quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

ARATACAS...


Uma vez, faz tanto tempo, recebi esta mensagem de um aluno de BQ, que me fez recordar daqueles velhos e bons tempos na nossa inesquecível Escola.
Geraldo Silva Costa 27 de setembro de 2013 20:52. 
“Boa noite, grande companheiro Maciel. Paginando o FB, tive a alegria de encontrá-lo e uma lembrança daqueles bons tempos de BQ foi inevitável. Era 1965. Dia de licenciamento, quase todos os alunos embarcaram nos ônibus da Viação Danúbio Azul para os mais diversos lugares e eu, um arataca do Ceará, caminhava triste, pelo interior da Escola. De repente, deparo-me com o então Tenente Maciel. Vendo-me naquele estado, perguntou-me porque ali estava quando todo mundo tinha viajado. Respondi-lhe que era do Ceará e não havia condição de viajar. Aí você me perguntou se eu tinha algum parente no Rio. Respondi-lhe que sim e assim você me perguntou se eu queria ir visitá-lo. Aceitei de pronto. Você além de me levar, ainda me deu uma importância em dinheiro para o ônibus. Não imagine a alegria que pude sentir naquele dia e quero, mais uma vez, agradecer e dizer da minha admiração por você, diante do seu gesto de solidariedade. Foi um gesto que marcou a minha história. Um grande abraço.”
PS: - - Eu sei o que é ser um "arataca"...
Coronel Maciel.






My Way....


                               My Way... rsrsr
Sempre fui muito mais Aviador que Oficial. Sempre! Nunca fui de muitos estudos. Nem sei como cheguei a Coronel! E todas as promoções por merecimento. Vejam só que coisa mais louca: entrava no “Quadro de Acesso” sempre por antiguidade e sempre recorria e sempre ganhava. Durante as aulas, eu fazia de tudo para prestar o máximo de atenção; mas sempre me surpreendia com os pensamentos voltados para a cabine dos meus T-6’s, meus primeiros aviões; para os livros que eu mais gostava de ler, ou bem longe, lá nas ruas da minha doce cidade morena, Belém do Pará, empinando meus papagaios, jogando petecas, ou peladas com bolas de meias roubadas das minhas irmãs. A mesma coisa acontece quando converso com alguém; se o assunto não me interessa, eu permaneço olhando para o meu “interlocutor”, mas meus pensamentos estão longe, muito longe do que estão querendo me dizer; ou mais ligado, não no que me dizem, mas desconfiado daquilo que estão querendo me dizer. Um grande amigo meu, durante o curso na Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, ECEMAR, tremia de medo só em pensar numa aula que todos nós teríamos que dar, no fim do curso, para uma plateia atenta, crítica e severa de coronéis e instrutores. A ECEMAR é um dos degraus mais importantes para se chegar às “Estrelas”. Cobra engolindo cobra.  Pois bem, esse meu amigo “decorou a sua aula”... por inteiro. Eu lhe dizia que aquilo era um perigo; no primeiro vacilo, ele iria perder o rumo. E foi o que aconteceu: na primeira pergunta que lhe fizeram, não conseguiu mais ir em frente; foi uma pena. A minha aula foi sobre astronomia, meu “robe” preferido; sabia tudo sobre as estrelas; como navegar pelas estrelas. Ninguém acreditava no tema da minha aula. Subi “no palco”, com uma única ajuda de instrução: uma carta celeste.  Subi no palco, vi e venci. Hoje, muitos são os amigos que reconhecem que eu deveria publicar um livro; mas eu mesmo reconheço que meus artigos (nem todos, nem todos...) são pesados; são quentes; alguns até imorais; às vezes podem até queimar. Razão pela qual, e me apresso a lhes dar razão, nunca consegui publicar nenhum deles na nossa “Revista Aeronáutica”; quanto mais recorrer ao nosso INCAER. Mais uma vez reconheço que sempre fui muito mais “Aviador” que “Oficial”, e sempre fui feliz agora e assim e durante toda essa minha longa trajetória voando nas asas da minha querida Força Aérea Brasileira!
Coronel Maciel.  

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

"KD O LIVRO, CORONEL?



