram o Sarney, o dono da capitania hereditária do Maranhão, fato acontecido na época do seu famigerado Plano Cruzado.  

Ontem eles me diziam, cheios de malícias, que quanto mais eu meto o pau na dona Dilma, mais ela sobe nas pesquisas! -- Por que você não se pendura logo no “saco dela”, pô? -- Será que para vocês, militares sem mais nenhum pingo de esperança, ela não seria bem melhor? – Ela é muito mais sujeita a ceder às pressões sociais do que o “Aecinho”, que parece ser uma ótima opção, muito embora ele seja amigão daquele outro, o Zé Serra, o que sujava o chão dos jatinhos do GTE, e depois mandava que os pilotos limpassem, dizendo que nós, militares, não fazíamos porra nenhuma mesmo.

(Mas ah! se fosse comigo... Farias o quê, velho piloto hangarado? -- Faria o resto da viagem com o avião voando no dorso! kkkk)

Amigão também do FHC – aquele que foi se asilar no Chile, nos braços do Allende; o que curou o Brasil da inflação, mas que também passou oito longos anos deixando vocês na maior miséria! -- Dona Dilma é imbatível! O povão está todo com ela; fiquem também com ela, pô! -- O povão, os pobres, os esfomeados, os malditos, os desenganados são também como vocês! -- O que esse povão quer mesmo, velho corona, é quem lhes mate a fome! A fome é cruel!  Qualquer tipo de esmola serve; qualquer tipo de bolsa-esmola serve!

Daí o sucesso da dona do meu coração! Bolsas que lhe dão um curral eleitoral de mais de quarenta milhões de votos, e tudo na presença dos nossos Superiores Tribunais Eleitoreiros! O povo não está interessado em desenvolvimento. Vocês, em 64, tentaram consertar, mas não conseguiram. Quase conseguiram consertar o “impossível” é bem verdade, mas houve tanto “pé contrário”; houve tanta gente contra vocês -- até os americanos! – que os coitados dos generais acabaram dando com os “burros n’água”. E como vingança dona Dilma e seus asseclas, hoje encastelados no poder, estão “botando prá quebrar”, em cima vocês; botando vocês para morar em favelas, junto aos piores bandidos! Juntem-se logo a ela, que se parece muito com aquele outro presidente famoso, o Getúlio, que diziam ser um bom caçador, e que ruim mesmo era a cachorrada que o acompanhava. Mas vocês não são cachorros não!  

Ou então façam o que muitos já estão querendo, sonhando, pedindo, implorando. Implorando o quê, incendiários botões? -- Outra revolução, ora essa! -- Outra revolução salvadora! -- Mas desta vez botem mesmo “prá quebrar”! Nada de ficar passando panos quentes em bunda de terroristas. E mesmo sabendo que a melhor das ditaduras é pior que a pior das democracias, como dizia aquele velho ministro inglês, o gordo Churchill, aquele que estava sempre com um charutão na boca e generosos copos de uísque na cabeça!

Surpreso, fiz calar os meus botões. -- Outra revolução?  – Não, não... – Essa não! -- É melhor deixar mesmo como está para ver como é que fica...

 
Coronel Maciel.

 

 

 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Dilminha, meu amor, tu só me fazes sofrer!


Assisti, e fiquei chocado, para não dizer “desbundado”, ao vídeo em que a senhora foi aclamada de pé e ao som de altos e irmanados gritos: -- “Hei, Dilma, vá tomar no cu! - Hei, Dilma, vá tomar no cu! - Hei, Dilma, vá tomar no cu!”. E isto acontecendo na abertura da tal “Copa Imunda”, bem ao lado das maiores “otoridades” e na presença de torcedores do mundo inteiro! Dos Estados Unidos ao Japão! E confesso que fiquei mais desbundado ainda ao ver os seus horríveis dedões em gestos obscenos e raivosos, apontados para Deus e o mundo. Que coisa mais feia, Dilminha querida do meu coração!

É por isso que uma vez eu disse e outra vez torno a repetir: -- Ó minha querida Comandante-em-Chefe! -- Ó minha inefável Flor de Lis; ouça-me e siga meu conselho: vá rezar uma oração, que eu já vejo ao longe as iras de Jesus! – Entre logo num convento; vá jejuar seus pecados; peça demissão do cargo; pegue o seu Aero-Dilmão-Sapatão e “vá tomar” lá em Cuba.  Faça como o Joaquinzão Barbosa: peça logo suas contas e caia fora do Brasil.

Mas pior, muito “mais pior”, será quando, naqueles dias de iras  do Juízo Final; na presença de São Pedro, dos seus anjos e santos dos céus; quando  face a face com seus crimes; na presença daquele capitão do exército americano que a senhora ajudou a matar na presença da mulher e dos filhos. Quando cara a cara com aquele soldado sentinela vilmente assassinado pelos seus cruéis seguidores; na presença de tantos e tantos outros crimes; crimes de lesa-pátria; seus roubos na Petrobrás. --São tantos os seus pecados, que não duvido que São Pedro Bonachão a mande logo “tomar”, nas labaredas sulfúreas dos infernos!

Coronel Maciel.

 

  

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Eleições no Clube da Aeronáutica.


Recebo convite para comparecer à posse do meu colega de turma, aluno 57-62 Marcus Vinicius Pinto Costa -- hoje Maj Brig Ar, como novo presidente do Clube da Aeronáutica. Longe, como há muito anos estou do Rio e das facilidades que o Clube oferece aos felizes associados da FAC, “Força Aérea Carioca”, ficarei aqui Natal torcendo pelo sucesso do Vinicius na presidência do Clube, com seus associados, hoje e a meu ver, bastante divididos nesse confronto eleitoral!

