domingo, 15 de julho de 2018

Auroras da minha vida.


“Auroras da minha vida”.
Acabo de ler um livro que eu nunca pensei em me trazer tantas saudades. Saudades dos meus tempos de “Tenente Novinho”, recém transferido do curso de “Bombardeio”, em aviões B-26, como Aspirante Aviador, realizado em Natal, para exercer realmente funções “profissionais”, agora como Instrutor de Voo para os primeiros “Cadetes Precursores da Academia da Força Aérea”, em Pirassununga, no ano de 1964. Infelizmente meu tempo é curto para mostrar aos “amados ouvintes”, tantas vibrações idas e vividas naquele ano, na pequenina pérola que é Pirassununga, cidade dos meus amores, transformada no novo “Ninho das Águias Brasileiras”. O livro conta a história da turma de cadetes que iniciou a instrução em Pirassununga, e o processo de transferência da sede da Escola de Aeronáutica, situada no Campo dos Afonsos, no Rio. O livro nos mostra os inúmeros problemas e desafios enfrentados pelo seu Super Atarefado Comandante. Como se não bastasse tantos problemas, havia a tensão política que se agravava. Foi quando, só para citar um dos vários outros “probleminhas”, estava eu de ”Oficial de Dia”, quando me aparece uma comitiva de pais das mais que lindas “meninas” da cidade, que, nervosos e preocupadíssimos, “exigiam” urgente audiência com o Comandante, para tentar resolver o impacto causado sobre suas filhas, pela invasão da cidade “por tantos, tão lindos e garbosos Cadetes e jovens Oficiais”. Levei imediatamente o problema ao nosso comandante, o Tenente Coronel Aviador Miguel da Cunha Lana, que me mandou dizer “que voltassem outro dia, pois naquele estava por demais atarefado”; ora, os pais não aceitaram as desculpas, e insistiram comigo que retornasse a falar com o “Lana”, que, já de cabeça quente, mandou que eu lhes desse o seguinte recado: que eles tomassem os devidos cuidados com suas filhas, pois não era tramela dos “segredos” de ninguém. Com muito tato; com muito cuidado, usando o que ainda me restava de “Diplomacia”, contornei a situação, informando que tão logo fosse possível, seria agendado uma reunião, para resolver este assunto da mais alta relevância...
Coronel Maciel.



sábado, 14 de julho de 2018

Quem é esse tal de "Jesus Cristo"?


Quem é esse tal de “Jesus Cristo”?
Hoje, um “garoto” de uns seus vinte anos, perguntou pra mim: -- Coronel, o senhor viveu realmente; o senhor participou daqueles tempos da “Ditadura”? Qual a sua opinião; a sua verdadeira opinião daqueles tempos, diga pra mim, pois são tantas e tão variadas essas “opiniões”: nossos professores nas salas de aula dizem que foi assim, sem nem mesmo terem vivido aqueles tempos, como o senhor viveu; outros, que foi assado; e assim, nós, “garotos” de hoje, que -- quer queiram quer não queiram--,seremos os futuros dirigentes deste enorme Brasil, precisamos saber, nem que seja um pedacinho só, da verdade, pois a completa verdade me parece ser impossível se saber. É verdade, eu lhe disse: Veja, por exemplo, Jesus Cristo: onde está, qual a verdadeira, a completa verdade sobre Jesus Cristo? Se, daqui a uns mil anos, dois mil, ou um bilhão de anos, quando algum “de nós”, entrar em contato com algum habitante de algum outro planeta, desses milhões de planetas habitados por este mundão afora; e se lhe for perguntado quem foi “Jesus Cristo”, cujo pai, segundo a nossa “Bíblia”, foi o criador de tudo, essa “pessoa” com certeza vai dizer que desconhece completamente quem foi “Jesus Cristo”, e muito menos esse seu pai tão poderoso. Então, cada qual tem a sua opinião sobre o que foi “64”. Uma coisa eu lhe garanto: eu não conheço ninguém da minha, ou de qualquer outra “turma”, que tenha “torturado”, ou mesmo “beliscado” alguém. Agora, com certeza havia os “Doi-CODI”, criados exatamente para lutar com as mesmas armas, que, por exemplo, dona Dilma, a Miriam Leitão, o Zé Dirceu, e tantos e tantos outros usavam para sequestrar, torturar “Embaixadores”. Mas não foram tão “profissionais”, como esses que saíram vencedores; esses, sim, são os verdadeiros vencedores, pois ocupam as melhores poltronas deste Brasil virado no diabo, e que tão cedo não serão “defenestrados”: Só se Jesus Cristo quiser... 
Coronel Maciel.      