“KD O LIVRO, MACIEL?
“Muita gente”, por aí, me perguntando: -- “KD o livro, Maciel”? Ora, quem sou para publicar um livro, se tenho o meu BLOG para publicar tudo o que penso e quero e quando quero, livre de amarras gramaticais, com todos erros lidos e vividos, sabendo que tem milhões de livros por aí, que ninguém consegue ler? Seria mais um! São mais de mil quatrocentos e setenta artigos publicados no meu BLOG “Velha=Águia”, nascido em 2011, e até hoje em pleno voo, delirando por aí, escritos sem nenhum estilo; sem pontos parágrafos e outros bichos; igualzinho a essa barragem de Brumadinho: -- quando publicado, desmorona; vai levando tudo!  Agora quem souber de alguém que queira se dar ao risco e trabalho, desde já eu autorizo, e fico muito agradecido. Agora, se publicado, não tenha eu de comparecer a nenhum tipo de “lançamento, ou coisa parecida, pois hoje em dia só ando de alpercata, bermuda e camisa, e só uso calça comprida quando vou à Base Aérea, obrigado a me apresentar, no mês do aniversário, informando que ainda não morri, se não perco o pagamento. Alguém sabe de alguém por aí, doido de se arriscar? Desde já informo que divido, irmãmente, os lucros e dividendos, com quem quiser se arriscar...  rsrs
Coronel Maciel.  

MARIA BOA; B-26; RAMPA...


Rampa; Maria Boa; B-26...
Ontem, na fila de um Supermercado, uma velhinha assim me falou: -- Mas coronel; que Deus é esse que não vê o que nos está acontecendo, pô? Nunca vi tamanha esculhambação nesta enorme barragem que virou o nosso Brasilzinho! -- Calma, minha senhora; não fique culpando Deus, esse ser todo poderoso que até hoje ninguém viu, nem ninguém sabe quem é, nem como ele é; só sei que ele – como me dizia um antigo caboco filósofo lá das beiradas do meu Igarapé Açu, pertinho de Belém onde eu nasci – planejou, criou e hoje tudo assiste, sentado não sei onde, nem aonde, para divertir sua longa eternidade! Vamos esquecer nossas barragens, e falar de coisas boas; coisas assim: não sei se a senhora frequentou, mas com certeza ouviu falar, na “Mary Gud”, dona de uma famosa e saudosa “Casa de Sufocos”, aqui de Natal. A não ser aqueles mais católicos; aqueles mais fiéis às suas noivas que os aguardavam, ansiosas e “temerosas”, nas frias terras do Sul, pelo término do curso de “Aspirante-Aviador”, lá pelos idos de 63, para poderem logo casar (os “mais afoitos” casavam mesmo como Aspirantes; alguns até quando Cadetes.); a não ser estes, é difícil, muito difícil mesmo, encontrar um velho Coronel, um velho Brigadeiro que não tenha passado algumas horas voando nos céus das “Comissárias de Bordo” do avião azul do castelo da famosa “Mary Good”, mais conhecida como “Maria Boa”, quando nos seus áureos e saudosos tempos de Aspirante. Para os que nunca ouviram falar, Maria Boa era uma bondosa e experimentada cafetina do mais famoso “Puteiro” aqui de Natal, frequentado por deputados, senadores, comandantes, comandados, e outros conhecidos e velhos boêmios de antigamente. Até “padres” iam lá rezar as suas missas! Naqueles nossos bons tempos, Aspirante Aviador mandava e desmandava aqui em Natal. Ou pelo menos pensava que mandava. Éramos os reis da “Cocada Preta”! Nas nossas inocentes lambretinhas, desfilávamos pelas ruas da cidade, apaixonando as mais lindas “potiguares” daqueles nossos velhos e bons tempos. Muitos acabaram caindo nas redes dos seus “milagrosos” encantos! Fui um dos primeiros a comprar uma Lambreta; minha saudosa Lambretinha; depois outros, mais outros, muitos outros; e de tarde, após o término expediente, lá íamos nós em “Voo de Grupo” pelas ruas de Natal, em direção à “Rampa”, onde íamos saborear deliciosas lagostas, acompanhados das mais gostosas “louras geladas”. Às dez horas da noite saia o “Papa Fila”, e logo após, nós, nas nossas lambretinhas, voltávamos “pra casa”, para no outro dia continuar o curso nos saudosos “Bombardeiros Invader B-26”.
Faria tudo de novo, se possível fosse, meu amor...
Coronel Maciel.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

FÉRIAS NA SUÍÇA!


