sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Filosofo de Putarias.

“Philosopher of Putharias”

Guimarães Rosa dizia: “Viver é muito perigoso”. Parodiando o grande “João”, eu diria que hoje, nos nossos dias, “Ser homem é muito mais perigoso”. Basta fazer uma “passagem baixa” nos “States”, onde deputados, senadores, presidentes, produtores de Hollywood, etc., estão renunciando a seus cargos e mandatos, ameaçados de prisão e quem sabe até “Cadeira Elétrica”, por conta desses tais “Assédios Sexuais”. Dia destes ia eu andando calmamente num Supermercado quando uma menina, dessas lindas de morrer, “toda soltinha dentro de um vestido saco”, como naquele samba antigo, atraindo os olhares do mundo inteiro, e eu, “infelizmente”, também fiquei olhando, olhando muito mesmo, aquele seu lindo rebolado; digo infelizmente porque a sua avó ficou “P” da vida comigo (puta da vida), gritando alto, em bom tom: -- Vá criar suas netas, seu velho gagá! Ora, envergonhado fiquei, mas não disse nada, respeitando os ciúmes da “respeitável” senhora, pois, como vocês sabem, hoje qualquer descuido pode ser fatal. Dizem, nunca vi, que em certos lugares da África, e também no Oriente-Médio, as meninas de lá são forçadas a perderem seus “clitóris”, fonte dos seus maiores e melhores prazeres da vida, tudo feito a sangue frio, usando cacos de vidro, giletes enferrujadas, e, pelo que me consta, nada acontecendo com os “homens” de lá. Por aqui, não sei se aquelas “meninonas”, apelidadas, coitadas, de “Sapatões”, são “denunciadas” quando atacam inocentes menininhas, apelidadas, coitadinhas, de “Sandalinhas”, ou se essas são muito mais “compreensivas”, ficando tudo entre amigas.  Não sei. Só sei que hoje me parece que o mundo está melhor, bem melhor, para “gays” e “sapatões”, do que para velhos gagás, como eu... kkkkk   
Coronel Maciel.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Cadernetas de voo.

Cadernetas de Voo.
Às vezes eu também gosto de ler, de rever, artigos idos, vividos e esquecidos, neste meu velho BLOG; assim como, vez em quando, de rever minhas velhas “Cadernetas de Voo”; de ler minhas “Folhas de Alterações”, cheias de boas e más recordações. Às vezes eu mesmo me surpreendo, e fico pensando: será que “sou eu mesmo” que vivi essas aventuras; essas coisas todas, ou foi tudo sonhos, nada mais. Todos nós somos assim: faríamos tudo de novo? Quando menino ainda, menino travesso, menino moleque, menino danado de bom, que -- além de viver empinando papagaios, jogando bola na rua; jogando peteca, pegando pião na unha; “brechando” meninas nuinhas tomando banho nos igarapés,  tudo de pés descalços e braços nus; tudo na minha linda, quente e úmida cidade morena Belém do Pará – Gostava também de ficar  horas esquecidas olhando os céus do quintal lá de casa, imaginado coisas... Sonhando coisas... Sonhando, sonhando... São tantos os sonhos e devaneios quando somos crianças.  Naqueles velhos tempos, naqueles idos de 1950, eu ficava olhando o voo dos “Catalinas” da FAB, lá no alto, lá no céu, beijando as nuvens, em voos de treinamento de estóis, monomotor simulado, velocidade reduzida, arremetidas no ar e tantas outras manobras necessárias para tornar os pilotos aptos para os perigosos voos sobre o “Inferno Verde”, outro nome da majestosa floresta amazônica.  Em frente de casa ficava a “reta final” para pouso no aeroporto internacional de “Val-de-Cans”. Os aviões da época eram os Douglas DC-3, os Curtiss C-46, os garbosos “Constelations”, das antigas companhias de aviação: -- Cruzeiro do Sul, Lóide Aéreo, NAB, PANAIR. Vez em quando chegavam aviões da PANAM, vindo dos Estados Unidos, para pousos técnicos em Belém. Chegavam de tardezinha vindos do Rio, São Paulo, Manaus, Santarém, Miami, que passavam tão baixos, com seus trens e flaps baixados, quase roçando as linhas enceradas dos nossos papagaios. Já naqueles tempos os meus sonhos se resumiam em ser piloto daqueles “enormes” aviões! Não deu outra: com 16anos, 1957, ingressei na EPC do Ar, em Barbacena, “a cidade das rosas e do melhor clima do Brasil”, de onde “decolei” para grandes e saudosas missões nos aviões da nossa querida Força Aérea Brasileira!
Coronel Maciel.