sexta-feira, 13 de julho de 2018

SÓ UM MILAGRE PODE NOS SALVAR.


Sei que muitos dos meus amados ouvintes preferem ouvir meus artigos lembrando aquela nossa saudosa,  querida e amiga Força Aérea Brasileira, pilotada por Brigadeiros tipo “Camarão”, do que este artigo, quando passo a dizer as piores coisas do mundo; quando volto a afirmar que o “Negão” Barack Obama, muçulmano da pior espécie, ajudou a Europa a se transformar nesta verdadeira “Colcha de Retalhos”; neste paraíso de “homens-bomba” que invadiram a Europa, escondidos sorrateiramente ao lado de muitos coitados muçulmanos, que fogem dos horrores de milenares guerras entre famílias, a pior de todas as guerras, pois, como dizia o “comunista” Saramago, “família só dá confusão”.  Barack Obama, por pouco não transformou os Estados Unidos também num paraíso islâmico, não fosse a pronta intervenção do Donald Trump, macho do “culhão roxo”, que não tem medo de cara feia, nem de falsos defensores de direitos humanos, que hoje está passando a maior esculhambação em todos esses baixinhos primeiros ministros da tal “União Europeia”, todos com o rabinho entre as pernas, com medo do Trump, que ameaça sair dessa tal OTAN, hoje transformada numa coisa inútil e gastadora. A Europa, coitadinha, caiu na conversa do “Negão”, o Lula dos americanos, e hoje chora os belos tempos daquela Europa antiga, berço de civilizações, assim como nós, brasileirinhos que só sabemos clamar por justiça, hoje choramos aqueles nossos belos tempos. Coitadinho do Brasil, hoje abandonado nas mãos de ratos guabirus, ratos comunistas da pior espécie, que tão cedo não vão sair de cima da carne seca; só se acontecer um milagre, coisas que só acontecem nas páginas de Livros Bíblicos.
Coronel Maciel.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Tenente "Fura-Bolo".


Tenente “Fura-Bolo”!
“Sobrevoando” -- deitado em minha rede, velha, branca, macia e carinhosa, esta “caverna” que virou o Brasil, um Brasil que não consigo mais compreender -- volto a sonhar com aqueles tempos de outrora, quando podíamos viver sem medo de ser assaltado e morto, tanto nas ruas, como dentro de casa, é que torno a relembrar meus tempos de Tenente, sob a batuta do Brigadeiro Camarão. Era um sábado de uma fria manhã de junho, quando decolamos, eu e o Tenente Tomé, num Beech-Mata-Sete; mas tivemos que voltar logo após a decolagem, monomotor. A nossa missão seria a de transportar um casal de professores franceses, que nos aguardavam em “Congonhas”. Ora, estava tudo programado para a Conferência, no cinema da EPCAR, prevista para começar às 14 horas, para os professores, alunos, e “autoridades” da cidade. O Camarão “pensou” naquela que seria a sua única alternativa: Me chamou para um particular, e disse: “Fura-Bolo”, era assim que ele, carinhosamente, me chamava; me pegue o Regente e me traga eles aqui. Ora, “o Regente”, vocês sabem muito bem quem ele era. Só lhe fiz uma única pergunta: -- Mensagem à Garcia, Brigadeiro? E ele sorrindo, com aqueles seus cabelos brancos, confirmou. Seria uma missão impossível para “qualquer um”, mas não para um Tenente “Fura-Bolo”, como esse “Degas aqui” rsrsr. Fui e voltei, mas, porém, contudo, todavia, descumprindo todas as Regras de Voo possíveis e imagináveis; eu disse “Todas”! Ao chegar, o Camarão, sorrindo, satisfeito, me deu aquele aperto de mão, tipo “quebra dedos”; foi quando eu lhe disse:  Brigadeiro, vem bronca por aí. E ele: -- Deixe comigo, Fura-Bolo; não se preocupe! 
Coronel Maciel.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Coitadinho do Lula.