Aqui em Natal somos carentes, não só de Clube, como também de Hospital. Na realidade não temos nem onde, nem aonde cair mortos. A nossa saudosa RAMPA está completamente abandonada!

Votei na Chapa Verde, mais por amizade ao meu colega de turma, pois, tão longe, não posso avaliar corretamente a gestão do Ten Brig AR Ivan Moacyr da Frota, mas que, por ouvir dizer, foi excelente!

Eleições em Clubes Militares tem sempre muito de cor política. A Força Aérea Brasileira está há muito tempo nas mãos ágeis dos nobres pilotos de caça, assim como o Clube da Aeronáutica.  Mas -- não sei se feliz ou infelizmente, e só o tempo há de dizer -- acabam de perder essa importante fatia do bolo.

Os caçadores são poucos, mas muito unidos. Unidos até demais.  “Herdeiros” que são do coronel Rui Moreira Lima, líder dos nossos bravos pilotos na Itália, não sei a razão que o fez cair nos cantos e encantos da “vigária”, o fazendo ficar do lado dessa provocativa Comissão Nacional da Verdade, grupelho de trabalho criado para investigar “perseguições sofridas por militares a àqueles que se opuseram à Ditadura”. Dona Dilma sabe muito bem que -- como diz o seu criador – “em time que está ganhando, não se mexe”. E com a promessa de um punhado de bombons supersônicos, consegue manter os bravos caçadores na ilusão de estarem vivendo em plena democracia. Que pena!

Mas tudo bem. Dizia minha antiga vovozinha que não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. Um dia a casa cai.

Bons dias na Presidência do Clube, meu caro amigo Vinicius!

Coronel Maciel.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Discos voadores, Iaras, botos e jacarés.


Astrônomos anunciam a descoberta de um planeta com características muito parecidas com a nossa terrinha. Batizado Gliese 832c, o nosso vizinho celeste fica distante de nós apenas 16 anos-luz, distância considerada muito pequena em termos astronômicos!

Muita gente boa continua dizendo que já viu discos voadores rondando nosso aguerrido planeta, terra de riquíssimos jogadores de futebol.  Eu nunca vi, nem nunca ouvi dizer que algum desses grandes astronautas, diretores de laboratórios astronômicos com seus possantes telescópios, nem grandes astrônomos dizerem que já viram. O que eles dizem é que é muito pouco provável que só a terra -- este zero pequenino no dizer do velho bardo Shakespeare -- seja habitada. E que há, isto sim, muitos milhões de planetas habitados neste universo sem fim, mas que é muito difícil vencer distâncias tão astronômicas. E que, vencidas tais distâncias, os tais discos fiquem escondidos por aí, com medo da gente e de amores com botos e jacarés.

Vários amigos meus, corajosos pilotos e outros tantos militares da minha querida Força Aérea Brasileira, dizem e chegam até a jurar! - que já viram tais discos saindo apressados das águas do Rio Guamá, ao pressentirem suas abelhudas presenças, munidos de máquinas fotográficas, possantes binóculos e dezenas e mais dezenas de garrafas da saborosa “Cerpinha”, a deliciosa cerveja dos paraenses. Eu mesmo nunca tive a “felicidade” de ver. - E vocês?

 Índios e caboclos da nossa Amazônia (visitem a Amazônia enquanto nossa!) acreditam na lenda das “Iaras”-- lindíssimas morenas que adoram ficar deitadas, nuinhas em pelo, nas areias brancas dos igarapés amazônicos, sacudindo seus longos cabelos negros, negros como “as asas da graúna”, com seus sorrisos provocantes, cantando as mais lindas melodias. E assim elas conseguiram e continuam conseguindo “seduzir”, além dos nativos das florestas, pilotos e tripulantes dos aviões da FAB, e dos funcionários civis e militares da incansável COMARA, Comissão criada para construir aeroportos na região amazônica (já construiu mais de 240 pistas, inclusive para aviões supersônicos!) – eis a razão da existência de muitos caboclinhos e caboclinhas com a pele morena e de olhos verdes e azuis, originários dessas lendárias uniões.

Nos meus velhos tempos, sobrevoando durante anos seguidos aquelas planícies verdes e sem fim; e em conversas com missionários alemães a respeito dessas fabulosas lendas, eles me diziam que as nossas “Iaras” eram irmãs gêmeas das antigas sereias das lendas gregas, modificadas naturalmente pela natureza e o clima equatorial que as fizeram de tez morenas, olhos e cabelos negros, enquanto que as sereias dos mares e climas gregos as fizeram louras e de olhos verdes. O índio, o caboclo (quem sabe até alguns dos nossos tripulantes mais afoitos, desses muitos que não podem ver mulher... rs) quando seduzidos pelas “Iaras” ficam loucos varridos e que o único remédio é uma boa surra de corda, ou fumigação com alho, pois dizem que o cheiro do alho, ou da cebola, ainda que seja superstição, espanta os amores das doces Iaras, que não se dão bem com cheiro de alho ou de cebolas.

Diziam-me também os missionários alemães que a lenda do boto se deve a uma antiga tradição na Europa, que atravessando o paganismo grego, atravessou a cristandade, aproximou-se do nosso paganismo, transformado agora no nosso boto, que nada mais é que o golfinho das lendas gregas de Netuno, Anfitrite, Delfos e outros deuses e deusas, que os marinheiros portugueses transportaram para o Brasil e se espalharam com muita força pelos rios, furos e igarapés amazônicos.

Há os botos machos e os botos fêmeas. Os machos seduzem mulheres; as fêmeas, os homens. Dizem as más línguas que muitos dos mais antigos tripulantes de C-47 da FAB se deixaram seduzir.

Não fosse eu mais esperto, teria também caído nos cantos e  encantos das Iaras... kkkk

Coronel Maciel.