Submarino Argentino.

Antes de “Reformar a Previdência” não seria melhor primeiro “Reformar a Corrupção”, prendendo o Lula, o Gilmar, e todos os seus asseclas, num Submarino Argentino?
Coronel Maciel.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Perguntas inocentes.

Aos meus amados ouvintes: - A “América”, do Donald Trump, pode, numa questão de “segundos”, destruir todas as bases de lançamentos de foguetes, e todo arsenal atômico, e suas fábricas, existentes na “Coréia”, do Kim Jong-Un? Outra: - Os Generais, agora do Brasil! -- podem, numa questão de “horas, minutos e segundos”, fazer uma limpeza geral nessa ratoeira que virou o Brasil, fazendo-nos voltar a ser novamente como naqueles velhos tempos, quando éramos felizes e não sabíamos?
Coronel Maciel. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A Vida Como Ela É...

Era uma vez uma vez um Capitão-Aviador, pilotando um “Dakota C-47”, que acabava de pousar em Amapá, uma cidadezinha ao norte de Macapá, no rumo de Oiapoque, lá nos nossos extremos norte, quando, surpreso, indaguei do Comandante do Destacamento quem estava a bordo de uma barraca tipo “Sobrevivência na Selva”, plantada ao lado da pequenina pista de pouso: -- Capitão Maciel, é um casal de “hippies assim meio amalucados” que pediram para se instalar, só por alguns dias.  Fui lá, devagarinho, ver quem eram eles. Jamais poderia imaginar!  -- Era o “Pi”! -- o meu grande amigo Pi; o aluno 57-39 João Baptista Vieira de Souza, que, cansado de voar – sempre e eternamente p’ra lá e p’ra cá, como ele me dizia -- num B-727 da VARIG, pedira suas contas, como anteriormente pedira da FAB, e resolvera, sempre acompanhado da sua digníssima, passar o resto de suas noites e dias “ao vento...”
Após um longo e fraternal abraço, aproveitamos para dar um balanço em nossas vidas: -- Eu, um ébrio-piloto-capitão-aviador-sonhador; ele, um ex-capitão-aviador, que cansara de pilotar os melhores aviões do mundo, aviões que eu sempre sonhava em pilotar; ele, agora com saudades do meu velho Dakota C-47. -- Eu, sonhando em ser um “Comandante Internacional da VARIG”. Ele, me dizendo que daria tudo para voltar a ser o que era antes, um anônimo, pobre, paupérrimo, capitão-aviador.
O “Pi” cansou também de ser “hippie” e voltou a voar, agora piloto de helicóptero, à serviço da PETROBRÁS, quando a   “bruxa”, a cega, enamorou-se dele, e abraçados caíram no mar. Hoje com certeza o meu amigo “Pi” armou sua barraca nos ares azuis dos nossos céus sempre estrelados...
Coronel Maciel.



sábado, 2 de dezembro de 2017

Pelotões de Fronteira.