Coitadinho do Lula.
Dizem os gozadores que só faltou um “dedinho” para ele se salvar; quá quá quá quá quá; outra: que ele é tão ladrão que nem saiu, e já foi preso novamente. Tem muitas outras rolando por aí. Quando Sarney assumiu a Presidência desta República de Corruptos Comunistas, e os Novos Chefões da FAB, que se diziam “Democratas”, assumiram o comando, os da turma do Délio, considerados “Ditadores”, começaram a sofrer severas “retaliações”; eu, que não tinha “porra nenhuma com isso” (voltei aos meus antigos palavrões); que sempre fui contra politicagens nas Forças Armadas sofri, por tabela, as consequências. Fui logo transferido de Recife pra Belém; pouco depois de Belém pra Brasília, onde, num sábado, muito “puto da vida” de estar servindo de “bolinha de ping-pong”, voando pra lá e pra cá,  escrevi, manuscrito, e de uma cacetada só,  com todos os erros e defeitos  léxicos e sintáticos, um “inofensivo”, mas logo considerado um perigoso artigo; na mesma manhã, telefonei para o “Jornal do Brasil” , me identificando e dizendo, provocativamente,  que “eles não tinham coragem de publicar”, imediatamente recebi um “jornalista de plantão”, representante do jornal,  que leu, me olhou, perguntou se podia levar para ser devidamente datilografado, para depois eu “assinar”, respondi que sim,  e logo Domingo foi publicado na primeira página, e, também logo na hora do almoço, chegou uma patrulha para me prender, na presença da minha mulher e dos meus filhos, que, perplexos, perguntavam aonde eu ia ser preso; ninguém sabia dizer. Depois de cumprir 15 dias de prisão sem fazer serviço, no Parque de Aeronáutica de Lagoa Santa, nas Minas Gerais, fui novamente transferido, desta vez para o Rio, onde “pedi minhas contas”, e hoje estou aqui, conversando com vocês, feliz da vida, rindo do Lula, reformado, velho piloto hangarado, continuando a prestar péssimos serviços para minha querida Força Aérea Brasileira.
Coronel Maciel.

sábado, 7 de julho de 2018

Canarinhos Belgas.


Canarinhos Belgas.
Sem ajuda das Forças Armadas é impossível salvar o Rio, diz o “Pezão”. Sem as Forças Armadas é impossível salvar o Brasil, digo eu. Culpa dos “Generais”, dizem outros, que, feito criancinhas pirracentas, abandonaram o Brasil nas mãos de corruptos “comunistas”. Todo mundo sabe que a corrupção é a base de sustentação de regimes comunistas. “Taí” o Brasil, que não me deixa mentir. Eles então que se virem para nos tirar do fundo desse poço imundo que eles mesmos nos meteram. E, agora o pior, com medo da nossa volta, coisa que Deus nos livre e guarde, pois não somos tão babacas assim, continuam a denegrir, a solapar nossa imagem perante o mais que analfabeto povo brasileiro, onde pululam advogados, juízes, mestres, doutores e tantos outros completos analfabetos; eu também faço parte desse povo, embora não me deixe facilmente iludir. Vejam o caso do “Herzog”, coitadinho, que, nascido na Iugoslávia, fugiu para o Brasil, escapando, criancinha ainda, de ser sacrificado, como tantas outras crianças judias, nas câmaras de gás da Alemanha Nazista, para morrer, segundo dizem, suicidado, ou suicidou-se, nas dependências do “DOI-CODI”. Bom; não sei realmente o que aconteceu; só sei que essas loucas e endiabradas esquerdas sempre precisaram de “mártires”, de estudantes mártires, de jornalistas mártires, de brasileiros mártires, úteis à propaganda das suas criminosas causas. Mas garanto que, se outros “Herzogs” desses que nos escaparam e que agora infernizam a vida de todos nós, brasileirinhos, que hoje choram a perda do Hexa para os “Canarinhos Belgas”; se esses outros não nos tivessem escapados, como ratos que escapam das ratoeiras, hoje o Brasil, se ainda nas “nossas mãos”, não seria essa zona do mais alto meretrício, que tanto nos humilha e envergonha.
Coronel Maciel.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Velhos tempos.