Num Cantão lá na Suíça.
Esquecendo um pouco essa novela tragi-cômica do “Bolsonaro”, coitado, e mudando um pouco de pau pra cacete; e como muito bem dizia aquela Madre Superiora levemente ruborizada lá no meu Belém do Pará, eu também não sei como é que pode, e isto em pleno século vinte e um, ainda ter tanta  gente por aí, e eu, coitado de mim, estou metido nesse meio, que não acredita que nem mesmo uma única vírgula tenha sido obra de Deus, ou do Espírito Santo, nos chamados Livros Sagrados, de qualquer religião das não sei quantas que existem por este mundão de Deus. Pecadores como eu que acham que tudo foi muito bem ou mal bolado, imaginado, por um bando de homens velhos, brochas, barbudos, que no final da vida viraram “repressores sexuais”, falsos   “puritanos”. Eu ainda acho que o maior bem que essas religiões fizeram e continuam fazendo é meter medo no povão, com essas mentiras -- ou será verdade? -- de céu e inferno. - Coronel, essa mesma Madre Superiora me dizia, quando eu ainda criancinha, se não existisse o medo do inferno o mundo seria uma esculhambação pior que “ Sodoma e Gomorra”, cidades que, segundo a Bíblia, de tão depravadas, foram destruídas por Deus com fogo e enxofre caídos do céu. Não sei. Assim como não acredito na história desse cara que diz ter “apanhado” de um ET, lá num matagal em Sorocaba; eu acho mais fácil ele ter sido “abusado” por um enorme negão “confudido” por um ET, pois, segundo essa mesma Madre Superiora, cu de bebo não tem dono. Égua! Vou ficando por aqui; que Deus do céu me ajude!
Coronel Maciel.
  

domingo, 20 de janeiro de 2019

"J'accuse".


“J’accuse”.
Sempre senti uma contínua, uma, digamos, irresistível necessidade de gritar bem alto aquilo que penso, mesmo quando sinto ser o único a pensar assim; mas hoje, relendo o caso “Jean Calas”, torturado e morto em 1762, aos 63 anos, apesar de todos os esforços de Voltaire para provar sua inocência; e relendo o caso do Capitão Alfred Dreyfus, judeu, condenado à prisão perpétua e exilado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A imprensa antissemita na época, final do século dezenove, manobrava os fatos -- igualzinha e maldita como essa nossa -- incitando a população ao erro. Resumindo o caso: “Émile Zola” escreveu uma carta aberta direcionada ao então presidente francês Felix Fauré, intitulada “J’accuse”. Zola foi sentenciado à prisão por injúria ao governo, mas conseguiu fugir para a Inglaterra. Em 1906, o Tribunal de Apelação anistiou Dreyfus e lhe concedeu a Legião de Honra. Zola arriscou a vida em defesa de um inocente, ou melhor: Zola não defendeu apenas um inocente; Zola lavou a honra da humanidade! Faço esse arrodeio todo para dizer o quanto eu errei ao acusar, sem me aprofundar no assunto, e principalmente ao ler os comentários do meu texto no FACEBOOK me alertando melhor. Errei, e peço desculpas ao Senador, e continuarei lutando para que essa imprensa maldita e totalmente dominada pelos comunistas, não transforme um inocente, num outro Dreyfus, ou, pior, num “Jean Calas”.
Coronel Maciel.

ATÉ TU, BRUTUS?


“Até tu, filho meu? ”
Zé Saramago, Nobel de Literatura, dizia que família só dá problema. Quando o Bolsonaro “Junior”, hoje senador, resolveu enveredar pelo “mundo do crime”, mundo trilhado “com sucesso” pelos comunistas do PT, e pelos filhotes do Fidel Castro na América Latrina, ele não imaginava o quanto seu crime poderia prejudicar a carreira política, para não dizer a militar, do seu pai; e o quanto ele nos iria deixar emputecidos, nós, que tanto lutamos para ver seu pai presidente, na esperança de conseguirmos, todos juntos, livrar o Brasil das garras comunistas. Não são poucos os filhos que maculam uma vida inteira de lutas de seus pais, quando se deixam enveredar pelo mundo do crime; não são poucos os que torram em farras homéricas de uma única noite as heranças materiais e morais conseguidas com esforços de uma vida inteira de lutas de seus pais. Bom; já dizia minha querida vovozinha: meu filho, cada um viva como quer, mas aguente as consequências! O Bolsonaro Junior; o Senador da República; que se vire, para não dizer que se foda, mas não foda a vida da “Michelle”, coitada, nem por tabela a nossa, ao desferir uma “facada” igual ou pior a desferida pelos seus e nossos inimigos do PT, prontos que estão para fuder novamente o Brasil. Desculpem meus severos, mas sinceros palavrões.
Coronel Maciel.