Pelotões de Fronteira!
A floresta lá embaixo; imensa; verde; milhões e milhões de árvores enormes espalhando sombras para bilhões de insetos e animais silvestres, sombras que dificultavam a nossa navegação, pois, rios, riachos, igarapés constantes nas cartas “WAC” de navegação aérea estavam também encobertos pelas sombras e pelos abraços das árvores. Naqueles tempos não havia nem sombras de “GPS”! Estávamos indo de Manaus para Forte Príncipe da Beira; entre os passageiros um Tenente, que me pareceu recém-formado da AMAN, de tão vibrador! Ela, sua esposa, uma menina, com a pele ainda bronzeado do “Sol de Ipanema”. Ele ia assumir o “Comando do Pelotão”. Lembro-me tão bem quando a esposa substituída, recepcionou, os olhos ainda remelentos do assédio de tantos mosquitinhos, dizia, rindo, alegre, brincando: -- Minha filha: -- Aqui não tem nem Coca-Cola!
Outra. Transportávamos uma comitiva do Exército. Ao chegarmos, com o General, sentado na cadeira do copiloto, ficamos sobrevoando aquele Forte, construído nos últimos anos do século XVIII; e fiquei imaginando como foi possível trazer as Cantarias de Belém, rios acima; os canhões de bronze, as pedras, pois naquelas margens do Rio Guaporé não há pedras; que tarefa titânica; sem paralelo; sem a Comara, a Comissão para Construção de Aeroportos na Região Amazônica; sem os nossos  Hércules C-130; enfrentando tantas febres equatoriais; enfrentando as arremetidas dos castelhanos; porém nada conseguiu impedir que brasileiros e portugueses, de mãos dadas, levassem a cabo este incrível empreendimento da história da nossa colonização.
Pousamos e fomos recebidos pelo Tenente Comandante do Pelotão. Não era o mesmo “Tenente”. No almoço, uma grande surpresa: -- Como haviam conseguido aquelas pedras? -- Pedras que serviam de piso, num improvisado "restaurante" nas margens do Guaporé. No almoço, fomos servidos com uma suculenta tartarugada. Foi quando o General começou a ficar vermelho de raiva, quando o Tenente, coitado, informou assim meio sem jeito, que havia tirado aquelas pedras "Daquele Forte, ali abandonado". -- E estas tartarugas? -- Não sabe que está proibida a pesca? Foi aquele silêncio geral; desconfortável. Tentando aliviar a situação do embaraçado Tenente, falei ao general que, se nós não pegássemos as tartarugas, os Bolivianos, do outro lado do rio, iriam se fartar: - - Explica, mas não justifica. -- Vou levar este caso ao conhecimento do “Figueiredo”, meu colega de turma, meu amigo particular, e haveremos de restaurar este Forte; aliás, é o único quadro, pintado a óleo, que guarda o meu Gabinete: -- Uma ótima ideia, General, disse eu, tentando contornar o “CB”, mas meio desconfiado de levar também uma “mijada”.

No dia seguinte decolamos para visitar outros Pelotões de Fronteiras. Durante o voo fiquei imaginando como é dura a vida naqueles tão longínquos Pelotões de Fronteiras, onde não tem nem Coca-Cola...  
Coronel Maciel.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Livros?

Livros?
No meio desses mais de mil artigos, tem muitos sobre aqueles nossos velhos tempos na FAB, artigos que considero um tanto “água com açúcar”, os únicos que minha mulher ainda gosta um tanto ler, pois ela até hoje “tem medo” que novamente me aconteça, 15 dias de prisão, como já me aconteceu. Tem outros artigos tão quentes, que podem até mesmo queimar rsrsr. Uma vez famoso colunista, comunista desde criancinha, de um dos nossos grandes jornais, pediu-me pelo amor de Deus para tirá-lo da minha lista, com medo de “compromissos”. Muitas vezes arremeto contra alguns certos políticos, terroristas, ex terroristas, até ex nossos comandantes, artigos apimentados com os mais ditosos palavrões! Já me indispus até com alguns dos nossos grandes amigos “caçadores”. Enfim, são artigos cheios de tantas arestas, razão pela qual eu acho o porquê de nenhum deles ter tido a sorte de jamais ser publicado, na nossa “Revista Aeronáutica”. De modo que eu mesmo duvido que esses meus “belos” artigos, sejam em livros publicados, nem mesmo pela nossa tão distante “INCAER”...  

Coronel Maciel.