Tudo na vida depende de sorte. Eu, por exemplo, relendo minhas velhas Cadernetas de Voo, fico mesmo sem acreditar de ver quantas “leãozadas” eu fiz, e quanta sorte eu tive e continuo tendo na vida. Mas, apesar de tudo, nunca, nem de leve, arranhei nenhuma das minhas muitas, variadas e das mais belas garças que tive o gosto de voar. Sorte delas. Todo piloto tem seu caso p’ra contar. Escutem essa. Uma vez decolei de Carauari para Eirunepê, nas margens do “Juruá”. Estávamos em condições de “Voo por Instrumentos”, debaixo de pesadas chuvas e perigosos relâmpagos. Tudo ia bem, e já havíamos percorrido metade do caminho, quando de repente, “não mais que de repente”, ouvimos aquele barulhão: Pápumparatipum; acabara de perder a cabeça um dos enormes cilindros do motor, levando consigo parte da carenagem. E fogo, muito fogo no motor. Rapidamente executamos os procedimentos de emergência previstos. Como “sói acontecer” nestas tristes ocasiões, pânico a bordo, e “todos” passageiros correram para a parte traseira do meu corajoso C-47, pois é lá que eles acham ser o melhor lugar para morrer.  Agora, a parte mais “engraçada’ e pitoresca do caso: o meu copila, coitado, um segundo tenente da reserva muito novinho, e que, -- pálido de espanto como nos versos do Olavo Bilac -- desmaiou, ao sentir o abraço da “bruxa”, dizendo que íamos morrer. Quando o “novinho” gritou que íamos morrer, o nosso bom sargento apressou-se em abrir sua maletinha, e servir-se do mais generoso trago de sua caninha preferida.  Quando senti aquele gostoso bafo de cano, olhei-o, com aquele ar de censura, quando então ele disse: -- Major Maciel, já que a gente vai morrer, né?, dando uma boa e estrondosa gargalhada, cheia de esperanças. Tive que rir também, e juro a vocês que também senti vontade de tomar uma boa talagada. Mas a ocasião não era de brincadeiras. Voamos muito tempo monomotor, e como não podíamos abandonar o leito do rio, muito sinuoso, para o caso de um pouso de emergência, pois as árvores que margeavam o rio eram enormes castanheiras, aquilo que seria um tempo estimado 40 minutos, acabou se transformando numa “eternidade” de duas horas; um verdadeiro “récorde” de voo monomotor na Amazônia.
Chegamos em Eirunepê bem na hora do lusco-fusco, sob os olhares da multidão que nos aguardava ansiosa no pequenino “aeroporto” da cidade, verdadeira pérola do Juruá. E o mais engraçado de tudo é que fui carregado pela multidão, como um verdadeiro herói nacional. À noite, o prefeito nos ofereceu suculenta “tartarugada” e fez até um discurso em minha homenagem, pois sua   família inteira estava a bordo. Foi quando eu chamei o nosso mecânico para um particular e “ordenei-lhe” que, agora sim! -- me servisse o mais generoso copo da sua santa, gloriosa e salvadora caninha. Velhos tempos!
Coronel Maciel.